Páginas

terça-feira, 28 de julho de 2015

BALADA GOSPEL: AGITO OU EGITO?


A Igreja Sara Nossa Terra em São Paulo tem organizado a "Festa Colors", uma balada gospel que atrai cerca de 1,1 mil jovens entre 16 e 28 anos.

A estratégia é usada não apenas para entreter os evangélicos, mas também para atrair aqueles que não frequentam nenhuma igreja.

A reportagem da Folha de São Paulo acompanhou o evento e entrevistou o produtor João Rodrigues, mais conhecido no meio gospel como DJ MP7. Ele foi o responsável por agitar os jovens durante toda a noite.

MP7 garante que a falta de entretenimento nas igrejas faz com que muitos jovens busquem diversão em baladas seculares. “Não tem como negar. O jovem evangélico não tem opção para se divertir. Boliche todo dia cansa, muitos acabam indo para baladas seculares. E isso interfere no modo de vida cristão”, disse.

Ele chegou a fazer um levantamento em uma festa tradicional da Vila Olímpia e constatou que 30% dos frequentadores eram evangélicos. É nesses lugares que o produtor e DJ evangeliza, fazendo convite para que essas pessoas conheçam os eventos das igrejas. “A gente não cobra dessas pessoas. A gente convida. É uma estratégia de evangelização”.

Apesar de ainda causar estranhamento entre os religiosos mais tradicionais, balada gospel não é novidade no meio. A Igreja Renascer em Cristo faz evangelismos parecidos desde o final da década de 80.

Nessa época os membros da Renascer evangelizavam em locais pouco convencionais como a Galeria do Rock, no Centro de São Paulo, fazendo convites para os shows que aconteciam às segundas-feiras na antiga sede da igreja no Cambuci.


Com muita música e sem oferecer bebidas alcoólicas para os frequentadores, as baladas evangélicas são opções para quem quer evangelizar um amigo mais jovem que não aceitaria assistir a um culto normal.

“A gente diz para os jovens convidarem um colega da faculdade, um vizinho do bairro”, disse o bispo Felipe Corrêa, responsável pela balada Sky, da Igreja Renascer.

A balada da Sara Nossa Terra é coordenada pelo bispo Christiano Guimarães e acontece duas vezes por ano. Ali há “atalaias”, obreiros responsáveis em garantir que os casais não excedam nos carinhos e beijos trocados, enquanto o “bar” oferece apenas bebidas sem álcool. “Além de suco, refri e energético – muuuito energético-, tem batida. Sem álcool, claro”, diz o bispo.

Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br/neopentecostais-baladas-gospel/

quarta-feira, 22 de julho de 2015

O PRÍNCIPE DESTE MUNDO SEGUNDO O LIVRO DE URÂNTIA


No Evangelho Segundo João constam frases de Jesus que mencionam sobre o Príncipe deste mundo. Mas não encontramos dentro da Bíblia algo que possa responder seguramente quem seria este príncipe. A teologia cristã defende que este príncipe é Lúcifer, o que na verdade são apenas conjecturas, pois não há informação bíblica de que Deus ou qualquer outra autoridade celeste tenha dado a ele tal título. Vejam as citações bíblicas :

“Agora é o juízo deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo.” Joao 12:31

“Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em mim;” João 14:30

“E do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado.” João 16:11

No livro de Atos dos Apóstolos o autor cita que Jesus fora elevado à posição de príncipe: 

“Deus com a sua destra o elevou a Príncipe e Salvador, para dar a Israel o arrependimento e a remissão dos pecados.” Atos dos Apóstolos 5:31

O Livro de Urântia

O Livro de Urântia é uma obra narrativa a qual integra elementos de história, ciência, filosofia e religião para revelar a verdade universal para os seres humanos que habitam o planeta Terra, chamado no livro de esfera "Urântia".


A obra é composta por 197 documentos escritos originalmente em inglês e traduzidos recentemente para outros idiomas, entre eles o português. William S. Sadler e sua esposa Lena Sadler eram médicos em Chicago, EUA, e tratavam um vizinho que entrava em estado de inconsciência e não podia ser acordado, começando em 1911. O vizinho desacordado começou a pronunciar palavras que foram atribuídas a personalidades "supra-humanas". À partir de 1924 uma grande quantidade de texto foi documentada pelo casal Sadler que acreditava ser um relato narrativo fidedigno da origem, história e propósito da humanidade no universo. O livro foi publicado pela primeira vez pela Fundação Urântia em 1955.

O Livro de Urântia traz detalhes sobre quem era o governante deste mundo até o ano 25 da nossa era, época em que foi destronado por Jesus, que assumiu a posição e até hoje se mantém como o Príncipe Planetário de Urântia.

Para compreender essa história é preciso voltar no tempo, aos primórdios da humanidade. Diz o livro que quando um planeta se encontra habitado por seres humanos, e tais seres já tenham alcançados a postura ereta, então um governante celestial é enviado para civilizar as raças primitivas. Este governante é chamado de Príncipe Planetário.

E foi por volta de 500 mil anos atrás que chegou ao nosso mundo Caligástia, o então Príncipe Planetário de Urântia. Havia naquela época em torno de meio milhão de humanos no planeta e estas raças se organizavam em tribos. Com a chegada do príncipe surgiu o primeiro sistema de governo, uma grande cidade foi construída, Dalamátia, a sede do governo mundial, que se estabeleceu por quase 300 mil anos.

A civilização planetária progrediu normalmente durante este período, até o acontecimento catastrófico da rebelião de Lúcifer. Vale lembrar que Caligástia era o Príncipe Planetário e governava o nosso mundo. Lúcifer era um Soberano Sistêmico, governava todo o nosso sistema que, à época da rebelião, era composto por 607 mundos habitados. Na atualidade é composto por 619 planetas.

Lúcifer havia governado por milhares de anos e de maneira brilhante, até que a iniqüidade brotou em seu coração e ele abraçou o pecado. Rebelou-se contra seu Criador-pai Michael, negou a existência do Pai Universal e atacou o plano divino de aperfeiçoamento dos seres ascendentes. Lúcifer levou consigo 37 Príncipes Planetários, entre estes Caligástia, o nosso governante, que se aliou às idéias dos rebeldes. Um terço dos anjos também se rebelou. 

Houve guerra nos céus, Gabriel e seus anjos lutaram contra os rebeldes. Essa guerra não foi uma batalha física como conhecemos em nosso mundo, foi muito mais terrível e real. Numa guerra física perde-se a vida material, mas a guerra nos céus foi travada pondo em risco a vida eterna.

O Sistema de Satânia, bem como todos os planetas nos quais os príncipes haviam rebelados, foram colocados em quarentena, um isolamento parcial, como uma reação de defesa espiritual para os outros mundos e sistemas. E assim nos encontramos até os dias de hoje.

Os rebeldes que estavam neste planeta, ficaram completamente isolados do resto do universo, privados de transporte e de comunicação. Esta situação se manteve por um longo período, até que veio ao nosso mundo o Filho Criador do Universo Local, Michael de Nebadon, “o verbo que se fez carne e habitou entre nós”, o Filho do Homem: Jesus de Nazaré.

E naquele memorável dia, no alto do monte Hermom, Jesus esteve com esses rebeldes, ofereceu-lhes mais uma vez a misericórdia divina, porém, eles recusaram. Lúcifer, Satã e Caligástia ainda tentaram corromper Jesus com suas loucuras de rebeldia. Em todas as suas propostas nefastas Jesus apenas respondia: “Que prevaleça a vontade do meu Pai no Paraíso.” Pág. 1493:5

“Caligástia foi reconhecido, pelo Filho do Homem, como sendo tecnicamente o Príncipe de Urântia, até perto da época da morte de Jesus. Disse Jesus: ‘Agora é o juízo deste mundo; agora o príncipe deste mundo será deposto’. E então, ainda mais perto de completar o trabalho da sua vida, ele anunciou: “O Príncipe deste mundo está julgado”. E é este mesmo Príncipe destronado e desacreditado que certa vez foi chamado de ‘Deus de Urântia’.” pág. 610:1

“Antes do seu batismo, Jesus tinha suportado a grande tentação da sua outorga mortal, quando ele foi molhado pelo orvalho do monte Hermom, por seis semanas. Lá, no monte Hermom, como um mortal deste reino, sem ajuda, ele tinha encontrado e derrotado Caligástia, o enganador de Urântia, o príncipe deste mundo. Nesse dia memorável, segundo os registros do universo, Jesus de Nazaré tinha tornado-se o Príncipe Planetário de Urântia.” Pág. 1512: 4

FONTE: http://www.elub.com.br

sexta-feira, 10 de julho de 2015

A BÍBLIA E A BEBIDA ALCOÓLICA


Às vezes parece difícil saber ao certo que postura o cristão deve tomar diante das bebidas alcoólicas. De um lado, acham-se muitos textos que parecem incentivar a abstinência, mas, por outro lado, há trechos em que Jesus transformou a água em vinho, bebeu vinho etc. Qual é o ensino das Escrituras acerca do uso do álcool? Para entendermos esse assunto corretamente, é necessário começar com uma postura adequada. Devemos descartar as idéias preconcebidas e não procurar encaixar as Escrituras à força na posição que preferimos ou já concluímos ser a mais correta. Precisamos tratar da questão com a mente aberta e tentando apenas descobrir o que a Palavra de Deus ensina sobre o assunto. Este artigo tratará de vários aspectos das Escrituras e, somente após de analisarmos vários textos e conceitos, chegaremos em uma conclusão sobre o cristão e as bebidas alcoólicas. Quando ler esses trechos que mencionaremos, procure entender cada um por vez, mas aguarde para só no fim do estudo formular uma conclusão que leva em conta todos os aspectos em questão.


Analise vários textos

Esses textos serão citados com poucos comentários. Estude cada um e analise com cuidado o seu significado. 

"O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoraçadora; todo aquele que por eles é vencido não é sábio" (Provérbios 20:1).

O sábio mostra que há um perigo no vinho e que ele é enganador. 

"Ouve, filho meu, e sê sábio; guia retamente no caminho o teu coração. Não estejas entre os bebedores de vinho nem entre os comilões de carne. Porque o beberrão e o comilão caem em pobreza; e a sonolência vestirá de trapos o homem" (Provérbios 23:19-21).

"Para quem são os ais? Para quem, os pesares? Para quem, as rixas? Para quem, as queixas? Para quem, as feridas sem causa? E para quem, os olhos vermelhos? Para os que se demoram em beber vinho, para os que andam buscando bebida misturada. Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente. Pois ao cabo morderá como a cobra e picará como o basilisco. Os teus olhos verão cousas esquisitas, e o teu coração falará perversidades. Serás como o que se deita no meio do mar e como o que se deita no alto do mastro e dirás: Espancaram-me, e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando despertarei? Então tornarei e beber" (Provérbios 23:29-35).


Que cena patética a do homem que se deixou vencer pelo álcool.

"Palavras do rei Lemuel, de Massá, as quais lhe ensinou sua mãe. Que ti direi, filho meu? Ó filho do meu ventre? Que ti direi, ó filho dos meus votos? Não dês às mulheres a tua força, nem os teus caminhos, às que destroem os reis. Não é próprio dos reis, ó Lemuel, não é próprio dos reis beber vinho, nem dos príncipes desejar bebida forte. Para que não bebam, e se esqueçam da lei, e pervertam o direito de todos os aflitos. Dai bebida forte aos que perecem e vinho, aos amargurados de espírito; para que bebam e se esqueçam da sua pobreza, e de suas fadigas não se lembrem mais" (Provérbios 31:1-7).

O vinho não serve para os reis, mas sim para os que não têm nada por que viverem. 

"Ai dos que se levantam pela manhã e seguem a bebedice e continuam até alta noite, até que o vinho os esquenta!" (Isaías 5:11).

"Ai dos que são heróis para beber vinho e valentes para misturar bebida forte" (Isaías 5:22).

"O Senhor derramou no coração deles um espírito estonteante; eles fizeram estontear o Egito em toda a sua obra, como o bêbado quando cambaleia no seu vômito." (Isaías 19:14).

"Mas também estes cambaleiam por causa do vinho e não podem ter-se em pé por causa da bebida forte; o sacerdote e o profeta cambaleiam por causa da bebida forte, são vencidos pelo vinho, não podem ter-se em pé por causa da bebida forte; erram na visão, tropeçam no juízo. Porque todas as mesas estão cheias de vômitos, e não há lugar sem imundícia" (Isaías 28:7-8).

Junto com a vergonha da embriaguez, as Escrituras geralmente frisam o efeito causado sobre a mente. Quando sacerdotes, profetas e juízes bebem, eles desviam os homens de Deus. O texto a seguir ressalta o mesmo pensamento: 

"A sensualidade, o vinho e o mosto tiram o entendimento" (Oséias 4:11).

"Ai daquele que dá de beber ao seu companheiro, misturando à bebida o seu furor, e que o embebeda para lhe contemplar as vergonhas! Serás farto de opróbrio em vez de honra; bebe tu também e exibe a tua incircuncisão; chegará a tua vez de tomares o cálice da mão direita do SENHOR, e ignomínia cairá sobre a tua glória" (Habacuque 2:15-16).

"Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus." (1 Coríntios 6:9-10).

"Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissenções, facções, invejas, bebedices, glutonarias e cousas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais cousas praticam" (Gálatas 5:19-21).

"Porque basta o tempo decorrido para terdes executado a vontade dos gentios, tendo andando em dissoluções, concupiscências, borracheiras, orgias, bebedices e em detestáveis idolatrias. Por isso, difamando-vos, estranham que não concorrais com eles ao mesmo excesso de devassidão" (1 Pedro 4:3-4).

A embriaguez é um pecado muitas vezes condenado.


Analise a História

A bebida forte tem um passado sórdido. O justo Noé caiu por causa do vinho: 

"Bebendo do vinho, embriagou-se e se pôs nu dentro de sua tenda" (Gênesis 9:21).

Parece que a bebida alcoólica influencia a pessoa para fazer o que jamais faria se estivesse sóbria. Quando as filhas de Ló desejaram ter filhos do pai, elas o embriagaram e depois o procuraram. O álcool em si não estimulou a concepção, mas elas sabiam que Ló ficaria muito mais passível de cometer essa imoralidade se estivesse bêbado. 


"Subiu Ló de Zoar e habitou no monte, ele e suas duas filhas, porque receavam permanecer em Zoar; e habitou numa caverna, e com ele as duas filhas. Então, a primogênita disse à mais moça: Nosso pai está velho, e não há homem na terra que venha unir-se conosco, segundo o costume de toda terra. Vem, façamo-lo beber vinho, deitemo-nos com ele e conservemos a descendência de nosso pai. Naquela noite, pois, deram a beber vinho a seu pai, e, entrando a primogênita, se deitou com ele, sem que ele o notasse, nem quando ela se deitou, nem quando se levantou. No dia seguinte, disse a primogênita à mais nova: Deitei-me, ontem, à noite, com o meu pai. Demos-lhe a beber vinho também esta noite; entra e deita-te com ele, para que preservemos a descendência de nosso pai. De novo, pois, deram aquela noite, a beber vinho a seu pai, e, entrando a mais nova, se deitou com ele, sem que ele o notasse, nem quando ela se deitou, nem quando se levantou. E assim as duas filhas de Ló conceberam do próprio pai" (Gênesis 19:30-36).

Absalão decidiu matar Amnom enquanto este bebia, talvez por crer que ele seria menos capaz de se defender se estivesse num estado um tanto inebriado: 

"Absalão deu ordem aos seus moços, dizendo: Tomai sentido; quando o coração de Amnom estiver alegre de vinho, e eu vos disser: Feri a Amnom, então, o matareis. Não temais, pois não sou eu quem vo-lo ordena? Sede fortes e valentes" (2 Samuel 13:28).

Um dos pecados de Belsazar, na noite em que viu a mão na parede e em que seu reino foi tomado, foi o fato de estar bebendo: 

"Beberam o vinho e deram louvores aos deuses de ouro, de prata, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra" (Daniel 5:4).


Analise a palavra vinho na Bíblia


O termo vinho na Bíblia tem vários significados. Nos textos acima, está claro que a palavra se refere à bebida alcoólica. Mas, em outras ocasiões, significa suco de uva. Examine, por exemplo: 

"Também lhes disse uma parábola: Ninguém tira um pedaço de veste nova e o põe em veste velha; pois rasgará a nova, e o remendo da nova não se ajustará à velha. E ninguém põe vinho novo em odres velhos, pois o vinho novo romperá os odres; entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão. Pelo contrário, vinho novo deve ser posto em odres novos." Lucas 5:36-38

O vinho novo nesse texto diz respeito ao suco de uva fresco. A idéia é que quando o suco é posto nos odres, ele aumenta durante o processo de fermentação. Se colocado em odres velhos que já estão esticados, estes se romperão. É um fato geralmente aceito, como mostra claramente esse texto, que o vinho na Bíblia nem sempre era alcoólico. Talvez as nossas palavras beber e bebida possam ser um bom exemplo da mesma duplicidade de sentido. Dependendo do contexto, beber pode certamente estar relacionado com bebidas alcoólicas ou apenas significar a ingestão de algum líquido qualquer. É muito importante lembrarmos desse sentido duplo da palavra vinho. 

Em João 2, Jesus transformou perto de 600 litros de água em vinho. Fez isso depois que os convidados da festa "beberam fartamente". Jesus fez vinho suco de uva ou vinho alcoólico? Lembre-se que as duas coisas são possíveis tendo em vista a própria definição do termo vinho. Mas há duas considerações que nos levam a crer firmemente que se tratava de suco e não de bebida alcoólica. Em primeiro lugar, Jesus o fez na hora. No primeiro momento em que o vinho daquela época era produzido, ele era suco. Somente após um processo de envelhecimento e de fermentação é que se tornava alcoólico. Em segundo lugar, o que é mais importante, se Jesus tivesse feito vinho alcoólico, ele teria estado incentivando a embriaguez. A questão aqui não é um ou dois copos de vinho. Essas pessoas, após já terem bebido muito, receberam mais umas centenas de litros. Jesus jamais incentivou os pecados do homem, tampouco contribuiu para eles. Portanto, parece claro que esse vinho era do tipo não-alcoólico.

É também útil entender algumas coisas sobre os vinhos alcoólicos das terras bíblicas. Naquela época, só havia fermentação natural. Eles ainda não tinham inventado a tecnologia para acrescentar mais álcool às bebidas fermentadas por processo natural. Isso significa que o mais alcoólico dos vinhos da Palestina tinha cerca de 8% de álcool. Pela lei, esses vinhos eram diluídos em água, normalmente três ou quatro partes de água para uma parte de vinho. Esses vinhos fracos, enfraquecidos mais ainda pela adição de enormes quantidades de água, passaram a ser usados como bebidas para acompanhar as refeições. Não eram usados como bebidas, mas apenas como se usa um copo de água ou uma xícara de café que se bebe com a refeição. Vários textos bíblicos parecem apontar para esse uso do vinho como uma bebida para acompanhar as refeições (observe 1 Timóteo 3:3, 8; Tito 1:7; Mateus 11:18-19).


Analise algumas conclusões

Provérbios 23, já citado, condena o uso do vinho "vermelho" que brilha no copo. O tipo de bebidas alcoólicas usado em nossa sociedade é o mesmo tipo sistematicamente condenado na Bíblia. Jamais fiquei sabendo de alguém que tomasse um pequeno copo de vinho fraco diluído na proporção 4:1 de água como acompanhamento de uma refeição. Os vinhos, as cervejas e os licores de hoje enquadram-se na categoria de bebida forte, e nenhum texto sequer pode ser encontrado na Bíblia que permita que sejam consumidos por um filho de Deus.

Paulo estimulou a Timóteo de modo especial para que tomasse "um pouco de vinho" por questões de saúde (1 Timóteo 5:23). Às vezes se usa esse texto para mostrar que é possível beber. Mas, de fato, o que ele faz é justamente o oposto. Se Timóteo tivesse tido o hábito de beber uma cerveja aqui e ali, por que precisou que Paulo lhe desse uma permissão especial para usar um pouco de vinho como remédio? Esse texto nos leva à conclusão de que o uso de álcool pelo cristão deve ser uma exceção, não uma regra. Muitos remédios de nossos dias contêm álcool ou outras drogas intoxicantes. O discípulo de Cristo deve ser muito cuidadoso com eles e usá-los apenas com muita moderação. O fato de que uma exceção precisou ser dada para permitir o uso de remédios com teor alcoólico sugere que é errado beber por prazer.

O servo de Cristo deve sempre analisar o efeito de seus atos sobre o próximo: 

"É bom não comer carne, nem beber vinho, nem fazer qualquer outra cousa com que teu irmão venha a tropeçar" (Romanos 14:21).

Mesmo que o cristão pudesse beber moderadamente, de qualquer modo esse texto ainda o estaria proibindo na maioria dos casos. A bebida alcoólica leva tantos cristãos a cair, que aquele que tenta ajudar o seu irmão a não tropeçar certamente não lhe dará o exemplo, bebendo diante dele.

A Bíblia sistematicamente exige que sejamos sóbrios (leia com cuidado 1 Tesssalonicenses 5:6; 2 Timóteo 4:5; 1Pedro 4:7; 5:8). Entre as primeiras conseqüências da bebida são a ausência de inibições, o enfraquecimento do autocontrole, a falta de juízo. Essas conseqüências ocorrem bem antes da pessoa começar a perder o controle das habilidades motoras, a falar arrastadamente etc. O diabo está sempre procurando-nos tentar; para enfrentar a essas tentações, o filho de Deus deve estar profundamente alerto e sóbrio em todo tempo.

Embora não fosse possível afirmar, com base nas Escrituras, que ingerir qualquer quantidade de álcool por qualquer motivo é sempre pecado, parece claro que o servo de Deus não será alguém que simplesmente bebe canecas de cerveja ou taças de vinho. O beber socialmente que vemos hoje em dia é o tipo condenado em muitos textos das Escrituras. 

"O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; todo aquele que por eles é vencido não é sábio" 
(Provérbios 20:1).

por Gary Fisher

FONTE: http://www.estudosdabiblia.net/c11.htm