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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

PARASHÁ JUDAICA


          Parashá , Parshah ou Parashah (no hebraico פרשה porção no pl. parashot ) é o nome dado à porção semanal de textos daTorá dentro do judaísmo. Também são conhecidas como Parashat haShavuá (Porção semanal) ou Sidra ,e cada uma possui um nome geralmente derivada de suas primeiras palavras no hebraico. Geralmente o judaísmo ao mencionar um texto daTorá menciona este nome particular, e não capítulos ou versículos como o fazem outras religiões.

Fonte: http://m.pt.chabad.org/library/article_cdo/aid/771004/jewish/Resumo-da-Parash.htm

CORVOS OU ÁRABES?


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Os corvos lhe traziam pão e carne de manhã e de tarde, e ele bebia água do riacho. 1 Reis 17:6

As hipóteses dos corvos mencionados em 1 Reis 17:6 serem homens e não aves, segundo supõe alguns, que comparam a palavra usada em 1 Reis 17:6 com a palavra utilizada em Ezequiel 27:27 referente aos comerciantes, e ainda com as palavras usadas em 2 Crônicas 21:16 e Neemias 4:7, referente aos árabes, ou mesmo com os cidadãos de Arabá, região próxima de Bete-Hogla (Josué 15:6; 18:18), precisam ultrapassar alguns obstáculos hermenêuticos:

Obstáculo gramatical:
Embora as palavras utilizadas nos versos de 1 Reis 17:6; 2 Crônicas 21:16 e Neemias 4:7, apresentem alguma aproximação gramatical, são palavras distintas:

1 Reis 17:6 – corvos (ערב)
Crônicas 21:16 e Neemias 4:7 – árabes (ערבי)

A palavra: ערב utilizada dezesseis vezes no A.T., e em todas elas, é utilizada em referência a animais imundos na tradição judaica. E mesmo as suas congêneres gregas, que aparecem três vezes no N.T., são utilizadas com o mesmo sentido.
Já a palavra: ערבי aparece nove vezes no A.T., em todas elas é utilizada em referência a homens de origem árabe. No N.T. a palavra congênere aparece uma vez, em Atos 2:11, também com o mesmo sentido.

Obstáculo geográfico:
A região proposta pelos defensores do sentido humano da palavra corvo, onde possivelmente habitavam os cidadãos de Arabá, embora muito próxima, está distante aproximadamente vinte e sete quilômetros de Querite, onde Elias recebeu seu alimento diário.
Os corvos eram aves comuns na região de Querite, estudiosos acreditam que pelo menos oito espécies de corvos habitavam a região.

Obstáculo da falta de apoio consistente:
Além dos obstáculos acima, há ainda o obstáculo da falta de apoio consistente de estudiosos renomados pela coerência bíblico-teológica. Jameison-Faussett-Brown escreveu: “A ideia de tais aves impuras e vorazes sendo usadas para alimentar o profeta apareceram a muitos tão estranho que eles têm trabalhado para fazer com que a palavra ערב que em nossa versão foi traduzida por “corvos”, passe a ser usada como (em Ezequiel 27:27) comerciantes, ou árabes (2 Crônicas 21:16, Neemias 4:7), ou, os cidadãos de Arabá, perto de Bete-Hogla (Josué 15:06, 18:18). Mas o uso comum, corvos, é, em nossa opinião, de preferência a essas conjecturas. E, se Elias foi milagrosamente alimentado por corvos, é inútil perguntar onde encontraram o pão e a carne, pois Deus iria dirigi-los.”

E ainda podemos encontrar Keil & Delitzsch no Commentary on the Old Testament dizendo: “…não significa nem árabes ou os habitantes de uma cidade imaginária chamada Orebe, mas corvos. Através deste milagre, que os incrédulos rejeitam, porque eles não reconhecem um Deus vivo, por quem, como o Criador e Senhor de todas as criaturas, até mesmo os corvos vorazes são feitas subserviente a seus planos de salvação…”.

Fonte:https://verdadenapratica.wordpress.com/2013/10/08/corvos-ou-homens-1-reis-176/

FILHOS DE DEUS E FILHAS DOS HOMENS



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Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram. (Gênesis 6:2)

          Esse é um texto de difícil interpretação. Há basicamente três interpretações para os “filhos de Deus”: (1) anjos caídos, (2) filhos de Sete e (3) homens poderosos. Neste texto, Walter Kaiser Jr. resume as três posições, defendendo a última.

Existem três posicionamentos para explicar Gênesis 6.1-4. Podem ser designados da seguinte forma: (1) a visão das raças mistas cosmologicamente (a mistura de anjos e humanos); (2) a visão das raças mistas religiosamente (os piedosos setitas e os mundanos cainitas); e (3) a visão das raças mistas sociologicamente (aristocratas despóticos e formosas plebeias).

O ponto de vista mais antigo e conhecido é aquele segundo o qual os filhos de Deus eram “anjos” que abandonaram o céu, vieram para a terra e mantiveram relações sexuais “com as filhas dos homens”, deixando uma raça de “gigantes” (hebr. Nephilim). O livro pseudepigráfico do Enoque (c. 200 a.C.), nos capítulos 6.1 – 7.6, apresenta essa teoria, assim como fizeram o historiador Josefo (Antiguidades 1.3.1) e a Septuaginta, a tradução grega do Antigo Testamento feita no século III a.C. (todavia, apenas o manuscrito Alexandrino o faz; a edição crítica da Septuaginta, por Alfred Rahlfs, não o faz). Todos eles explicam “filhos de Deus” como anjos, mas esse emprego do termo ocorre apenas em Jó 1.6; 2.1 e 38.7 (com possível paralelo no Salmo 29.1 e 89.6 para “filhos do poderoso”).

Em lugar algum das Escrituras, nem mesmo em Gênesis 6, é dito que anjos casaram-se com humanas. Na realidade, Marcos 12.25 declara que anjos não se casam. Mais sério ainda é o fato de que, se o problemas começou com a iniciativa dos “filhos de Deus” – nessa perspectiva, os anjos -, por que Deus não inundou o céu em vez de trazer julgamento sobre a terra? Como fundamentação adicional para a teoria de anjos, alguns recorrem também a 1Pedro 3.18-20; 2Pedro 2.4 e Judas 6,7. Essas passagens, no entanto, não mencionam casamentos angelicais.

O ponto de vista das raças mistas religiosamente dá-se tão bem quanto a perspectiva das raças mistas cosmologicamente. Segundo essa visão, a linhagem apóstata de Sete cometeu o pecado de colocar-se em jugo desigual com as descrentes “filhas dos homens”, isto é, mulheres da linhagem de Caim. Porém, esse ponto de vista fracassa, pois emprega o termo “homens” no versículo 1 de maneira distinta daquela do versículo 2; no versículo 1, significa “humanidade” de maneira geral, mas, no versículo 2, significa a “linhagem de Caim” especificamente. Seguindo o raciocínio, por que será que uma raça mista religiosamente teria resultados físicos tão dramáticos como a concepção de “gigantes”, conforme se interpreta a expressão hebraica nephilim gibborim? Até onde se sabe, a religião não afeta o DNA desse modo!

O melhor ponto de vista é das raças mistas sociologicamente. Os títulos de “filhos de Deus” era há muito atribuído a reis, nobres e aristocratas no Antigo Oriente Próximo. Esses déspotas sedentos pelo poder chegavam a ser “homens de renome” (Gn 6.4). Em sua busca por poder, eles usurpavam controle despoticamente. 

Pervertiam o conceito de governo entregue por Deus, fazendo o que bem entendessem. Não se preocupavam com a atribuição primária de Deus ao estabelecer os governos: trazer alívio por meio de melhorias e correções das injustiças e iniquidades terrenas. Além disso, eram polígamos (6.2).

As evidências a favor dessa visão são as seguintes: (1) os targumins aramaicos antigos traduziam os “filhos de Deus” como “filhos de nobres”; (2) a tradução grega feita por Símaco trazia a mesma frase como “os filhos de reis ou senhores”; (3) a palavra hebraica para “Deus/deus” é ‘elohim, empregada nas Escrituras e traduzida em diversas versões como “magistrados” ou “juízes” (Ex 21.6; 22.8; Sl 82.1,6); e (4) descobertas do Antigo Oriente Próximo validam o emprego pagão de nomes de muitos deuses e deusas como forma de trazer mais prestígio e poder aos reis e governantes de seus dias.

Em relação aos chamados gigantes, a palavra nephilim ocorre apenas em Gênesis 6.4 e Números 13.33 – neste último trecho, refere-se aos anaquins, pessoas de grande estatura. A raiz da palavra nephilim vem da naphal, “cair”. 


Ademais, em alguns contextos, a palavra nephilim está associada à palavra gibborim, que vem de gibbor – ou seja, “homem de valor, força, riqueza ou poder”. Por exemplo, Ninrode, em Gênesis 10.8, era um gibbor. Parece ter sido também um rei na terra de Sinar (i.e., provavelmente a Babilônia). Portanto, o significado de nephilim, nesse contexto, não parece ser “gigantes”, mas algo como “aristocratas”, “príncipes” ou “grandes homens” que governavam.

Dessa maneira, Gênesis 6.1-4 é melhor compreendido como um retrato de governantes ambiciosos, despóticos e autocráticos que se agarravam ao poder e a mulheres como lhes aprouvesse. Faziam isso na tentativa de construir sua própria notoriedade e reputação. Não é nada surpreendente que esse mesmo espírito fosse transmitido à prole deles. 


Como resultado, toda inclinação dos corações de homens e mulheres, de governantes ao populacho, ficava cada vez mais perverso. Foi por isso que adveio o dilúvio: a humanidade tinha de ser julgada por sua perversão daquilo que é certo, com e justo, enquanto também se lançava julgamento sobre a instituição do estado e do governo, que provocaram Deus até o limite.

Fonte: http://voltemosaoevangelho.com/blog/2014/04/quem-sao-os-filhos-de-deus-e-as-filhas-dos-homens-em-genesis-6/

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

HAGADAH DO PESSACH JUDÁICO


 


Hagadá ou agadá (do hebraico הגדה, transl. hagadá, "narração"), é o texto utilizado para os serviços da noite do Pessach, contendo a leitura da história da libertação do povo de Israel do Egito conforme é descrito no Livro do Êxodo. Por celebrar esta libertação, o Pessach é a mais importante das festas judaicas, e cada judeu tem por mandamento narrar às futuras gerações esta libertação. A Hagadá contêm a narrativa desta libertação, as orações, canções e provérbios judaicos que acompanham esta festividade. Na verdade, não existe um texto único de Hagadá: os diversos ramos do judaísmo têm suas variantes, conforme a orientação do específico rabino de cada sinagoga. Também corporações e instituições podem ter seu texto particular de Hagadá.