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terça-feira, 25 de agosto de 2015

O ALCORÃO

Louvado seja Deus, Senhor do Universo, e que a paz e a misericórdia estejam com o Mensageiro e toda a sua estirpe, seus companheiros e seus seguidores!

O Alcorão é a palavra de Deus, revelada a Mohammad, desde a Surata da Abertura até a Surata dos Humanos, constituindo o derradeiro dos livros revelados à humanidade. Ele encerra, em sua totalidade, diversificadas nuanças, tais como: a felicidade, a reforma entre os homens, a concórdia no presente e no futuro; ele foi revelado, versículo por versículo, surata por surata, de acordo com as situações e os acontecimentos, no decorrer dos vente e três últimos anos da vida do Profeta Mohammad. Uma parte foi revelada antes da Hégira, em Makka, e outra depois, em Madina. Os versículos e as suratas revelados em Makka abrangem as normas da crença em Deus, em Seus Anjos, em Seus Livros, em Seus mensageiros e no Dia do Juízo Final. Os versículos e as suratas revelados em Madina dizem respeito aos rituais e à jurisprudência.



PROFETA MAOMÉ
Fundador do Islamismo, nasceu por volta de 571 d.C., em Meca, Arábia Saudita, e foi o profeta do Islã. Seu nome em árabe é Muhammad - "O Louvado" ou "O Glorificado". Com 25 anos de idade, casou-se com Khadidja, uma rica viúva, e com ela teve quatro filhas.
Maomé interessava-se muito pelo judaísmo e pelo cristianismo. Por volta do ano 610 d.C., recebeu a primeira revelação. No ano 613 d.C., Alá lhe apareceu em sonho e lhe ordenou que pregasse as palavras que seu coração lhe inspirasse. Seus discípulos denominavam-se "Muslimûn" (Muçulmanos) - "os que entregam sua alma a Alá".
No início, Maomé inspirou-se na Bíblia; progressivamente, arabizou a religião incorporando-a a Ismael, e fez de Meca e seu templo cúbico (a Ka'ba) o lugar mais sagrado do Islã.
Após sua morte, em Medina, no ano 632 d.C., as revelações que recebera de Alá foram reunidas no Alcorão, coletânea de 6.226 versículos repartidos em 114 capítulos chamados "sourates", que relatam os mandamentos religiosos sobre os quais foi fundamentada a fé islâmica. Os muçulmanos também dão grande importância aos "hadiths", ensinamentos passados oralmente pelo profeta, que em sua forma escrita foram agrupados por assuntos e referem-se aos códigos morais que devem ser aplicados pela sociedade muçulmana.

 Nele há narrativas sobre os nossos antecessores e sobre os nossos sucessores, e é um árbitro entre nós. Há narrativas de povos anteriores, de séculos passados; há histórias dos profetas, dos Mensageiros, dos povos, dos grupos, das pessoas, dos acontecimentos e do desenrolar da história da civilização; nele há explicações e exemplos para aqueles que por ele queiram pautar suas vidas, e exortação para quem tem coração e está disposto a aceitá-la, e a prestar testemunho. Ele revela a Lei imutável de Deus, quer seja na perdição dos extraviados, quer seja na salvação dos encaminhados. Ele ensina que o mundo dos homens, no decorrer dos séculos, só é benéfico com a religião de Deus; que a humanidade, o que quer que faça, não alcançará a almejada felicidade se não se iluminar, guiando-se com a Mensagem Divina.

Nele há revelações do futuro sobre o dia da Ressurreição, sobre a vida futura, no dia em que os homens se congregarão junto ao Senhor do Universo. “Aquele que fizer um bem, quer seja do peso de um átomo., vê-lo-á; e aquele que fizer um mal, quer seja do peso de um átomo, vê-lo-á.”(99ª Surata, versículos 7 e 8)

Nele há o julgamento dos problemas e das questões onde é premente uma explicação e uma diretriz do caminho a seguir, no que diz respeito às questões da crença e do pensamento, do caráter e do comportamento, das relações econômicas, dos ramos doutrinários, dos julgamentos pessoais ou não: “Ó humanos, já vos chegou uma prova convincente de vosso Senhor e vos enviamos uma translúcida Luz.”(4ª Surata, versículo 174) “Recorda-lhes o dia em que faremos surgir uma testemunha de cada povo para testemunhar contra os seus, e te apresentaremos por testemunha contra os teus. Temos-te revelado, pois, o Livro que é uma explanação de tudo, é guia, misericórdia e auspício para os muçulmanos.”(16ª Surata, versículo 89) Não há lei religiosa ou um problema, no que diz respeito ao mundo e à vida dos homens, que não tenha nele uma solução; ele é um auxílio ao inesgotável, guia, explicação e orientação para todos, quer seja em partes ou no todo: “Já vos chegou de Deus uma Luz e um Livro Lúcido.”(5ª Surata, versículo 15)

Sim, este fabuloso Alcorão é a luz orientadora para a humanidade. Ele arrancou-a das trevas e transportou-a para luz, para a verdade e para a verdadeira senda. Foi o ponto de transformação na sua longa história, tirando-a da vida atroz de corrupção e levando-a para a vida de liberdade, de religião e de orientação, e instituiu, no mundo todo, o direito e a compreensão, elevando a humanidade do mais baixo degrau os píncaros da perfeição, de maneira sobranceira.

As evidências e os significados que o Alcorão abrange, já citados, só podem ser entendidos através de explicações do texto alcorânico e de seus versículos. Tal explicação é uma pesquisa sobre a vontade de Deus, sobre o conhecimento dessa vontade através de Suas palavras no Alcorão, de acordo com a capacidade humana. A ciência da exegese nasceu débil e cresceu paulatinamente até alcançar a maturidade, e seguir formidavelmente neste diapasão que conhecemos hoje. Na época da revelação do Alcorão, enquanto o Profeta vivia, não havia necessidade para a explicação dos versículos, nem a regulamentação dessa ciência, porque o texto, na sua totalidade, era claro, compreensível para o Profeta e seus Companheiros. Apesar disso, o Profeta explicava alguns versículos e algumas pronúncias que podiam causar ambiguidades; também os Companheiros do Profeta e alguns adeptos assim o fizeram. Isto porque poderia haver má interpretação, quaisquer que fossem as razões que teriam de se desenrolar na alvorada de um povo progressista, em formação, que iria se expandir através de conquistas, enriquecendo sua existência com acontecimentos históricos, discussões doutrinárias e pesquisas em jurisprudência e política.

O Alcorão era e continua sendo o centro da cultura islâmica, dos movimentos filosóficos e de todas as suas atividades intelectuais; seus versículos estimulam a nele pensarmos. Disse o Altíssimo: “Eis o Livro que te revelamos, para que os sensatos recordem seus versículos e neles meditem.”(38ª Surata, versículo 29) Disse mais: “Não meditam, acaso, no Alcorão? Se fosse de outra origem que não de Deus, haveria nele muitas discrepâncias.”(4ª Surata, versículo 82) E disse ainda: “Não meditam, acaso, no Alcorão, ou é que seus corações são insensíveis?”(47ª Surata, versículo 24.)

Sua explicação nada mais é do que o resultado de meditação e de deliberação. O ponto de vista dos doutos na matéria, bem como seus métodos, são diversificados. Alguns, levados pela simpatia doutrinária, apegaram-se à explicação dos versículos, nesse sentido. Outros, levados pela simpatia linguística, eloquente, estilística e literária, enredaram-se também, nesse particular; o mesmo aconteceu com os simpatizantes da jurisprudência. Outros, ainda, apegaram-se à explicação das narrativas. Nesse particular, houve aqueles que se prolongaram na explicação, até a prolixidade estafante, e outros restringiram-na à sucintez chocante, e outros, ainda, quedaram-se no meio-termo. Deles, houve quem tendesse para a explicação pessoal, e outros ainda no estilo esdrúxulo; outros em estilo claro. De tudo isso resultou uma grande riqueza científica e um movimento intelectual considerável, que elevam glorificam um povo que serve ao Livro de seu Senhor, quer seja em decorá-lo, preservá-lo explicá-lo, quer seja em examiná-lo, elevá-lo e consagrá-lo ao longo de catorze séculos, que serão seguidos por muitos outros, até que tudo que há no universo compareça perante o Criador: “Nós revelamos a Mensagem e somos Seu Preservador”(15ª Surata, versículo 9) “Este é o Livro (o Alcorão) veraz por excelência. A falsidade não se aproxima dele nem pela frente, nem por trás, porque é a revelação do Prudente, Laudabilíssimo.”(41ª Surata, versículo 41-42)

Todas as importantes religiões do mundo são baseadas nos seus Livros Sagrados, os quais são frequentemente atribuídos a revelações divinas. Seria patético se, por algum infortúnio, uma delas viesse a perder o texto original da revelação; a substituição jamais poderia estar em inteira conformidade com o que fora perdido. Os brâmanes, os budistas, os judeus, os masdeístas e os cristãos podem comparar o método empregado para a preservação dos ensinamentos básicos de suas respectivas religiões com o método dos muçulmanos. Quem lhes escreveu os livros? Quem lhos transmitiu de geração a geração? Será a transmissão provinda de textos originais ou apenas tradução? Não haveriam as guerras fratricidas causado dano às cópias dos textos? Não haverá contradições internas ou lacunas cujas referencias são encontradas em outro lugar? Estas são algumas das questões que poderão ser aventadas, e isso requer respostas satisfatórias.

No tempo em que emergiam o que nós chamamos de as Grandes Religiões, os homens não apenas confiaram em suas memórias, mas também inventaram a arte de escrever, para preservarem sues pensamentos, assinalando, de modo mais premente do que fariam as memórias individuais dos serres humanos que, afinal de contas, têm um limitado ciclo de vida.

Mesmo assim, nenhum destes dois meios é infalível quando tomados separadamente. É uma questão de experiência cotidiana o ato de que, quando se escreve algo e então se o revisa, encontram-se mais ou menos erros inadvertidos, omissão de letras ou mesmo de palavras, repetição de relatos, uso de palavras contrárias àquelas pretendidas, erros gramaticais etc., sem falar nas mudanças de opinião do escritor, que também corrige seu estilo, seus pensamentos, seus argumentos e, às vezes, reescreve todo o documento. O mesmo acontece quanto à faculdade da memória. Aqueles que têm obrigação ou habilidade em aprender de cor algum texto, para recitá-lo mais tarde, especialmente quando isso envolve longuíssimas passagens, sabem que às vezes suas memórias falham durante a recitação: pulam passagens, misturam umas com as outras, ou não se lembram de toda a sequência; às vezes o texto correto permanece na subconsciência e é relembrado no último momento, ou no rebuscamento da memória por indicação de outrem, ou ao ser consultado o texto em documento escrito.

O Profeta do Islam, Mohammad, de memória privilegiada, empregava ambos os métodos simultaneamente, um ajudando o outro, reforçando a integridade do texto e diminuindo ao mínimo as possibilidades de erro.

Os ensinamentos islâmicos são baseados no que o Profeta Mohammad disse ou fez. Ele próprio ditou certos textos a seus escribas, o que chamamos de Alcorão; outros textos foram compilados por seus companheiros, na maioria das vezes por iniciativa própria; e a esses escritos chamamos de Tradição.

A palavra Alcorão literalmente significa “leitura por excelência” ou “recitação”. Enquanto o ditava a seus Companheiros, o Profeta lhes assegurava que era a Revelação Divina que ele havia recebido. Ele não ditou tudo de uma só vez: as revelações chegavam-lhe em fragmentos, de tempos em tempos. Tão logo ele recebia uma, costumava comunicá-la a seus companheiros e pedir-lhes não somente que a prendessem de cor – para que a recitassem durante a prática das orações -, mas também que a escrevessem e que multiplicassem as cópias. Em tais ocasiões, ele indicava o lugar preciso da nova revelação no texto; não era dele a compilação cronológica. Não é de admirar a precaução e o cuidado tomados para a precisão, levando-se em consideração o padrão da cultura dos árabes daquele tempo.

É razoável acreditarmos que as primeiríssimas revelações recebidas pelo Profeta não foram imediatamente submetidas à escrita, pela simples razão de que não havia, ainda, companheiro algum ou aderentes. Estas primeiras partes não eram nem longas, nem numerosas. Não havia risco de que o Profeta pudesse esquecê-las, umas vez que ele as recitava frequentemente em suas orações e em conversar proselíticas.

 Alguns fatos da história dão-nos a idéia do que aconteceu. Ômar Ibn al Khattab é considerado a quadragésima pessoa a abraçar o Islam. Isso se refere ao ano quinto da Missão (oito antes da Hégira). Mesmo em uma data primordial existiam cópias escritas de certas suratas do Alcorão e, como Ibn Hicham relata, foi devido ao profundo efeito produzido pela leitura acurada de alguns versículos da vigésima Surata que Ômar abraçou o Islam. Não sabemos precisamente o tempo em que a prática de escrever o Alcorão começou; contudo, há informações precisas de que durante os remanescentes dezoito anos da vida do Profeta, o números dos muçulmanos, como também das cópias do texto Sagrado, continuou aumentando dia a dia. Como o Profeta recebia as revelações em fragmentos, era natural que o texto revelado se referisse aos problemas do dia. Se acontecesse um de seus companheiros morrer, a revelação consistiria em promulgar a lei da herança; não seria de lei penal, tratando de roubo, por exemplo, a ser revelada no momento. As revelações continuaram durante a inteira vida missionária de Mohammad, treze anos em Makka e dez em Madina. Uma revelação consistia às vezes de uma inteira Surata, curta ou longa, e às vezes de apenas uns poucos versículos.

A natureza das revelações impunha ao Profeta repeti-las constantemente em suas recitações, e revisar continuamente a forma que as coleções dos fragmentos teria que tomar. Todos os doutos afirmam, com autoridade, que o Profeta recitava todos os anos, no mês de Ramadan, perante o anjo Gabriel, aparte do Alcorão até então revelada, e que no último ano de sua vida Gabriel pediu-lhe que o recitasse inteiro duas vezes. O Profeta concluiu, desde então, que iria, em breve, despedir-se da vida. O Profeta costumava revisar, nos meses do jejum, os versículos e as suratas, e colocá-las em sua seqüência adequada. Isto era necessário por causa da continuidade das novas revelações. É também sabido que o Profeta tinha o hábito de celebrar uma prática adicional de oração durante os meses do jejum, todas as noites, às vezes mesmo em congregação, na qual ele recitava o Alcorão do princípio ao fim, tarefa esta que era completada ao cabo de um mês. Esta prática, chamada de Tarawih, continua a ser observada com grande devoção até estes nossos dias.

Quando o Profeta deu seu último suspiro, uma rebelião estava tomando vulto em certas partes do país. Tentando debelá-la, várias pessoas que conheciam o Alcorão de cor tombaram. O Califa Abu Bakr sentiu a urgência da codificação do Alcorão, e a tarefa foi cumprida um mês depois da morte do Profeta.

Durante seus últimos anos de vida, o Profeta costumava usar Zaid Ibn Sábet como principal amanuense, para tomar em ditado as revelações recentemente recebidas. Abu Bakr encarregou a mesma pessoa da tarefa de preparação de uma cópia condizente de todo o texto, em forma de livro. Havia então em Madina vários Huffaz (aqueles que sabiam todo o Alcorão de cor), e Zaid era um deles. Sob a direção do Califa, Zaid transcreveu o texto escrito em pergaminhos ou pedaços de couro, nas omoplatas das reses, nos ossos, nas pedras polidas e mesmo em pedaços de porcelana.

A cópia condizente, assim preparada, foi chamada de Musshaf (encadernação). Esta foi conservada sob a própria custódia do Califa Abu Bakr e, depois dele, por seu sucessor, Ômar Ibn al Khattab. Nesse meio tempo o estudo do Alcorão foi encorajado em toda parte do Império Muçulmano. O Califa Ômar sentiu a necessidade de enviar cópias do texto autêntico aos centros provincianos a fim de evitar as divergências; mas foi deixado a seu sucessor, Otman, continuar com a tarefa. Um de seus comandantes, Huzaifa Aliaman, havendo voltado de uma viagem pelas vastas terras conquistadas pelos muçulmanos, relatou que havia encontrado divergentes cópias do Alcorão e que havia, às vezes, desentendimento entre os diferentes mestres do Livro, concernente a isso. Otman fez imediatamente com que a cópia preparada para Abu Bakr fosse confiada a uma comissão presidida pelo acima mensionado Zaid Ibn Sábet, para a reprodução de sete cópias; ele autorizou-lhes a revisão da pronúncia, se necessário. Quando a tarefa foi concluída, o Califa efetuou uma recitação pública da nova edição perante os doutos presentes na capital, perante os companheiros do Profeta, e então enviou estas cópias aos diferentes centros do vasto mundo islâmico, ordenando que dali por diante todas as cópias fossem baseadas na edição autêntica. Ele ordenou a destruição das cópias que, de algum modo, se desviassem do texto assim oficialmente estabelecido.

É concebível que as grandes conquistas militares dos primeiros muçulmanos induzissem alguns espíritos hipócritas a proclamarem sua impulsiva conversão ao Islam por motivos materiais, e para tentar danificá-lo de maneira clandestina. Eles fabricaram versões do Alcorão com interpolações. As “lágrimas de crocodilo”, que foram derramadas pela destruição das cópias não autenticadas do Alcorão, por ordem do Califa Otman, somente poderiam Ter sido de tais hipócritas. É sabido que o Profeta às vezes ab-rogava certos versículos que haviam sido comunicados previamente ao povo, e isso era feito para fortificar as novas Revelações Divinas. Houve Companheiros que aprenderam a primeira versão, sem contudo estarem cientes das últimas modificações, tanto por causa da morte do Profeta como por suas residências fora de Madina. Estes devem Ter deixado cópias a seus descendentes, as quais, embora autênticas, estavam ultrapassadas. Ainda, alguns muçulmanos tinham o hábito de pedir ao Profeta que explicasse certos termos empregados no texto sagrado e anotar tais explicações nas margens de suas cópias do Alcorão, a fim de não esquecerem delas. As cópias feitas mais tarde, com base nesses textos anotados, causariam às vezes confusões na questão do texto e do glossário. A despeito da ordem do Califa Otman, para que se destruíssem os textos inexatos, existia, nos séculos III e IV da Hégira, assunto bastante para a compilação de volumosas obras, constituindo as “variações do Alcorão”. Estas chegaram até nós, mas um apurado estudo mostra-nos que tais variantes eram arábica, que não possuía vogais, nem se podia distinguir entre as letras semelhantes, nem davam idéia das mesmas, sendo meros pontos, como é feito agora. Além disso existiam diferentes dialetos em diferentes regiões, e o Profeta havia permitido aos muçulmanos de tais regiões recitarem de acordo com suas algaravias, e mesmo substituir as palavras que estavam além de sua argúcia, por sinônimos que conhecessem melhor. Esta foi uma medida imergente de graça e clemência. No tempo do Califa Otman, contudo, a instrução pública havia-se desenvolvido suficientemente, e fez-se necessário que aquelas concessões não fossem mais toleradas, pois o Texto Sagrado seria afetado e as variantes da leitura se radicariam.

As cópias do Alcorão enviadas por Otman aos chefes das províncias gradualmente desapareceram nos séculos subseqüentes; apenas uma delas, que presentemente se encontra em Tashkent, chegou até nós. O governo czarista da Rússia havia publicado em uma reprodução fac-símile; constata-se haver uma completa identidade entre essa cópia e o texto em uso noutras ocasiões. A mesma é cópia fiel do manuscrito existente do Alcorão, tanto completo como fragmentado, datando do primeiro século da Hégira.

O Alcorão é dirigido a toda humanidade, sem distinção de raça, cor, religião ou tempo. Ainda mais, ele procura guiar a humanidade em todas as sendas da vida: espirituais, materiais, individuais e coletivas. Ele contém diretrizes para a conduta do chefe do Estado, bem como do homem comum; do rico, bem como do pobre; diretrizes para a paz, bem como para a guerra; tanto para a cultura espiritual como para o comércio e bem-estar material. O Alcorão busca principalmente desenvolver a personalidade do indivíduo: Cada ser será pessoalmente responsável perante seu Criador. Para tal propósito, o Alcorão não somente fornece ordens, porém tenta ainda convencer. Ele apela para a razão do homem e relata histórias, parábolas e metáforas. Descreve os atributos de Deus, que é Um, Criador de tudo, Onisciente, Onipotente, Ressuscitador dos mortos e Observador de nosso comportamento terreno; é Justo, Clemente.(vide nota da 7ª Surata, versículo 180)
O Alcorão indica ainda o modo de aprazermos a Deus, apontando quais as melhores orações, quais os deveres do homem com respeito a Ele, a seus semelhantes e a seu próprio ser; ele dá destaque ao fato de que não nos pertencemos, outrossim, pertencemos a Deus. O Alcorão fala das melhores normas relacionadas com a vida social, comercial, matrimonial, com a herança, com o direito penal, com o direito internacional, e assim por diante. Todavia, o Alcorão não é um livro, no senso comum; é a coleção das palavras de Deus, reveladas de tempos em tempos, durante vinte e três anos, a Seu Mensageiro, escolhido entre os seres humanos. O Soberano dá Suas instruções a Seu vassalo; portanto, há certas nuanças compreendidas e implícitas; há repetições, e mesmo mudanças nas formas de expressão. Deste modo, Deus fala às vezes na primeira pessoa e às vezes na terceira. Ele diz “Eu”, bem como “Nós” e “Ele”, porém, jamais “Eles”. É uma coleção de revelações enviadas de ocasiões em ocasiões; e devemos, por isso, lê-lo mais e mais, a fim de melhor aquilatarmos os seus significados. Ele possui diretrizes para todos, em todos os lugares e para todos os tempos.

O estilo e a dicção do Alcorão são magníficos e apropriados para a sua qualidade Divina. Sua recitação comove o espírito até daqueles que apenas o ouvem sem entendê-lo. Com o passar do tempo, o Alcorão tem, em virtude de sua reivindicação de origem divina, desafiado a todos a criarem, conjuntamente, mesmo uns poucos versículos iguais aos que ele contém. Tal desafio porém tem permanecido sem resposta até os nossos dias.

 Há algumas diferenças intrínsecas entre o Alcorão e os livros precedentes. Tais diferenças podem ser sucintamente estipuladas, como segue:

 1. Os textos originais da maior parte dos primitivos Livros Divinos foram em sua quase totalidade perdidos, sendo que somente as suas traduções existem hoje. O Alcorão, por outro lado, existe hoje exatamente como foi revelado ao Profeta; nem uma palavra – mais ainda, nem uma letra sequer – foi trocada. Encontra-se à disposição, em seu texto original, fazendo com que a Palavra de Deus seja preservada agora, bem como por todo o porvir.

2. Nos primitivos Livros Divinos os homens mesclaram suas palavras com as palavras de Deus; porém, no Alcorão encontra-se tão-somente as palavras de Deus – em suas prístinas purezas. Isto é admitido, mesmo pelos oponentes ao Islam.

3. Não se pode dizer, com base na autêntica evidência histórica, em relação a nenhum outro Livro Sagrado possuído por diferentes povos, que ele realmente pertence ao mesmo profeta a quem é atribuído. No caso de alguns deles, mesmo isto não é sabido. Em que época e a que profeta eles foram revelados? Quanto ao Alcorão, as evidências que existem de que foi revelado a Mohammad são tão vultosas, tão convincentes, tão sólidas e completivas, que mesmo o mais ferrenho crítico do Islam não pode lançar dúvidas sobre isso. Tais evidências são tão vastas e detalhadas, que sobre muitos versículos do Alcorão, mesmo a ocasião e o local de suas revelações, podem ser conhecidos com exatidão.

4. Os primitivos Livros Divinos foram revelados em línguas que estão mortas desde há muito tempo. Na era presente, nação ou comunidade alguma fala tais línguas e há apenas umas poucas pessoas que se jactam de compreendê-las. Destarte, mesmo que tais Livros existissem hoje em suas formas originais e inadulteradas, seria virtualmente impossível, em nossa era, compreender e interpretar corretamente suas injunções, bem como pô-las em prática em sua forma requerida. A língua do Alcorão, por outro lado, é uma língua viva; milhões de pessoas falam-na e outro tanto a compreende. Ela está sendo ensinada e aprendida em quase todas as universidades do mundo; todas as pessoas podem aprendê-la, e aquele que não tem tempo para isso pode, em qualquer parte, deparar com quem conheça a língua, que lhe explique o significado do Alcorão.

5. Cada um dos Livros Sagrados existentes, encontrados entre as diferentes nações do mundo, foi dirigido a um povo em particular. Cada um deles contém um número de ditames que parece Ter sido dirigido a um período da história em particular e que supria tão-somente as necessidades daquela era. Tais necessidades não são válidas hoje, nem tampouco podem ser aplainadas e propiciamente vertidas para a prática. Depreende-se disto que tais livros eram dirigidos àqueles povos em particular e nenhum deles para o mundo. Ademais, eles não foram revelados para serem seguidos permanentemente, mesmo pelo povo para o qual foram revelados; restringiam-se a influenciar somente sobre um certo período. Em contraste a isso, o Alcorão é dirigido a toda humanidade; não se pode suspeitar que injunção alguma tenha sido dirigida a um povo em especial. Do mesmo modo, todos os ditames e injunções no Alcorão são os mesmos que podem ser aplicados em todos os lugares e em todas as épocas. Este fato vem provar que o Alcorão é dirigido ao mundo inteiro, constituindo-se em eterno código para a vida humana.

6. Não há negar o fato de que os precedentes Livros Divinos cultuavam o bem e a virtude, ensinavam também os princípios da moralidade e da veracidade, e apresentavam uma maneira de viver consentânea com a vontade de Deus. Contudo, nenhum deles era suficientemente compreensivo para englobar tudo quanto fosse necessário para uma vida humana virtuosa, sem nada supérfluo, sem nada carente. Alguns deles excediam em um aspecto, alguns em outros. É o Alcorão, e tão-somente o Alcorão, que cultua não apenas tudo o que havia de magnífico nos livros precedentes, porém, ainda, aperfeiçoa os desígnios de Deus e os apresenta em sua totalidade, delineando uma norma de vida que compreende tudo o que é necessário para o homem nesta terra.

Os pensamentos se renovam e as culturas se proliferam; a vida evolui e a colheita intelectual da humanidade aumenta a cada dia, e quanto mais a humanidade evolui, mais unida e mais mesclada fica. Os veículos de comunicação em muito ajudam nisso, como se quisessem corroborar as palavras do Alcorão:

“Ó humanos, em verdade, Nós vos criamos de macho e fêmea e vos dividimos em povos e tribos para reconhecerdes uns aos outros.”(49ª Surata, versículo 13)

No que diz respeito à tradução do Alcorão para outros idiomas, dando oportunidade a que outros povos, na pluralidade de suas línguas e cores, possam conhecer a Mensagem de Mohammad, os doutos na matéria dizem: “a Mensagem de Mohammad é para a humanidade em geral, e, sendo ele árabe, essa mensagem pode alcançar os não-árabes, através de traduções que substituirão o original. Todavia, deve ser uma tradução impecável, correta, concordante, para que se possa coibir a trajetória de muitas traduções incorretas e preambuladas de fábulas irreais”.

Como o Livro de Deus é um mar sem porto, com profundeza ignorada, esforçamo-nos em Ter como base para a nossa versão uma explicação em estilo contemporâneo, fácil, simples, clara, solerte, sucinta, livre das divergências doutrinárias, dos aparatos artísticos, dos preâmbulos e dos problemas lingüísticos, para que isso nos facilitasse e auxiliasse de uma maneira satisfatória, a tradução.

E foi a paixão pelo Islam, o grande desejo de lhe útil – nós que somos um de seus adeptos -, que nos levou a enfrentar a empresa de traduzir o Alcorão Sagrado. Depois de muito trabalho, de muita perseverança, e de termos vencido o desânimo que chegou a nos invadir por dificuldades várias, sai este, graças ao Altíssimo. Imbuído de força de força de vontade, seguimos avante, derrubando obstáculos, vencendo etapas, auxiliado pela graça Divina. Para tanto, tivemos de recorrer várias fontes, consultar várias interpretações, antigas e modernas.

Estivemos trabalhando frente a obras como: “Ahcam al Cor’an” (As Máximas do Alcorão), de Abu Bakr ar Razi; “Ahcam al Cor’an (As Máximas do Alcorão), de Abu Bakr al Arabi; “Muntakhab Ahcam al Cor’an” (Coletânea de Máximas do Alcorão), de Abu Abdullah al Kurtubi; “Ahcam al Cor’an ( As Máximas do Alcorão), de Abul Hassan at Tabari; “At Tafsir al Wádhih” (A Exegese Inteligível), de Mohammad Mahmud Hijazi; “Al Cor’an al Mufassar” (O Alcorão Explicado), de Mohammad Farid Wajdi; “Tafsir al Manar” (A Exegese da Luz), de Mohammad Rachid Rida; “Al Muntakhab fi Tafsir al Cor’an al Carim” ( O Seleto na Exegese do Sagrado Alcorão), publicado pelo Conselho Superior dos Assuntos Islâmicos do Cairo; “The Holy Kuran” (O Alcorão Sagrado), tradução de Maulana Abdur-Rahim Tariq; “Safwat al Bayan li Ma’ani al Cor’an (Gema do Discernimento das Exegeses do Alcorão), de Hassanain Mohammad Makhluf ; “The Meaning of the Glorius Koran” (O Alcorão Glorioso), uma tradução explanatória de Mohammad Marmuduke Pickthall; “Al M’ujan al Mufahrass li Alfaz al Cor’an al Carim” ( Índice dos termos do Sagrado Alcorão), de Mohammad Fuad Abdel Baqui, “The Holy Koran, Translation and Commentary” ( O Alcorão Sagrado, Tradução e Comentários), de A. Youssef Ali.

Na maioria dos casos seguimos as exegeses do Conselho Superior dos Assuntos Islâmicos e do Professor Mohammad Mahmud Hijazi, por se situarem entre as que mais se coadunavam com os requisitos necessários. Por fim, quando ainda na permanência de dúvida a respeito do significado de algum termo, recorremos à ajuda inestimável de S. E. Dr. Abdalla Abdel Chakur Kamel, Diretor do Centro Islâmico do Brasil e Coordenador dos Assuntos Islâmicos da América Latina, que muito nos auxiliou neste sentido; a ele vão aqui nossos agradecimentos.

Queremos render os nossos mais sinceros agradecimentos ao Sr. Jorge Boucher, que lutou conosco, pesquisando, consultando, comparando e encontrando termos que ia ao encontro do sentido preciso, participando também conosco das cinco revisões que efetuamos dos originais.

Finalmente, agradecemos a todos aqueles que, de uma maneira ou de outra, participaram na compilação deste livro, desde datilógrafos, digitadores, até impressores.

O nosso muito obrigado a todos.




Fonte:
http://alcorao.com.br/, acesso 28/08/2015 as 08:43h
http://lastregga.blogspot.com.br/2010/09/entendendo-maome.html


sexta-feira, 21 de agosto de 2015

KIBUTZ, O QUE É?


Criados em 1910 na sociedade israelense, os kibutz são agrupamentos em que funcionam comunidades com as seguintes características: atividades agrícolas, propriedades coletivas, igualdade social, meios de produção próprios, distribuição da produção para a comunidade e prioridade à educação das crianças. 
 

Em Israel, os kibutz chamam a atenção por apresentarem grande desenvolvimento interno e excelência no sistema educacional. Dentro destas comunidades, a economia funciona por meio de oficinas de trabalho com diversas especialidades. Nas escolas, os alunos passam por cem horas de ensino anuais em que aprendem técnicas de agricultura, entre outras matérias.


Apesar de serem predominantes em Israel, existem agrupamentos com as mesmas características dos kibutz em outros países. Uma curiosidade é que os integrantes dos kibutz são chamados de chaverim, que significa companheiros, denominação normalmente utilizada por membros de grupos socialistas.

A existência destas comunidades, ao menos em seu intuito inicial, remete à filosofia nacionalista do Sionismo, que tinha o objetivo de agrupar forças de trabalho para o ressurgimento da nação israelense. Na política dos kibutz, há uma assembleia em que são eleitos os membros da direção. Após escolhidos, os líderes manifestam as diretrizes que os agrupamentos devem seguir nos planos estratégico e econômico, mas não possuem nenhum tipo de privilégio em relação aos outros integrantes da comunidade.

O espalhamento destas sociedades em território israelense tem sua força motriz nas ideias sionistas. Pregando o estabelecimento do Estado de Israel, o trabalho dos kibutz pode ser relacionado aos ideais disseminados no Primeiro Congresso Sionista Mundial, que levantou a questão do esforço comunitário para a criação de uma nação própria. Neste sentido, as comunidades podem ser consideradas células que representam esta ideologia.

Entre outras características dos kibutz, não há circulação de moeda internamente. Com o passar do tempo, estas comunidade sofreram diversas alterações do ponto de vista filosófico. Em um primeiro momento, eram entidades que buscavam uma renovação da sociedade e nação formada pelos judeus. Porém, atualmente, com mais de 500 comunidades deste tipo presente em território de Israel, os kibutz configuram-se como organizações complexas nos campos: econômico, histórico, político e social.

Apesar das mudanças, os kibutz continuam representando um sistema comunitário com características originais e passam por pressões dentro da própria sociedade israelense. Podem ser considerados como entidades marcantes da cultura de seu país, assim como serem vistos como realidades sociais coletivas e organizadas.

Florescimento do Deserto


No mundo todo, o que vemos hoje são regiões que antes eram florestas e hoje se transformaram em deserto. No Rio Grande do Sul, por exemplo, vários locais estão se tornando em grandes desertos. O deserto do Saara, por exemplo, avança mais e mais a cada dia, engolindo o continente africano.

Porém, com Israel, o que se vê é exatamente o oposto: regiões que antes eram desérticas, agora estão dando frutos. Isaías já havia profetizado este milagre no deserto:


Isaías 35:1-2
"O deserto e o lugar solitário se alegrarão disto; e o ermo exultará e florescerá como a rosa. Abundantemente florescerá, e também jubilará de alegria e cantará; a glória do Líbano se lhe deu, a excelência do [monte] Carmelo e [na planície de] Sarom; eles verão a glória do Senhor, o esplendor do nosso Deus."

Isaías 35:6-7
"Então os coxos saltarão como cervos, e a língua dos mudos cantará; porque águas arrebentarão no deserto e ribeiros no ermo. E a terra seca se tornará em lagos, e a terra sedenta em mananciais de águas; e nas habitações em que jaziam os chacais haverá erva com canas e juncos."
 

Isaías 43:19
"Eis que faço uma coisa nova, agora sairá à luz; porventura não a percebeis? Eis que porei um caminho no deserto, e rios no ermo."

Desde que os judeus retornaram a Israel em 1948, a quantidade de chuvas na região aumentou em 200%. Israel hoje exporta tecnologia agrícola, através da tecnologia dos kibutz.

Os kibutz são plantações que usam uma técnica muito interessante: cava-se um poço artesiano que pode chegar a mil metros de profundidade (que é o caso de territórios áridos israelenses) para se extrair água para a plantação.


Existe uma teia de mangueiras que passa por cima da plantação. Sobre cada muda de planta, um furo é feito na mangueira, onde, de tempos em tempos, os pingos d'água caem sobre as mesmas, regando-as.

Os computadores controlam o fluxo de água e dos pingos que caem sobre as mudas, garantindo a quantidade de água exata para cada muda do plantio. O resultado disto são colheitas excepcionais todos os anos.

Há alguns anos, o SBT esteve em Israel para mostrar esta tecnologia. Para expressar o espanto causado pelo êxito da plantação, o repórter do SBT usou a frase: "A tecnologia dos kibutz fizeram Israel florescer."


Fontes:
BULGARELLI, Waldirio. O kibutz e as cooperativas integrais : Ejidos-kolkhoses. 3.ed. São Paulo: Pioneira, 1966.
http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/historia/kibutz-laboratorio-socialista-435389.shtml
http://pt.wikipedia.org/wiki/Kibutz
http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,exuberante-deserto-retrata-drama-em-kibutz-de-israel,57522,0.htm
http://www.infoescola.com/sociedade/kibutz/
http://www.tempodofim.com/sinais/sinal6.htm

MERECEM CRÉDITO AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ?

 
As Testemunhas de Jeová incentivam as pessoas a examinarem sua religião cuidadosamente. São muito gentis e sorridentes, desde que se aceite tudo que ensinam. Porém, quando pedir explicação para as questões deste estudo, notará que não estão dispostas a fazerem o mesmo para com a religião delas! Leia Romanos 2:21,22). Conheça aqui alguns ensinos podres desta denominação.

TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS – Proibidos por Deus de 1968 até 1980! O que dizer dos que eram cegos e perderam a oportunidade de voltar a enxergar porque acreditaram que transplantar uma córnea era canibalismo? O que dizer dos que morreram por falta de um transplante de coração? – Veja A Sentinela de 01/06/1968 p. 349; Despertai! De 08/12/1968, pp. 22, 30; A Sentinela de 01/09/1980 p. 31.

VACINAS – Considerada prática demoníaca até 1952. Ensinavam que era melhor ter varíola do que vacinar-se. Imagine seu filho morto por obedecer uma religião que afirma receber orientação divina. Jeová não foi responsável por isso, foi? Veja: Despertai! 12/10/1921, p. 17; 05/01/1929, p. 502; 04/02/1931, p. 293; A Sentinela 15/12/1952, p. 764.

MARCARAM DATAS PARA “FIM DO MUNDO” – (a) “Apresentamos prova de que… a ‘batalha do grande dia do Deus Todo-Poderoso’… terminará em 1914”. [Estudos das Escrituras III, 1905, editorial 26.] (b) “Devemos presumir… que a batalha do Armagedom já terá acabado até o OUTONO DE 1975 e que o reinado milenar de Cristo… começará então? Possivelmente… A diferença talvez envolva APENAS semanas, ou meses, NÃO ANOS.” [a Sentinela de 15/02/1969, p. 115 § 30.]

PERGUNTA NÃO RESPONDIDA – Se como dizem, o escravo fiel exista desde Pentecostes de 33 EC até hoje, então por que Charles Taze Russel, em 1870, não recorreu a ele, mas formou seu próprio grupo independente para estudo bíblico – algo condenado como grande apostasia? Veja: Livro O Maior Homem, cap. 100.]

RESSUSCITARÃO OS MORTOS EM SODOMA E GOMORRA? – Disseram “Sim” em 1983; “Não” em 1988. Diante disso, caro leitor, merecem crédito as Testemunhas de Jeová? Claro que não! Jesus alertou: “Deixai simplesmente que a vossa palavra sim signifique sim e o vosso não, não; pois tudo o que for além disso é do iníquo”?(Mateus 5:37). Informe-se no site indicado.

NENHUMA OUTRA RELIGIÃO PRESTA – SÓ A DELAS É DE DEUS” – A Sentinela 15/07/76 p. 431: “ TODAS as outras religiões são FALSAS… todas as religiões falsas serão ELIMINADAS e apenas a única religião verdadeira sobreviverá.”; Despertai 08/04/1976 p. 19: “As testemunhas de Jeová têm de ter a ÚNICA religião VERDADEIRA.”
 
 - A BÍBLIA QUE AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ USAM - Os cristãos que se envolvem em discussões com as testemunhas de Jeová devem estar cientes de que a assim chamada "Bíblia" que as testemunhas de Jeová usam contém uma série de modificações introduzidas ao texto com o único propósito de sustentar as doutrinas da Torre de Vigia.

O apóstolo Pedro disse a respeito das cartas inspiradas de Paulo que "nas quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, como o fazem também com as outras Escrituras..." (II Ped. 3:16). Frequentemente, tal torcer das Escrituras é limitado à sua interpretação e isso foi feito pela Sociedade Torre de Vigia por três quartos de século. Ela publicou cópias das versões da Bíblia, que mencionam o nome "Jeová" no Antigo Testamento, junto com instruções detalhadas sobre como fazer com que as Escrituras parecessem ensinar que Deus condenou a vacinação, que Abraão e os profetas fiéis seriam ressuscitados para a terra em 1925, que Deus inspirou a Grande Pirâmide do Egito, e assim por diante. Mas havia doutrinas que eram muito difíceis de ser fundamentadas nas versões clássicas da Bíblia, não importando quanta distorção pudesse ser aplicada ao texto.

Assim, durante os anos da década de 50, os líderes da Torre de Vigia foram além da interpretação, produzindo sua própria versão da Bíblia, com centenas de versos modificados para se ajustarem às doutrinas da Torre de Vigia. E a sua Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas continua a ser modificada com o passar dos anos, com as mudanças feitas para trazer a palavra de Deus a uma conformidade maior com o que a organização ensina.

Por exemplo, ao invés de "cruz", a Tradução do Novo Mundo usa a expressão "estaca de tortura" ‑ para apoiar o ensinamento das testemunhas de Jeová de que Jesus foi pregado em um poste ereto sem trave horizontal. Ao invés de "Espírito Santo", nós achamos referências ao "espírito santo" ou "força ativa", reforçando a negação da deidade e personalidade do Espírito Santo feita pelas testemunhas de Jeová. Cristo fala não da sua segunda volta, mas de sua "presença" (que as testemunhas de Jeová acreditam ser invisível).

A Tradução do Novo Mundo sistematicamente se dispõe a eliminar a evidência da divindade de Cristo. Ao invés de "cair aos pés de Jesus para o adorar" as pessoas faziam "reverência" a ele. João 1:1 não mais afirma que "o Verbo era Deus", mas que "o verbo era [um] deus". Jesus não disse: "Antes que Abraão existisse, eu sou". Mas, para evitar a associação com "EU SOU" de Êxodo 3:14, a declaração de Jesus se torna: "Antes de Abraão vir à existência, eu tenho sido".

Mas a mudança mais difundida na Bíblia da Torre de Vigia é a inserção do nome Jeová 237 vezes no Novo Testamento. É claro que é apropriado um tradutor escolher o nome Jeová ou Yahweh no Antigo Testamento onde o tetragrama YHWH realmente aparece no texto hebraico. Mas a Torre de Vigia foi além inserindo o nome Jeová no Novo Testamento, onde ele não consta nos manuscritos gregos. Basta verificar uma tradução do original dos textos gregos da Bíblia para notar que o nome Jeová não aparece ali.
Para achar exemplos específicos das distorções mencionadas acima, consulte o Índice de Assuntos. Dois casos que se destacam na demonstração da linha doutrinária das Testemunhas de Jeová estão em Romanos 14:8,9 (onde a inserção do nome "Jeová" produz um lógico non sequitur no texto inglês) e Hebreus 1:6 (onde as edições anteriores diziam "E todos os anjos de Deus o adorem", mas em edições mais recentes ‑ especialmente em língua inglesa a palavra "adorem" foi substituída por "reverenciem").

Dicas: Faça cópias para distribuição. Cole em sua porta ou onde as Testemunhas possam ler. Carregue uma cópia em sua carteira de documentos. Encontrando alguma delas, use-o!

Diga simplesmente: “Explique este estudo.” Assustada, a Testemunha dirá: “Tudo isso é mentira”. Não caia nessa! PEÇA PARA VERIFICAR NAS PUBLICAÇÕES!
 
Fonte:
http://www.cacp.org.br/o-lado-mau-das-testemunhas-de-jeova/
http://refutandoastestemunhasdejeova.blogspot.com.br/2008/07/bblia-que-as-testemunhas-de-jeov-usam.html

terça-feira, 11 de agosto de 2015

DIZ THALLES ROBERTO: "ESTOU ACIMA DA MÉDIA, PORQUE ESTOU ENTRE FRACOS"

 

Thalles Roberto está envolvido em mais uma polêmica, dessa vez por conta de suas declarações feitas durante uma apresentação na Conferência Global 2015 realizada pela Comunidade das Nações, em Brasília, no começo desta semana.

O cantor tentava dizer que teve um novo chamado de Deus para deixar de se apresentar em igrejas e fazer mais eventos seculares. Mas a forma como ele descreveu esse “chamado” gerou muita revolta nos evangélicos que estavam no evento e as críticas feitas na página da igreja foram tantas que a denominação retirou a foto do artista de seu mural no Facebook.

Um vídeo enviado ao Gospel Prime mostra trechos da fala de Thalles onde ouvimos ele se afirmar como o melhor artista do gospel por estar entre pessoas fracas.


“Você está acima da média porque você está no meio de gente fraca”, disse o cantor como se fosse Deus quem estivesse dizendo para ele. “Quero ver você estar acima da média lá fora”, teria dito o Senhor dando nomes de cantores como Ben Harper e Usher.

Outra frase dita pelo cantor era que cantar no meio gospel “era bater em bêbado”, que “música gospel é tudo igual” e que “qualquer um escreve e faz”. Thalles contou uma história de que um pastor teria comparado a música com a Palavra dizendo que você consegue se lembrar muito mais das canções que ouve do que as pregações.

Thalles acredita que cantar é melhor que pregar e por isso ele vai sair das portas da igreja para cantar em eventos seculares. “Se eu não puder ser tudo o que Deus mandou eu ser, que propósito é esse?”, disse.

O cantor afirmou que Deus disse que ele já fez no meio gospel tudo o que ele tinha para fazer e que só ele, Thalles, faz [música] do jeito que ele faz. Para respeitar esse chamado, o cantor se prepara para lançar um CD que não tem os evangélicos como público alvo.

Na página da Comunidade das Nações os fiéis diziam que estavam envergonhados por ouvir tanta bobagem de um artista gospel. Alguns disseram que se sentiram humilhados como cristãos e principalmente como igreja. Como dissemos acima, a igreja retirou a foto do ar e as críticas desapareceram.

 
 
 
Fonte:http://musica.gospelprime.com.br/video-thalles-roberto-acima-da-media/