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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

ZUMBI DOS PALMARES



          Líder do quilombo dos Palmares, Zumbi  nasceu em 1655, em Palmares, atual estado de Alagoas. Era descendente dos guerreiros imbangalas, de Angola. Logo após o seu nascimento fora aprisionado pela expedição de Brás da Rocha Cardoso, e entregue ao Padre Antônio Melo em Porto Calvo.


          Foi batizado com o nome de Francisco, aos 10 anos já escrevia português e latim. Aos 15 anos fugiu em busca de suas origens, voltou para o quilombo dos Palmares, onde adotou o nome de Zumbi. No quilombo, derrotou a expedição de Jacome Bezerra, e ferido em conflitos contra as tropas de Manuel Lopes Galvão e Domingos Jorge Velho.


          Zumbi comandava as tropas do quilombo governado por Ganga Zumba. Em 1678, liderou um conflito interno, alcançou a liderança do quilombo, e combateu os portugueses durante 14 anos.


          Em 1695, reuniu mais de 2000 palmarinos (nativos de palmares), e invadiu povoados de Pernambuco em busca de armas e alimentos. Antônio Soares, um dos líderes das tropas palmarinas, foi capturado e em troca de sua liberdade entregou ao bandeirante André Furtado de Mendonça, o esconderijo de Zumbi.


          Zumbi foi capturado e morto em 20 de novembro de 1695.


Fontes
http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/
http://educação.uol.com.br/biografias/ult/789u537j.htm

VOCÊ É ARMINIANO OU CALVINISTA?


 Arminianismo
 
O arminianismo era uma escola que estudava muito acerca do pensamento sobre a salvação humana. As idéias são baseadas no pensamento de Jacó Armínio.

As doutrinas do arminianismo são muitas, destacam-se aquelas que dizem que os seres humanos não são capazes de  fazer qualquer esforço para a salvação. Também afirmam os princípios de que a salvação só é possível pela graça de Deus; nenhuma obra de esforço humano pode causar ou contribuir para a salvação; a eleição divina é condicionada a fé no sacrifício e Senhorio de Jesus Cristo; a expiação de Cristo foi feita em nome de todas as pessoas; Deus permite que sua Graça seja resistida por aqueles que livremente rejeitam a Cristo e que os crentes são capazes de resistir ao pecado, mas não estão além da possibilidade de queda da graça através da persistência, sem o arrependimento do pecado.

Podemos verificar que de alguma forma, o arminianismo está ligado ao calvinismo. Isso é interpretado assim pela teologia cristã dentro de sua história. Só que existem algumas coisas que ela não bate em igualdade com o calvinismo, como por exemplo, a salvação e a predestinação.


Armínio e seus seguidores divergiram do calvinismo por entenderem que as crenças calvinistas na eleição incondicional (e especialmente na reprovação incondicional), na expiação limitada e na graça irresistível:
·         seriam incompatíveis com o caráter de Deus, que é amoroso, compassivo, bom e deseja que todos se salvem;
·         violariam o caráter pessoal da relação entre Deus e o homem;
·         levariam à conseqüência lógica inevitável de que Deus fosse o autor do mal e do pecado;



Calvinismo

O calvinismo retém uma ideologia sociocultural com seus princípios que foram encontrados na reforma de João Calvino.

João Calvino carregava consigo a passagem onde Paulo diz que os justos viveriam pela fé, assim como Lutero fez. Podemos até dizer que o calvinismo foi a segunda parte da reforma protestante, pois iniciou logo depois de excomungarem Lutero da igreja católica.

O nome "Calvinismo" induz ligeiramente ao equívoco, ao pressupor que todas as doutrinas das igrejas calvinistas se revejam nos escritos de João Calvino.

Pesquisando sobre o calvinismo, vejam o que encontrei no Wikipédia:

"O Calvinismo pressupõe que o poder de Deus tem um alcance total de atividade e resulta da convicção de que Deus trabalha em todos os domínios da existência, incluindo o espiritual, físico, intelectual, quer seja secular ou sagrado, público ou privado, no céu ou na terra. De acordo com este ponto de vista, qualquer ocorrência é o resultado do plano de Deus, que é o criador, preservador, e governador de todas as coisas, sem excepção, e que é a causa última de tudo. As atividades seculares não são colocadas abaixo da prática religiosa. Pelo contrário, Deus está tão presente no trabalho de cavar a terra como na prática de ir ao culto. Para o cristão calvinista, toda a sua vida é um culto a Deus.
De acordo com o princípio da Predestinação, por causa de seus pecados, o homem perdeu as regalias que possuía e distanciou-se de Deus. O homem é considerado "morto" para as coisas de Deus e é dominado por uma indisposição para servir a Deus.
Só havia, então, uma maneira de resolver esse problema: o próprio Deus reatando os laços. Deus então, segundo a doutrina da predestinação, escolheu alguns dos seres humanos caídos para salvar da pecaminosidade e restaurar para a comunhão com ele. Deus teria tomado esta decisão antes da criação do Universo. Mas é claro que não é por causa de quaisquer boas ações que eles foram escolhidos: "porque pela graça sois salvos, mediante a fé, e isso não vem de vós; é dom de Deus; não vem de obras, para que ninguém se glorie".(Efésios 2:8,9) Os cinco pontos do calvinismo (conhecidos pelo acróstico TULIP, referente às iniciais dos pontos em inglês) são doutrinas básicas sobre a salvação, definidas pelo Sínodo de Dort.
As principais doutrinas do calvinismo são: predestinação da alma; eleição incondicional; expiação limitada; Graça Irresistível e perseverança dos santos.
A igreja Presbiteriana do Brasil, a igreja Presbiteriana independente do Brasil e a igreja Presbiteriana conservadora do Brasil são consideradas calvinistas.

Conflitos entre arminianos e calvinistas

O arminianismo diz que a vontade do homem é ‘livre’ para escolher, ou a Palavra de Deus, ou a palavra de Satanás. O calvinismo responde que o homem não regenerado é absolutamente escravo de Satanás, e, por isso, é totalmente incapaz de exercer sua própria vontade livremente (para salvar-se), dependendo, portanto, da obra de Deus, que deve vivificar o homem, antes que este possa crer em Cristo.
Arminius sustentava que a ‘eleição’ é condicional, enquanto os reformadores sustentavam que ela é incondicional. Os arminianos acreditam que Deus elegeu àqueles a quem ‘pré-conheceu’, sabendo que aceitariam a salvação, de modo que o pré-conhecimento [de Deus] estava baseado na condição estabelecida pelo homem.
Os calvinistas sustentam que o pré-conhecimento de Deus está baseado no propósito ou no plano de Deus, de modo que a eleição não está baseada em alguma condição imaginária inventada pelo homem, mas resulta da livre vontade do Criador à parte de qualquer obra de fé do homem espiritualmente morto.
Segundo o arminianismo, Cristo morreu para salvar não um em particular, porém somente àqueles que exercem sua vontade livre e aceitam o oferecimento de vida eterna. Daí, a morte de Cristo foi um fracasso parcial, uma vez que os que têm volição negativa, isto é, os que não a querem aceitar, irão para o inferno.
Para o calvinismo, Cristo morreu para salvar pessoas determinadas, que lhe foram dadas pelo Pai desde toda a eternidade. Sua morte, portanto, foi cem por cento bem sucedida, porque todos aqueles pelos quais ele não morreu receberão a “justiça” de Deus, quando forem lançados no inferno.
Os arminianos afirmam que, ainda que o Espírito Santo procure levar todos os homens a Cristo (uma vez que Deus ama a toda a humanidade e deseja salvar a todos os homens), ainda assim, como a vontade de Deus está amarrada à vontade do homem, o Espírito [de Deus] pode ser resistido pelo homem, se o homem assim o quiser. Desde que só o homem pode determinar se quer ou não ser salvo, é evidente que Deus, pelo menos, ‘permite’ ao homem obstruir sua santa vontade. Assim, Deus se mostra impotente em face da vontade do homem, de modo que a criatura pode ser como Deus, exatamente como Satanás prometeu a Eva, no jardim [do Éden].
Os calvinistas respondem que a graça de Deus não pode ser obstruída, visto que sua graça é irresistível. Os calvinistas não querem significar com isso que Deus esmaga a vontade obstinada do homem como um gigantesco rolo compressor! A graça irresistível não está baseada na onipotência de Deus, ainda que poderia ser assim, se Deus o quisesse, mas está baseada mais no dom da vida, conhecido como regeneração. Desde que todos os espíritos mortos (alienados de Deus) são levados a Satanás, o deus dos mortos, e todos os espíritos vivos (regenerados) são guiados irresistivelmente para Deus (o Deus dos vivos), nosso Senhor, simplesmente, dá a seus escolhidos o Espírito de Vida.
No momento em que Deus age nos eleitos, a polaridade espiritual deles é mudada: Antes estavam mortos em delitos e pecados, e orientados para Satanás; agora são vivificados em Cristo, e orientados para Deus.
Os arminianos concluem, muito logicamente, que o homem, sendo salvo por um ato de sua própria vontade livremente exercida, aceitando a Cristo por sua própria decisão, pode também perder-se depois de ter sido salvo, se resolver mudar de atitude para com Cristo, rejeitando-o! (Alguns arminianos acrescentariam que o homem pode perder, subseqüentemente, sua salvação, cometendo algum pecado, uma vez que a teologia arminiana é uma “teologia de obras” — pelo menos no sentido e na extensão em que o homem precisa exercer sua própria vontade para ser salvo.) Esta possibilidade de perder-se, depois de ter sido salvo, é chamada de “queda (ou perda) da graça”, pelos seguidores de Arminius. Ainda, se depois de ter sido salva, a pessoa pode perder-se, ela pode tornar-se livremente a Cristo outra vez e, arrependendo-se de seus pecados, “pode ser salva de novo”. Tudo depende de sua contínua volição positiva até à morte!
Os calvinistas sustentam muito simplesmente que a salvação, desde que é obra realizada inteiramente pelo Senhor — e que o homem nada tem a fazer antes, absolutamente, “para ser salvo” —, é óbvio que o “permanecer salvo” é, também, obra de Deus, à parte de qualquer bem ou mal que o eleito possa praticar. Os eleitos ‘perseverarão’ pela simples razão de que Deus prometeu completar, em nós, a obra que ele começou. Por isso, os cinco pontos de TULIP incluem a Perseverança dos Santos. 


A TULIP

T.U.L.I.P. é o acróstico de: 

T – Total Depravity – Depravação Total; 
U – Unconditional Election – Eleição Incondicional; 
L – Limited Atonement – Expiação Limitada; 
I – Irresistible Grace – Graça Irresistível; 
P – Perseverance of Saints – Perseverança dos Santos.
 
Fontes: 
http://teologia-e-fe.blogspot.com.br/2011/05/arminianismo-e-calvinismo-suas.html
http://protestantismo.ieadcg.com.br/estudos/arminianismo.htm