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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

QUEM FORAM COSME E DAMIÃO?

 


Os gêmeos árabes Cosme e Damião eram filhos de uma nobre família de cristãos. Nasceram por volta do ano 260 d.C., na região da Arábia e viveram na Ásia Menor, no Oriente. Desde muito jovens, ambos manifestaram um enorme talento para a medicina, profissão a qual se dedicaram após estudarem e diplomarem-se na Síria.

Tornaram-se profissionais muito competentes e dignos, e foram trabalhar como médicos e missionários na Egéia.

Amavam a Cristo com todo o fervor de suas almas, e decidiram atrair pessoas ao Senhor através de seu serviço. Por isso, não cobravam pelas consultas e atendimentos que prestavam, e por esse motivo eram chamados de "anárgiros", ou seja, “aqueles que são inimigos do dinheiro / que não são comprados por dinheiro". A riqueza que almejavam era fazer de sua arte médica também o seu apostolado, para a conversão dos perdidos, o que, a cada dia, conseguiam mais e mais. Seus corações ardiam por ganhar vidas, e nisto se envolveram através da prática da medicina. Inspirados pelo Espírito Santo, usavam a fé aliada aos conhecimentos científicos. Confiando sempre no poder da oração, operaram verdadeiros milagres, pois em Nome de JESUS curaram muitos doentes, vários destes à beira da morte.

Também preocupavam-se em curar animais, pois sabiam que “toda a criação aguarda, com ardente expectativa, pela manifestação da glória de Deus em Seus filhos” (Romanos 8.18:19).

Manifestaram Autoridade do Alto, pregando o Evangelho com sinais e prodígios. Sua linguagem e sua pregação “não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria, mas em demonstração do Espírito de Poder” (I Co 2.4). Desta forma, conseguiram plantar a semente da salvação em muitos corações, colhendo inúmeras conversões a JESUS. Cosme e Damião possuíam uma revelação clara do chamado que tinham como ministros do Evangelho, chamado que cumpriam no cotidiano da rotina profissional, ministrando Cristo através de seu trabalho. 

Porém, as atividades cristãs dos médicos gêmeos chamaram a atenção das autoridades locais da época, quando o Imperador romano Diocleciano autorizou a perseguição aos cristãos, por volta do ano 300. Diocleciano odiava os cristãos porque eles eram fiéis a Jesus Cristo e não adoravam ídolos e esculturas consideradas sagradas pelo Império Romano.

Por pregarem o cristianismo, Cosme e Damião foram presos, levados a tribunal e acusados de se entregarem à prática de feitiçarias e de usar meios diabólicos para disfarçar as curas que realizavam. Ao serem questionados quanto as suas atividades, eles responderam: "Nós curamos as doenças em nome de Jesus Cristo, pela força do Seu poder".

Eles conheceram os princípios da fé cristã quando ainda eram crianças, e por isso recusaram-se a adorar os deuses pagãos, apesar das ameaças de serem duramente castigados. Ante o governador Lísias, ousaram declarar que aqueles falsos deuses não tinham poder algum sobre eles, e que só adorariam o Deus Único, Criador do Céu e da Terra. Mantiveram a Palavra do testemunho de Cristo, impressionando a todos por seu Amor e sua entrega a JESUS.

Não renunciaram aos princípios de Deus, e sofreram terríveis torturas por isso. Mas mesmo torturados, não abalaram sua convicção e jamais negaram a fé. Em 303, o Imperador decretou que fossem condenados à morte na Egéia. Os dois irmãos foram colocados no paredão para que quatro soldados os atravessassem com setas, mas eles resistiram às pedradas e flechadas. Os militares foram obrigados a recorrer à espada para a decapitação, honra reservada só aos cidadãos romanos. E assim, Cosme e Damião foram martirizados.

Cem anos depois disso, iniciou-se uma terrível idolatria ao seus restos mortais e às imagens que foram esculpidas em sua homenagem. Dois séculos após sua morte, por volta do ano 530, o Imperador Justiniano ficou gravemente doente e deu ordens para que se construísse, em Constantinopla, uma grandiosa igreja em honra de Cosme e Damião. A fama dos gêmeos também correu no Ocidente, a partir de Roma, por causa da basílica dedicada a eles, construída a pedido do papa Félix IV, entre 526 e 530. A solenidade de consagração da basílica ocorreu num dia 26 de setembro e assim, Cosme e Damião passaram a ser festejados, pela igreja católica, nesta data.

Os nomes de Cosme e Damião são pronunciados inúmeras vezes, todos os dias, no mundo inteiro. Até hoje, os gêmeos são cultuados em toda a Europa, especialmente na Itália, França, Espanha e Portugal. Além disso, são venerados como padroeiros dos médicos e farmacêuticos, e por causa da sua simplicidade e inocência também são invocados como protetores das crianças. Por isso, na festa dedicada a eles, é costume distribuir balas e doces para as crianças.

 Aqui no Brasil, a idolatria uniu-se à feitiçaria. A devoção trazida pelos portugueses misturou-se com o culto aos orixás-meninos (Ibejis ou Erês) da tradição africana yorubá. Cosme e Damião, os santos mabaças ou gêmeos, são tão populares quanto Santo Antônio e São João. São amplamente festejados na Bahia e no Rio de Janeiro, onde sua festa ganha a rua e adentra aos barracões de candomblé e terreiros de umbanda, no dia 27 de setembro, quando crianças saem aos bandos, pedindo doces e esmolas em nome dos santos.
  

 

Uma característica marcante na Umbanda e no Candomblé, em relação às representações de Cosme e Damião, é que junto aos dois santos católicos aparece uma criancinha vestida igual a eles. Essa criança é chamada de Doúm ou Idowu, que personifica as crianças com idade de até sete (7) anos de idade, sendo ele o protetor das crianças nessa faixa de idade. Na festa da tradições afro, enquanto as crianças se deliciam com a iguaria consagrada, os adultos ficam em volta entoando cânticos (oríns) aos orixás.
  
 
Fonte: http://www.montesiao.pro.br/estudos/festaspagas/cosmedamiao.html

terça-feira, 22 de setembro de 2015

PAULO: JOGOU A VÍBORA NO FOGO E SEGUIU EM FRENTE





“E, havendo escapado, então souberam que a ilha se chamava Malta.
E os bárbaros usaram conosco de não pouca humanidade; porque, acendendo uma grande fogueira, nos recolheram a todos por causa da chuva que caía, e por causa do frio.
E, havendo Paulo ajuntado uma quantidade de vides, e pondo-as no fogo, uma víbora, fugindo do calor, lhe acometeu a mão.
E os bárbaros, vendo-lhe a víbora pendurada na mão, diziam uns aos outros: Certamente este homem é homicida, visto como, escapando do mar, a justiça não o deixa viver.
Mas, sacudindo ele a víbora no fogo, não sofreu nenhum mal.
E eles esperavam que viesse a inchar ou a cair morto de repente; mas tendo esperado já muito, e vendo que nenhum incômodo lhe sobrevinha, mudando de parecer, diziam que era um deus.”
Atos 28:1-6


RESUMO DA HISTÓRIA BIBLICA
O navio havia onde Paulo estava naufragou, ele e os que eles estavam com ele, estavam cansados, molhados e com frio. Chegando a uma ilha chamada Malta eles foram recebidos pelos nativos. Malta era uma ilha hospitaleira. Chovia e estava frio e os nativos fizeram então uma grande fogueira. Paulo ajudando a achar madeira, colocando-a no fogo foi mordido por uma víbora.

1. A IGREJA DEVE RECEPCIONAR OS NAUFRAGOS DESSE MUNDO
Os dias são maus. Muitas coisas nos entristecem diariamente. A Igreja tem que ser um apoio, ao irmão cansado. Devemos abraçar e agasalhar a todos os que Deus nos mandar.

2. FOGUEIRA ACESA É ALTAR DE PÉEsta fogueira me lembra o Altar no deserto. No linguajar bíblico, o altar significa a nossa vida perante Deus. De acordo com a simbologia bíblica só existem três posições para o cristão:

Primeiro: de pé, o que significa que estamos na fé, agradando a Deus, sem pecado, na posição;

Segundo: sentado, o que mais dá a impressão que o cristão está caindo, do que se levantando, o que mostra essa ser uma posição muito incomoda de mornidão espiritual: a pessoa não é quente e nem fria; e

Terceiro: a posição deitada, ou caída, que é a posição de quem não está na presença de Deus, está em pecado, sem fé, fora das alianças, desviado.

Existe a simbologia de fogo ser símbolo do Espírito Santo em nossas vidas. Esse fogo é chamado de unção. Unção é capacitação espiritual. Precisamos estar de pé e precisamos de ter fogo em nosso altar.

Chama a atenção que a fogueira acesa pelos nativos na ilha foi feita na chuva e era uma grande fogueira. O que apaga o fogo é a chuva e eles conseguiram fazer não uma fogueira qualquer, mas uma grande fogueira, na chuva. A intempéries da vida não devem nos fazer parar. Não devemos desistir se algo não está dando certo, o contrário é verdade, devemos resistir, nos esforçar.

3. PARA MANTER A FOGUEIRA ACESA É PRECISO TRABALHAR
A fogueira que acenderam em Malta precisou ser alimentada. Precisamos orar, ler e estudar a Bíblia e congregar, além de que com o tempo seria bom todos os irmãos estarem engajado em algum ministério na Igreja.

Precisamos trabalhar pela obra de Deus como eles o fizeram: em união. Todos cooperaram para o bem comum.

4. HOSPITALIDADE
Todos gostamos de ir a um lugar onde nos sentimos bem. Com certeza voltaremos a esse lugar, mais uma vez, ou mais algumas vezes. Todos gostamos de pessoas hospitaleiras, pessoas que não nos constrangem, pessoas que nos fazem bem e que queremos ficar perto. Pessoas que nos colocam pra cima, nos empurram ao sucesso, são as preferidas. E o que gostamos que façam conosco, podemos fazer com os outros.

5. A VÍBORA FUGIU DO FOGO
A víbora tem o significado de problemas, ou até mesmo de demônios tentando atacar o cristão. Até o momento em que foi jogada no fogo, ela não se manifestou. Paulo trazia no meio dos gravetos, uma víbora, uma cobra de veneno mortal. Talvez estejamos fazendo algo, até bom, e no meio está uma víbora. Até o momento em que ela não tinha sido jogada no fogo, ela estava escondida e quieta. Talvez exista algum problema que precise ser tirado de nossas vidas e ele não irá se manifestar a não ser que seja jogado no fogo, ou que sinta a presença ungida do Espírito. Devemos jogar no fogo, todos os nossos problemas, para que Deus possa queimá-los de vez.

6. SACUDA A COBRA NO FOGO E SIGA EM FRENTE
A cobra que estava escondida no meio dos gravetos que Paulo trazia para serem queimados, ao sentir o fogo, mordeu a mão de Paulo e ficou grudada na sua mão. A atitude de Paulo é muito interessante: ele sacudiu a mão e tornou a jogá-la no fogo. Paulo seguiu em frente, apesar de mordido. A serpente só se manifestou quando o fogo a esquentou e ela tentou fugir do fogo. Paulo foi ferido por ela e com certeza doeu, além do medo que pode dar ao vermos uma serpente nos atacando e até mesmo ficando grudada em nossas mãos. A serpente pode ser um problema ou até mesmo uma Batalha Espiritual que se levante contra nós. Momentaneamente podemos nos assustar - ao fazermos algo para Deus, ou tentarmos levantar numa grande fogueira e o nosso altar - que se manifeste algum mal. Paulo sacudiu a serpente e a jogou novamente no fogo e ela morreu. Depois desse episódio outros ocorreram na vida de Paulo. Aconteceu, mordeu, doeu, assustou, mas Deus guardou e abençoou, então é hora de seguir em frente. Sacode a víbora no fogo e siga o seu caminho.

7. JULGANDO ERRADO
Vendo Paulo com a víbora agarrada na mão o julgaram errado. Os nativos pensaram que Paulo iria morrer imediatamente e ficaram esperando a dor chegar ao braço, o veneno correndo na veia e por fim Paulo morrer em grande agonia, mas nada disso aconteceu.

Vejo nessa passagem o julgamento errado que muitas vezes fazemos, ou recebemos. Nem toda prova é pecado, assim que nem todo pecado é prova. Pois existe uma diferença entre provação e tentação: a provação vem da parte de Deus, com vistas a nos purificar e abençoar, entretanto a tentação vem à nossa vida com vistas a nos destruir, nos envergonhar, nos desviar.

Qual é a diferença entre provação e tentação?

Todo problema pode ser tanto uma provação, como uma tentação, mas como passamos o período é que vai nos dizer se aquilo foi uma provação ou tentação. Se eu passar a prova orando e jejuando, crendo e esperando em Deus, além de louvando, isso é provação e serei aprovado. Se, por outro lado, eu pecar e me desviar e errar e começar a dizer besteiras pra Deus, isso então virou tentação e Deus precisa me erguer novamente, eu falhei.

As pessoas julgam que todo problema que exista conosco seja por causa de pecados claros ou escondidos. Jó não tinha pecados e foi duramente atacado pelo Inferno em pessoa. Nunca devemos julgar.


8. O MUNDO SE ESPANTA EM NÃO NOS OCORRER NENHUM MAL
Os nativos acharam que Paulo era um deus, porque nada lhe aconteceu, depois que foi mordido pela serpente. As pessoas que estão ao nosso redor se espantam pela quantidade de provas e lutas que nos sobrevêm e nos veem sempre louvando e cantando a Deus. Até mesmo crentes desviados se espantam com os que conseguem persistir com Deus, apesar de toda provação e ataque do inimigo.

Nós conseguimos ficar firmes porque Deus nos tem sustentado, Ele é a nossa força e com Ele nunca seremos derrotados. Podemos até mesmo perder uma batalha, mas a guerra Deus já ganhou pra nós, resta-nos ficar na presença de Deus e seremos vitoriosos eternamente.

9. AQUILO QUE PAULO FEZ FOI O QUE O SALVOU
E pra encerrar, lembramos que aquilo que Paulo fez foi o que o salvou. Paulo estava juntando gravetos para colocar no fogo e nesse trabalho foi atacado pelo inimigo, mas justamente aquilo que ele fazia, que era alimentar o fogo, para que ele não se apagasse, foi o que matou a serpente.

Algumas vezes fazemos algo que o Diabo se levanta com muita fúria, isso pode até nos causar um medo momentâneo, ou dor, mas se não desistirmos, o que estamos fazendo é o que vai matar a serpente, ou o problema que se levantou. Se você começou um ministério e esse ministério foi atacado, ou você foi atacado por causa desse ministério que você está exercendo, então é esse ministério que irá matar o inimigo que se levantou. Se o que você está fazendo, está incomodando ao Diabo, então você está no caminho certo.
 
Fonte: Paulo Sergio Larios - http://www.recantodasletras.com.br/artigos/4295678

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

APÓSTOLO PAULO, O NÁUFRAGO EM MALTA



Introdução

At 24.5,6: “Temos achado que este homem é uma peste, e promotor de sedições entre todos os judeus, por todo o mundo; e o principal defensor da seita dos nazarenos; o qual intentou também profanar o templo; e nós o prendemos, e conforme a nossa lei o quisemos julgar”.

A primeira defesa de Paulo foi feita ao ter as mãos acorrentadas por ordem do comandante Claudio Lisias (At 23.26) enquanto era espancado pela multidão furiosa. O local de defesa foi na escada que permitia acesso do pátio externo dos gentios à fortaleza de Antônia, cuja torre dava vista para a área do Templo (At 22).

A segunda defesa de Paulo foi perante o Sinédrio (At 23). Nessa ocasião Paulo faz uma condenação profética a Ananias, filho de Nebedeu que exerceu funções de sumo sacerdote de 47-59 d.C. conhecido na historia por sua violência e crueldade. Atos 23.3 cumpre-se no ano de 66 d.C., quando o sumo sacerdote foi sacrificado pelo seu próprio povo (sicários), por dar apoio a Roma.

A terceira defesa de Paulo foi perante governador Felix em Cesaréia (At 24). Felix era um homem que nutria grande avareza. Seus convites para ouvir Paulo tinham na realidade um interesse material. O governador soube da expressiva oferta que Paulo havia entregue à igreja em Jerusalém e imaginou que poderia ter acesso a essa fonte vultuosa de recursos por meio de um possível suborno e, por isso, passou dois anos tentando a Paulo, porém sem êxito.

A quarta defesa de Paulo foi perante governador Festo (At 25). Festo escreve ao Rei Agripa com respeito a Paulo, apontando para as acusações dos judeus que não tinham provado ser ele culpado de pena de morte, como eles mesmos argumentavam.
 
A quinta defesa de Paulo foi perante o Rei Agripa (At 26). Festo outorgou ao rei Agripa a presidência dessa audiência em sinal de cortesia. Jesus, entretanto já havia previsto que muitos de seus apóstolos e discípulos seriam levados a presença de governadores, reis e pessoas influentes para testemunharem da fé cristã (Mc 10.18). Paulo cumpre essa predição diante de Félix, Festo, Agripa e finalmente César.


1. Navegando para a Itália
Nós escolhemos o destino da nossa viagem, mas não a maneira de chegarmos lá. Planejamos as coisas, mas não temos o poder de garantir sua execução. Muitas vezes, planejamos uma coisa e acontece outra. Fazemos planos, mas a resposta certa vem do Senhor. O desejo de Paulo era ir a Roma, mas ele chega a cidade de Roma preso, depois de um naufrágio, após perder tudo[1].
Em Atos 27 Lucas narra a viagem de Paulo da Palestina a Itália e sua recepção em Roma. A rejeição do evangelho pelos judeus em Roma e sua aceitação pelos gentios, leva ao clímax de todo o livro – a rejeição de Israel e a extensão da igreja gentílica, chegando aos confins da terra.


1.1 Ficou decidido ir a Itália (At 27.1,2)
A narrativa da viagem de Paulo começa com a terceira seção na primeira pessoa do plural. Última referência com o “nós” foi em 21.18, quando Paulo na companhia de Lucas, chegou a Jerusalém. Lucas acompanha Paulo com Aristarco de Tessalonica (At 19.29) que viera com o apóstolo de Tessalonica até Jerusalém. O centurião era responsável pela segurança de Paulo e de outros prisioneiros. Mesmo quando estamos fazendo a vontade de Deus e também a nossa, encontramos tempestades pela frente. O desejo de Paulo era ir a Roma e, dali, à Espanha.

 
1.2 Chegaram a Sidom (At 27.3)
Adramitio: Porto que se localizava no litoral oeste da província da Ásia, a sudeste de Trôade, a leste de Assôs.
O centurião Julio tratou Paulo com especial nobreza, dando-lhe liberdade de desembarcar enquanto o navio estava sendo descarregado e também de visitar seus amigos, que formavam a comunidade cristã daquela cidade, os quais cuidaram dele. (Confira no mapa ao lado a seqüência da viagem desde a prisão em Jerusalém até Sidom e Bons Portos).
 

1.3 Prosseguindo na viagem (vv. 4-8)

Os ventos dominantes de verão vinham do oeste ou noroeste, o navio navegou entre Chipre e o continente e não diretamente dentro do vento. Tornou-se necessário abandonar a costa e navegar através do mar aberto na direção oeste ao longo da Cilícia e Panfília. Em Mirra trocaram de navio, abandonaram o navio costeiro e tomaram um navio de transporte de cereais que navegava de Alexandria a Itália. A viagem de Mirra foi difícil por causa dos ventos noroestes. Chegam a Cnido e então navegaram a sudoeste de Creta por causa do vento contrário. Depois de navegarem penosamente pela costa, chegaram a um porto chamado Bons Portos. (Confira a seqüência descrita de Sidom a Bons Portos na ilha de Creta no mapa acima).
 
2. A navegação torna-se perigosa (At 27.9)
O Dia da Expiação (décimo dia do mês de etanim no calendário judaico) - Dia do perdão para os judeus, caía no final de setembro ou início de outubro. Os judeus projetavam o período seguro para navegação entre Pentecostes (maio e junho) ate a Festa dos Tabernáculos (décimo quarto dia do mês de etanim, no calendário judaico), cinco dias após o Dia da Expiação. Os romanos consideravam a navegação após o dia 15 de setembro perigosa, e após o dia 11 de novembro, suicida.

 
2.1 A primeira admoestação de Paulo (vv. 4-8)
Nas tempestades da vida precisamos estar atentos as placas de sinalização de Deus. Eles não ouviram o conselho de Paulo, e logo veio um tufão e tirou o navio da mão deles. A maioria dos acidentes são provocados por pessoas que transgridam as leis, não observando as placas de advertências à beira do caminho.

Dt 8.1: “Todos os mandamentos que hoje vos ordeno guardareis para os cumprir; para que vivais, e vos multipliqueis, e entreis, e possuais a terra que o SENHOR jurou a vossos pais”.

Js 23.6: “Esforçai-vos, pois, muito para guardardes e para fazerdes tudo quanto está escrito no livro da lei de Moisés; para que dele não vos aparteis, nem para a direita nem para a esquerda”.

Js 22.5: “Tão-somente tende cuidado de guardar com diligência o mandamento e a lei que Moisés, o servo do SENHOR, vos mandou: que ameis ao SENHOR vosso Deus, e andeis em todos os seus caminhos, e guardeis os seus mandamentos, e vos achegueis a ele, e o sirvais com todo o vosso coração, e com toda a vossa alma”.


2.2 Quando se pensa ter alcançado o que se deseja (vv. 13-20)
Quem não escuta conselho, escuta “coitado”. Podemos ver cinco resultados colhidos dessa amarga desobediência a Paulo:
  • Aparente segurança: Começaram a viagem em um vento brando, aparentemente Paulo havia errado, mas o vento brando leva muitos a confundir as circunstâncias da vida.
  • O perigo: Depois do vento brando veio um tufão. O mar se revoltou. Sempre que deixamos de obedecer as sinalizações de Deus corremos grandes riscos de acidentes.
  • A impotência: Navio a deriva, o controle do leme perdido, fúria dos ventos tamanha que perderam o controle do navio.
  • O prejuízo: Para aliviar o navio jogaram seus bens fora para salvar suas vidas.
  • A desesperança: Perderam toda a esperança. A morte parecia certa.
2.3 A segunda admoestação de Paulo (vv. 21-26)
Já há muito sem comer por causa do enjôo e da oscilação do convés e das provisões que estavam encharcadas, Paulo oferece uma palavra de estimulo e começa com “eu não disse?” Ele anuncia que um anjo de Deus lhe aparecera e lhe assegurara que escaparia desse perigo para que comparecesse perante César e que seus companheiros também sobreviveriam.
 

3. O náufrago inevitável


3.1 Pressentindo o pior (vv. 27-30)
Era a décima quarta noite desde que partiram de Bons portos, estavam numa baía aberta para o mar e muito mau protegida, mas que socorria muitos náufragos. Adriático era o nome dado ao mar que cobria as costas da Itália, Malta, Creta e Grécia. Alguns marinheiros decidiram fugir do navio para a praia usando um pequeno barco em lugar de se arriscarem a bater contra as rochas. Paulo descobriu o plano deles e advertiu ao centurião e aos soldados e o plano deles foi frustrado quando os soldados cortaram as cordas que sustinham o barco. (Confira no mapa ao lado a sequência da viagem desde Bons Portos até a ilha de Malta).



3.2 Paulo anima a tribulação (vv. 31-38)
Paulo demonstrou que a fé em Deus proporciona coragem para enfrentar as mais difíceis situações, cumprir a vontade do Senhor e chegar em bom termo. Os judeus piedosos (e os discípulos do Senhor Jesus) tinham o costume de orar antes de qualquer refeição, numa demonstração de reconhecimento à bondade e generosidade de Deus.

Lc 9.16: “E tomando os cinco pães e os dois peixes, e olhando para o céu, abençoou-os, e partiu-os, e deu-os aos seus discípulos para os porem diante da multidão”.

Lc 24.30: “E aconteceu que, estando com eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o, e lho deu”.

1 Tm 4.4-5: “Porque toda a criatura de Deus é boa, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças. Porque pela palavra de Deus e pela oração é santificada”.
 
3.3 O navio se perde e Paulo é poupado (vv. 39-44)
O navio colidiu contra um barco e encalhou. Os soldados logo pensaram em matar os presos, pois de acordo com a lei romana, se um preso fugisse a vida do guarda responsável deveria ser tomada em seu lugar. Foi nesta situação que todos chegaram à terra, no caso à ilha de Malta.


4. Paulo, o naufrago em Malta (At 28.1-15)



4.1 Paulo, um sinal entre os bárbaros (vv. 1-6)
4.2 Paulo e o evangelho em Malta (vv. 7-10)
4.3 A viagem continua (vv. 11-16)

Malta significa refúgio. Bárbaros não significa nenhum tipo de atitude selvagem ou cultura primitiva, mas simplesmente indica que sua língua (fenícia) não era o grego e nem o latim. Uma vez que chovia esses nativos trataram com singular humanidade acendendo um fogo para que os viajantes pudessem se aquecer. (Confira a seqüência da viagem desde Malta até Roma no mapa ao lado).


Conclusão
  • Nas tempestades da vida precisamos estar atentos as placas de sinalização de Deus (At 27.9-20).
  • Nas tempestades da vida precisamos olhar para Deus e não para as circunstâncias (At 27.21-44).
  • Nas tempestades da vida precisamos encorajar as pessoas (At 27.21-22). 
  • Na tempestade abandone o medo.
  • Na tempestade abra seus olhos para a intervenção de Deus.

Na tempestade precisamos lançar nossas ancoras:
  • Âncora da fé
  • Âncora da esperança
  • Âncora da oração
  • Âncora da certeza
 
“Os escritores bíblicos não inventaram suas próprias palavras, de acordo com as coisas que haviam aprendido, mas apenas expressaram as palavras que receberam" (John Owen).
 
 
“Deus concede-nos a dádiva gloriosa do hoje; vivamos na luz e plena alegria deste dia, usando os recursos que Deus nos provê" (John MacArthur).
 
 
“As estrelas podem ser vistas do fundo de um poço escuro, quando não podem ser discernidas do topo de um monte. Assim também, muitas coisas são aprendidas na adversidade” (Charles H. Spurgeon).

Fonte: http://portadesiao.blogspot.com.br/2011/03/licao-12-paulo-o-naufrago-em-malta.html

domingo, 13 de setembro de 2015

DORCAS - A MULHER GENEROSA



 
Atos 9:36-42

 QUEM FOI ESTA MULHER?

Dorcas, era uma judia cristã que vivia em Jope, cidade situada perto do Mar Mediterrâneo, tinha não só um nome grego, mas também em aramaico, chamada por Tabita, cujo significado era “gazela”, um animal que anda pelas alturas, protegendo o rebanho e estando alerta para adverti-lo dos perigos. Assim era comparada a solicitude daquela mulher: sempre pronta a proteger alguém do alto de sua alma nobre.

Não se faz nenhuma menção, nas escrituras Sagradas, sugerindo que ela fosse casada, ou que tivesse alguma família. Portanto, podemos deduzir que ela morava sozinha e que era costureira (At. 9:36-39).

Dorcas foi chamada por Lucas, que escreveu o Livro de Atos dos Apóstolos, de discípula, o que significa que ela era uma seguidora de Jesus Cristo (cf.At.9:36).

Dorcas provavelmente via muitos maridos e pais partirem em direção a águas perigosas. Vários destes homens não voltavam do mar, deixando para trás suas famílias.

Dorcas amava ao Senhor, ela tinha olhos voltados para as necessidades dessas famílias, com habilidade em suas mãos essa discípula costurava roupas e as distribuía entre as famílias desamparadas pelos naufrágios.

Ela adoeceu e veio a falecer o que causou grande comoção entre as amigas, elas pegaram seu corpo o colocaram no cenáculo, mandaram chamar o apóstolo Pedro que com autoridade ressuscitou a vida daquela mulher. Através deste milagre muitos voltaram para o Senhor e creram.

A história de vida de Dorcas nos faz ver o quanto é recompensador podermos ser canal de benção para as pessoas mais necessitadas que estejam ao nosso redor, muitas vezes o que parece ser um serviço simples tem um grande significado para a vida de alguém, por isso não deixemos de usar o dom que Deus nos deu para beneficiar aos necessitados, deixemos a vida das pessoas marcadas por aquilo que fazemos simplesmente por amor.

 
Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele o amor de Deus?
Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade. 

1 João 3:17-18

 "Façamos o bem a todos!"
 
Fonte: http://www.pastorarosanaonline.comunidades.net/dorcas-a-generosa
 

terça-feira, 8 de setembro de 2015

CAPOEIRA GOSPEL


Já faz um tempo que eu queria saber o que é Capoeira Evangélica, mas em uma primeira tentativa, não encontrei muito sobre o assunto. Ao ler alguns dias atrás no site Bem Paraná sobre um encontro de Capoeira Gospel, lembrei dessa curiosidade e fui novamente atrás de informação.

Não encontrei nenhum texto destinado a dizer com todas as letras o que é a Capoeira Gospel, como surgiu e quais suas características, então resolvi eu mesma criar um texto sobre o assunto, o mais esclarecedor possível.

Para isso contei com a ajuda dos mestres Chocolate e Pantera, com quem conversei via e-mail, além de informações espalhadas por esse mundão que é a internet. O resultado vale a pena conferir.

Mas afinal, o que é a Capoeira Gospel?

A Capoeira Gospel, Capoeira Evangélica ou Capoeira Cristã não é um novo estilo de capoeira, mas um movimento de evangelização. Como disse Altair José dos Santos, o Mestre Chocolate, a capoeira é e sempre será capoeira, a forma de uso é que pode ser diferente. Neste caso, trata-se da capoeira que nós conhecemos, usada para os fins cristãos de evangelizar e louvar à Deus.

Não sendo um estilo, também não há como definir características específicas. Cada grupo cristão tem a sua forma de adaptar a capoeira à finalidade de evangelização, alguns de forma mais radical, outros de forma mais cuidadosa, com a preocupação de manter ao máximo as tradições da capoeira, mas sem ferir os princípios religiosos do praticante.

De uma forma geral, as músicas são o principal foco de mudanças, mas enquanto alguns grupos trocam as cantigas de capoeira por cânticos evangélicos, outros apenas excluem da roda músicas que citam santos e orixás. Obviamente não são utilizados sinal da cruz nem qualquer símbolo ritual ao entrar na roda e, em alguns casos, até mesmo as chamadas são evitadas.

História

É difícil definir com precisão quando surgiu a Capoeira Evangélica pois, ao que tudo indica, o movimento não teria originado de um único criador e se espalhado, mas teria surgido e se desenvolvido em locais, grupos e igrejas diferentes, conforme alguns capoeiristas foram se convertendo mas sem abandonar a nossa arte. Uma história nascida da soma de histórias pessoais.

Citado como um dos precursores do movimento pelo site da Eclésia - A Revista Evangélica do Brasil, Mestre Chocolate já era capoeirista quando se converteu em 1988, mas abandonou a capoeira por nove meses pois não via coerência entre o que viveu e o que presenciava no meio da capoeira e a nova vida que estava vivendo.

Mas Mestre Chocolate conheceu o ex-piloto de fórmula 1 Alex Dias Ribeiro, que na época era o líder da Atletas de Cristo, e com ele aprendeu a ver o esporte e a capoeira de uma forma diferente, como um presente de Deus.

No final de 1988, depois de procurar sem êxito algum grupo no Brasil com o qual se identificasse em seu novo modo de vida, começou seu trabalho ensinando capoeira e falando e Deus a garotos rebeldes e drogados.

No início, sem infra-estrutura e enfrentando muitas dificuldades dentro e fora do meio evangélico, mas logo em janeiro de 1989, já com academia, seu trabalho foi oficializado, nascendo assim a Associação de Capoeira Nova Visão.

Por coincidência, foi também em 1988 que José Pereira, o Mestre Pantera se converteu.


Pantera já treinava capoeira desde 1978 no Grupo Angolinha, onde continua até então, mas foi em 1995, graças ao interesse e a curiosidade de amigos evangélicos, que foi criado o Filhos de Jahveh, um núcleo gospel que faz parte do Grupo Angolinha e treina nas dependências da Primeira Igreja Batista de Santo André.


Quem souber mais sobre a origem da Capoeira Gospel ou tiver qualquer informação sobre este movimento, antes de 1988, não pense duas vezes: deixe seu comentário, ou envie via e-mail (capoeiradevenus@gmail.com), para compartilhar-mos conhecimento.

Polêmica

Pelo que pude perceber pesquisando, a Capoeira Gospel vive no meio de um "campo de batalha", sendo atacada por ambos os lados. Tanto o lado da capoeira, sob acusação de abandono às tradições, quanto pelo lado da Igreja, que ao que me parece pode ser até mais dura.

No site Vivos!, entre definições sobre a capoeira e citações de textos bíblicos se entende claramente uma interpretação de que a Capoeira Gospel estaria fazendo a "comunhão da luz com as trevas".

Mas a Capoeira Gospel é uma semente plantada que, aos poucos, deve gerar cada vez mais tolerância e respeito entre capoeiristas e evangélicos.

Fonte: http://portalcapoeira.com/capoeiragem/91-curiosidades/4217-capoeira-gospel

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

O CRISTÃO E SUA PÁTRIA




Como cristãos somos chamados a glorificar a Deus em nossa vida terrena, o que inclui uma participação efetiva nos destinos da Pátria. Geralmente pensamos naquilo que o Estado deve fazer por nós, e por isso almejamos um governante cristão apenas para que possamos receber certos benefícios, como isenção de impostos, doação de terrenos e materiais para a construção de nossos templos, ônibus grátis para as nossas viagens, etc.

Existe na Bíblia um claro ensino que nos exorta a desenvolver um comportamento que contribua para a melhoria ética, moral, social, física, e, sobretudo espiritual da nossa sociedade. Quais são nossos deveres cristãos para com a nossa Pátria?


1 - INTERCEDER PELA NAÇÃO E PELAS AUTORIDADES (Jeremias 29:7; I Timóteo 2:1-3).

2 - OBEDECER AS LEIS E RESPEITAR AS AUTORIDADES CONSTITUÍDAS (Romanos 13:1-7), os não cristãos "dão um jeitinho" de não pagar o imposto de renda, alguns não emitem nota fiscal e nem recolhem os encargos sociais de seus empregados.

3 - TESTEMUNHAR DE JESUS ATRAVÉS DAS SEGUINTES AÇÕES:

3.1 - Anunciando formalmente o genuíno Evangelho de Cristo Jesus;

3.2 - Participando entusiasticamente dos movimentos ecológicos, lutando pela preservação do nosso planeta, através do uso consciente da água, da reciclagem, etc;

3.3 - Participando de todos os movimentos que visem diminuir a pobreza, e o desemprego;

3.4 - Proclamando a justiça, denunciando e lutando contra a injustiça, se manifestando contra a aprovação de leis que atentem contra os bons costumes e a imoralidade;

3.5 - Protestando contra a violência, a corrupção, a desonestidade.


O QUE ESTAMOS FAZENDO PARA QUE NOSSO COMPORTAMENTO COM CIDADÃOS CRISTÃOS E BRASILEIROS SEJA AGRADÁVEL E APROVADO POR DEUS?

QUE DEUS NOS AJUDE A FIM DE QUE OS MILHÕES DE EVANGÉLICOS NO PAÍS SEJAM QUANTIDADE E QUALIDADE!!!!!

Fonte: http://revjosilisboa.blogspot.com.br/2009/09/o-cristao-e-patria.html

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

PEDOFILIA PELA INTERNET - O LADO NEGRO DA WEB



Resumo.

É indiscutível que a internet revolucionou os meios de comunicação, trazendo benefícios e tecnologia para o mundo. Hoje, o uso do computador é de caráter transnacional, universal e de ubiquidade. Entretanto, com esta revolução informacional, simultaneamente vieram os denominados "crimes virtuais" na web. Faremos um brevíssimo relato no que acreditamos ser o de maior covardia: o da pedofilia.



Introdução.
Ao apresentar este artigo ao longo do qual trataremos os pontos mais relevantes concernentes a Pedofilia na WEB, buscamos alertar a todos o que está ocorrendo na Internet no que se refere a exploração sexual de crianças e adolescentes. A Internet está sendo utilizada pelos pedófilos para realizarem suas fantasias sexuais, trocarem e comercializarem fotos, filmes, cd-rom, entre outros. Tudo isso, faz girar milhões de dólares em todo mundo, É lamentável esse mercado bizarro. Fotos e vídeos de bestialidades com crianças estão entre as mais comercializadas na WEB, estima-se que os vídeos com crianças, que as vezes são seviciadas até a morte custe de US$400 a US$ 6.000.

Existem estatísticas dizendo que tais criminosos já lucraram mais de 600 milhões de dólares. Em suma, o tema é extenso e polêmico e tenho muitos pontos a expor e a serem discutidos, mas, vou apenas fazer algumas breves considerações sobre este tão delicado problema que nos afronta.

1. Definição Pedofilia.
Pedofilia é um distúrbio de conduta sexual, onde o indivíduo adulto sente desejo compulsivo, e caráter homossexual (quando envolve meninos) ou heterossexual (quando envolve meninas), por crianças ou pré-adolescentes (...) este distúrbio ocorre na maioria dos casos em homens de personalidade tímida, que se sentem impotentes e incapazes de obter satisfação sexual com mulheres adultas. Muitos casos são de homens casados, insatisfeitos sexualmente. Geralmente são portadores de distúrbios emocionais que dificultam um relacionamento sexual saudável com suas esposas. [1]

2. O Perfil do Delinquente Sexual.
As estatísticas têm mostrado que 80 a 90% dos contraventores sexuais não apresentam nenhum sinal de alienação mental, portanto, são juridicamente imputáveis. Entretanto, desse grupo de transgressores, aproximadamente 30% não apresenta nenhum transtorno psicopatológico da personalidade evidente e sua conduta sexual social cotidiana e aparente parece ser perfeitamente adequada. Nos outros 70% estão as pessoas com evidentes transtornos da personalidade, com ou sem perturbações sexuais manifestas (disfunções e/ou parafilias). Aqui se incluem os psicopatas, sociopatas, borderlines, antisociais, etc. Destes 70%, um grupo minoritário de 10 a 20%, é composto por indivíduos com graves problemas psicopatológicos e de características psicóticas alienantes, os quais, em sua grande maioria, seriam juridicamente inimputáveis.

Assim sendo, a inclinação cultural tradicional de se correlacionar, obrigatoriamente, o delito sexual com doença mental deve ser desacreditada. A crença de que o agressor sexual atua impelido por fortes e incontroláveis impulsos e desejos sexuais é infundada, ao menos como explicação genérica para esse crime. É sempre bom sublinhar a ausência de doença mental na esmagadora maioria dos violadores sexuais e, o que se observa na maioria das vezes, são indivíduos com condutas aprendidas e/ou estimuladas determinadas pelo livre arbítrio. Devemos distinguir o transtorno sexual ou parafilia, que é uma característica da personalidade, do delinqüente sexual, que é um transgressor das normas sociais, jurídicas e morais. Assim, por exemplo, uma pessoa normal ou um exibicionista podem ter uma atitude francamente delinqüente e, por outro lado, um sado-masoquista, travesti ou onanista podem, apesar das parafilias que possuem, não serem necessariamente delinqüentes. [2]



3. A Lei no Brasil.


LEI Nº 11.829, DE 25 DE NOVEMBRO DE 2008.

Altera a Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente, para aprimorar o combate à produção, venda e distribuição de pornografia infantil, bem como criminalizar a aquisição e a posse de tal material e outras condutas relacionadas à pedofilia na internet.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: 

Art. 1º Os arts. 240 e 241 da Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990, passam a vigorar com a seguinte redação: 

“Art. 240. Produzir, reproduzir, dirigir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, cena de sexo explícito ou pornográfica, envolvendo criança ou adolescente: 

Pena – reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa. 

§ 1º Incorre nas mesmas penas quem agencia, facilita, recruta, coage, ou de qualquer modo intermedeia a participação de criança ou adolescente nas cenas referidas no caput deste artigo, ou ainda quem com esses contracena. 

§ 2º Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se o agente comete o crime: 

I – no exercício de cargo ou função pública ou a pretexto de exercê-la; 

II – prevalecendo-se de relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade; ou 

III – prevalecendo-se de relações de parentesco consangüíneo ou afim até o terceiro grau, ou por adoção, de tutor, curador, preceptor, empregador da vítima ou de quem, a qualquer outro título, tenha autoridade sobre ela, ou com seu consentimento.” (NR) 

“Art. 241. Vender ou expor à venda fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente:

Pena – reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa.” (NR) 

Art. 2º A Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990, passa a vigorar acrescida dos seguintes arts. 241-A, 241-B, 241-C, 241-D e 241-E: 

“Art. 241-A. Oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, distribuir, publicar ou divulgar por qualquer meio, inclusive por meio de sistema de informática ou telemático, fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente: 

Pena – reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos, e multa. 

§ 1º Nas mesmas penas incorre quem: 

I – assegura os meios ou serviços para o armazenamento das fotografias, cenas ou imagens de que trata o caput deste artigo; 

II – assegura, por qualquer meio, o acesso por rede de computadores às fotografias, cenas ou imagens de que trata o caput deste artigo.

§ 2º As condutas tipificadas nos incisos I e II do § 1o deste artigo são puníveis quando o responsável legal pela prestação do serviço, oficialmente notificado, deixa de desabilitar o acesso ao conteúdo ilícito de que trata o caput deste artigo.

Art. 241-B. Adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente:

Pena – reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.

§ 1º A pena é diminuída de 1 (um) a 2/3 (dois terços) se de pequena quantidade o material a que se refere o caput deste artigo.

§ 2º Não há crime se a posse ou o armazenamento tem a finalidade de comunicar às autoridades competentes a ocorrência das condutas descritas nos arts. 240, 241, 241-A e 241-C desta Lei, quando a comunicação for feita por:

I – agente público no exercício de suas funções;

II – membro de entidade, legalmente constituída, que inclua, entre suas finalidades institucionais, o recebimento, o processamento e o encaminhamento de notícia dos crimes referidos neste parágrafo;

III – representante legal e funcionários responsáveis de provedor de acesso ou serviço prestado por meio de rede de computadores, até o recebimento do material relativo à notícia feita à autoridade policial, ao Ministério Público ou ao Poder Judiciário.

§ 3º As pessoas referidas no § 2º deste artigo deverão manter sob sigilo o material ilícito referido.

Art. 241-C. Simular a participação de criança ou adolescente em cena de sexo explícito ou pornográfica por meio de adulteração, montagem ou modificação de fotografia, vídeo ou qualquer outra forma de representação visual:

Pena – reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa. 

Parágrafo único. Incorre nas mesmas penas quem vende, expõe à venda, disponibiliza, distribui, publica ou divulga por qualquer meio, adquire, possui ou armazena o material produzido na forma do caput deste artigo.

Art. 241-D. Aliciar, assediar, instigar ou constranger, por qualquer meio de comunicação, criança, com o fim de com ela praticar ato libidinoso:

Pena – reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.

Parágrafo único. Nas mesmas penas incorre quem:

I – facilita ou induz o acesso à criança de material contendo cena de sexo explícito ou pornográfica com o fim de com ela praticar ato libidinoso;

II – pratica as condutas descritas no caput deste artigo com o fim de induzir criança a se exibir de forma pornográfica ou sexualmente explícita.

Art. 241-E. Para efeito dos crimes previstos nesta Lei, a expressão “cena de sexo explícito ou pornográfica” compreende qualquer situação que envolva criança ou adolescente em atividades sexuais explícitas, reais ou simuladas, ou exibição dos órgãos genitais de uma criança ou adolescente para fins primordialmente sexuais.”

Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 25 de novembro de 2008; 187º da Independência e 120º da República.


Lei contra a pedofilia é aprovada no Senado 

16/07/2015

Matéria segue agora para votação na câmara 

Aprovado na noite da ultima terça-feira, pelo Senado Federal, o projeto de lei (494/2008) que amplia as ações de repressão aos crimes sexuais praticados pela internet contra crianças e adolescentes. 

Provocada pela necessidade de dar segurança a armazenagem desses dados, dando acesso rápido as informações dos que cometem esse tipo de crime, a iniciativa de 2008, da CPI da Pedofilia, ordena a preservação dos dados dos usuários na rede e disciplina a transferência das informações aos órgãos de investigação policial. 

Pela proposta, os provedores de internet e as empresas de telecomunicação que operam em território nacional ficam obrigadas a armazenar os dados cadastrais dos usuários pelo período mínimo de três anos. Já os fornecedores de conteúdo e as operadoras de rede sociais devem manter arquivadas as informações por seis meses. 


A proposta estipulou também prazos para que os provedores respondam aos requerimentos de investigação, que podem ser de duas horas, se houver risco iminente à vida, ou de até três dias em casos menos graves. 



Esses casos ganham destaque no noticiário nacional e tem repercussão imediata pela dificuldade de apuração. Observa-se através dos indicadores oficiais um expressivo aumento nos casos de crimes ligados à pedofilia. 


Para especialistas esse destaque e repercussão, não significam necessariamente que os casos estejam ocorrendo em maior número. 

As recentes campanhas de esclarecimento têm obtido bons resultados em conscientizar a população da gravidade de tais delitos e da necessidade da apuração e do atendimento das vítimas. 

Atualmente, com a Lei 12.015, de 07 de agosto de 2009, foi dado um tratamento mais rigoroso aos agora chamados “Crimes contra a Dignidade Sexual”, com agravamento de penas e medidas processuais (sigilo e facilitação da iniciativa da ação penal), especialmente aos crimes cometidos contra menores de idade. 


Após a aprovação pelo Senado a matéria segue agora para análise na Câmara dos Deputados.


Dicas para evitar a pedofilia via Internet

Prevenção se da com o contato dos pais na navegação pela Web

A Internet amplia os horizontes de internautas de qualquer idade. Os pais ficam contentes por poder proporcionar aos filhos a enorme porta para o mundo que é a rede, mas a Web também traz perigos - como a pedofilia. O que os pais precisam saber é que eles podem, sim, ajudar suas crianças e prevenir o contato de seus filhos com alguém mal-intencionado. 

Os pais devem usar a tecnologia e o conhecimento, mas também a cumplicidade, a conversa e a confiança - afinal, a Internet pode até ser um mistério para eles, mas o filho certamente não é. Confira as dicas: 

Em primeiro lugar, aprenda mais sobre a Internet se você se sente pouco familiarizado. Peça para seu filho ensiná-lo a navegar. Navegue, veja como a rede funciona e o que ela proporciona às pessoas. 

Dedique tempo para navegar com seu filho. Divirta-se com ele pela rede, conheça os sites preferidos, os programas que ele usa e as atividades que faz enquanto está online. Quem sabe você mesmo conseguirá, com o tempo, propor sites e atividades interessantes para a criança na rede. 

Ensine seus filhos a fazerem um uso responsável dos recursos online. Afinal, há muito mais na rede do que salas de chat. Caso encontre algum material ofensivo, aproveite a oportunidade para explicar à criança os motivos de o material ser inapropriado e como ela deve proceder. 

Fale às crianças sobre a pedofilia, explique que há homens e mulheres mal-intencionados na Internet. Aproveite para passar a velha idéia do "não fale com estranhos", que pode ser muito bem aplicada à comunicação virtual: ensine a criança a não fornecer informações pessoais como nome, endereço e escola em que estuda em conversas pela Internet, a não enviar fotos para pessoas que conheceu pela Internet e a não receber dessas pessoas nenhum tipo de arquivo. 

Conheça os amigos que a criança faz no mundo virtual. Assim como podem surgir boas e duradouras amizades, também podem aparecer pessoas com más intenções. Explique a ela que as coisas vistas e lidas na Internet podem ser verdade, mas também podem não ser. 

Não permita que seus filhos marquem encontros com desconhecidos com quem travaram contato pela Internet sem o seu conhecimento. Se você permitir que o encontro seja marcado, que seja em um local público. E, claro, acompanhe seu filho. 

Evite colocar o computador no quarto dos seus filhos. Dê preferência à sala ou a algum outro cômodo da casa que proporcione a navegação à vista da família e a livre circulação no ambiente. Isso dificulta o acesso do pedófilo à criança. 

Converse e estabeleça regras e limites para o uso da Internet, adequadas à idade da criança. Fixe um horário ou tempo limite de acesso, converse sobre os sites e serviços que ela pode ou não pode usar e explique o motivo. Monitore o uso de salas de bate-papo e de comunicadores instantâneos. 

Use os recursos que seu provedor de acesso puser ao seu dispor para bloquear o acesso a todo e qualquer site ou conteúdo que considere inapropriado para o seu filho. Você também pode utilizar programas de filtragem de conteúdo que estão disponíveis na Internet. 

A comunicação é fundamental. Mais do que qualquer programa ou filtro, a conversa sincera entre pais e filhos ainda é a melhor arma para enfrentar os perigos da pedofilia - e muitos outros. 




Fonte: 
http://www.direitonet.com.br/artigos/exibir/1134/Pedofilia-pela-Internet-O-lado-negro-da-Web 
http://www.hojeemdia.com.br/m-blogs/direito-hoje-1.323680/lei-contra-a-pedofilia-%C3%A9-aprovada-no-senado-1.332541
http://www.universitario.com.br/noticias/n.php?i=6243

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

O QUE É A MARCA DA BESTA - 666?

 Marca da Besta

Thomas Ice
Dentre todos os tópicos da Bíblia, talvez a marca da besta seja o que mais tem suscitado especulações e argumentações ridículas e bombásticas. Cristãos e não-cristãos debatem o significado de seu valor numérico. Mas o que diz, realmente, o texto bíblico?

O Número 666: Marca Registrada da Tribulação?

A questão central da Tribulação é: Quem tem o direito de governar, Deus ou Satanás?Deus vai provar que é Ele quem tem esse direito. Pela primeira e única vez na história, as pessoas terão uma data limite para aceitarem o Evangelho. Por enquanto, todos podem aceitar ou rejeitar essa mensagem em diferentes momentos da vida; alguns o fazem na infância, outros no início da fase adulta, outros na meia-idade, e alguns até na velhice. Mas, quando vier a Tribulação, as pessoas terão que tomar essa decisão de forma imediata ou compulsória por causa da marca da besta, de modo que toda a humanidade será deliberadamente dividida em dois segmentos. O elemento polarizador será precisamente a marca da besta.
A Bíblia ensina que o líder da campanha em defesa da marca da besta será o falso profeta, que está ligado à falsa religião (Ap 13.11-18). Apocalipse 13.15 deixa claro que o ponto-chave em tudo isso é adorar "a imagem da besta". A marca da besta é simplesmente um meio de forçar as pessoas a declararem do lado de quem estão: do Anticristo ou de Jesus Cristo. Todos terão que escolher um dos lados. Será impossível manter uma posição neutra ou ficar indeciso com relação a esse assunto. A Escritura é muito clara ao afirmar que os que não aceitarem a marca serão mortos.
Toda a humanidade será forçada a escolher um dos lados: "...todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos" (Ap 13.16). O Dr. Robert Thomas comenta que essa construção retórica "abrange todas as pessoas, de todas as classes sociais, [...] ordenadas segundo sua condição financeira, [...] abrangendo todas as categorias culturais [...]. As três expressões são um recurso estilístico que traduz universalidade".[1] A Escritura é muito específica. O falso profeta vai exigir uma "marca" em sinal de lealdade e devoção à besta, e essa marca será "sobre a mão direita" – não a esquerda – "ou sobre a fronte" (Ap 13.16).
A palavra "marca" aparece em muitas passagens da Bíblia. Por exemplo, ela é usada várias vezes em Levítico, referindo-se a um sinal que torna o indivíduo cerimonialmente impuro, e está geralmente relacionada à lepra. É interessante notar que o modo como Ezequiel 9.4 usa a idéia de "marca" é semelhante ao de Apocalipse: "E lhe disse: Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e marca com um sinal a testa dos homens que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela". Nessa passagem, o sinal serve para preservação, assim como o sangue espalhado nas ombreiras das portas livrou os hebreus durante a passagem do anjo da morte, como relata o Livro do Êxodo. Em Ezequiel, a marca é colocada na fronte, semelhantemente à do Apocalipse. Todas as sete ocorrências da palavra "marca" ou "sinal" (gr. charagma) no Novo Testamento em grego, encontram-se no Livro do Apocalipse, e todas se referem à "marca da besta" (Ap 13.16,17; 14.9,11; 16.2; 19.20; 20.4). O Dr. Thomas explica o significado desse termo na Antigüidade:
A marca deve ser algum tipo de tatuagem ou estigma, semelhante às que recebiam os soldados, escravos e devotos dos templos na época de João. Na Ásia Menor, os seguidores das religiões pagãs tinham prazer em exibir essas tatuagens para mostrar que serviam a um determinado deus. No Egito, Ptolomeu IV Filopátor (221-203 a.C.) marcava com o desenho de uma folha de trevo os judeus que se submetiam ao cadastramento, simbolizando a servidão ao deus Dionísio (cf. 3 Macabeus 2.29). Esse significado lembra a antiga prática de usar marcas para tornar pública a fé religiosa do seu portador (cf. Isaías 44.5), e também a prática de marcar os escravos a fogo com o nome ou símbolo de seu proprietário (cf. Gl 6.17). O termo charagma ("marca") também era usado para designar as imagens ou nomes dos imperadores, cunhadas nas moedas romanas e, portanto, poderia muito bem aplicar-se ao emblema da besta colocado sobre as pessoas.[2]
Alguns se perguntam por que foi usado um termo tão específico para designar a marca do Anticristo. Essa marca parece ser uma paródia do plano de Deus, principalmente no que se refere aos 144.000 "selados" de Apocalipse 7. O selo de Deus sobre Suas testemunhas muito provavelmente é invisível e tem o propósito de protegê-las do Anticristo. Por outro lado, o Anticristo oferece proteção contra a ira de Deus – uma promessa que ele não tem condições de cumprir – e sua marca é visível e externa. Como os que receberem a marca da besta o farão voluntariamente, é de supor que as pessoas sentirão um certo orgulho de terem, em essência, a Satanás como seu dono. O Dr. Thomas afirma: "A marca será visível e identificará todos os que se sujeitarem à besta".[3]

Uma Identificação Traiçoeira

Além de servir como indicador visível da devoção ao Anticristo, a marca será a identificação obrigatória em qualquer transação comercial na última metade da Tribulação (Ap 13.17). Este sempre foi o sonho de todos os tiranos da história – exercer um controle tão absoluto sobre seus vassalos a ponto de decidir quem pode comprar e quem pode vender. O historiador Sir William Ramsay comenta que Domiciano, imperador romano no primeiro século, "levou a teoria da divindade Imperial ao extremo e encorajou ao máximo a ‘delação’; [...] de modo que, de uma forma ou de outra, cada habitante das províncias da Ásia precisava demonstrar sua lealdade de modo claro e visível, ou então era imediatamente denunciado e ficava impossibilitado de participar da vida social e de exercer seu ofício".[4] No futuro, o Anticristo aperfeiçoará esse sistema com o auxílio da moderna tecnologia.
Ao longo da história, muitos têm tentado marcar certos grupos de pessoas para o extermínio, mas sempre houve alguns que conseguiram achar um meio de escapar. Porém, à medida que a tecnologia avança, parece haver uma possibilidade cada vez maior de bloquear praticamente todas as saídas. Essa hipótese é reforçada pelo emprego da palavra grega dunétai – "possa" (Ap 13.17), que é usada para transmitir a idéia do que "pode" ou "não pode" ser feito. O Anticristo não permitirá que alguém compre ou venda se não tiver a marca, e o que possibilitará a implantação desta política será o fato da sociedade do futuro não usar mais o dinheiro vivo como meio de troca. O controle da economia, ao nível individual, através da marca, encaixa-se perfeitamente no que a Bíblia diz a respeito do controle do comércio global pelo Anticristo, delineado em Apocalipse 17 e 18.
A segunda metade de Apocalipse 13.17 descreve a marca como "o nome da besta ou o número do seu nome". Isso significa que "o número do nome da besta é absolutamente equivalente ao nome, [...]. Essa equivalência indica que, como nome, ele é escrito com letras; mas, como número, é o análogo do nome escrito com algarismos".[5] O nome do Anticristo será expresso numericamente como "666".

Calculando o Número

Nesse ponto da profecia (Ap 13.18), o apóstolo João interrompe momentaneamente a narrativa da visão profética e passa a ensinar a seus leitores a maneira correta de interpretar o que havia dito. Uma leitura do Apocalipse demonstra claramente que os maus não entenderão o significado, porque rejeitaram a Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Por outro lado, os demais que estiverem atravessando a Tribulação receberão sabedoria e entendimento para que possam discernir quem é o Anticristo e recusar a sua marca. A Bíblia deixa claro que aqueles que receberem a marca da besta não poderão ser salvos (Ap 14.9-11; 16.2; 19.20; 20.4) e passarão a eternidade no lago de fogo. O fato de João usar essa passagem crucial para transmitir sabedoria e entendimento aos crentes, com relação a um assunto de conseqüências eternas, mostra que Deus proverá o conhecimento necessário para que o Seu povo possa segui-lO fielmente.
Mas o que essa sabedoria e esse conhecimento permitem que os crentes façam? A passagem diz que podemos "calcular". Calcular o quê? Podemos calcular o número da besta.
O principal propósito de alertar os crentes sobre a marca é permitir que eles saibam que, quando em forma de número, o "nome" da besta será 666. Assim, os crentes que estiverem passando pela Tribulação, quando lhes for sugerido que recebam o número 666 na fronte ou na mão direita, deverão rejeitá-lo, mesmo que isso signifique a morte. Outra conclusão que podemos tirar é que qualquer marca ou dispositivo oferecido antes dessa época não é a marca da besta que deve ser evitada.
Portanto, não há motivo para os cristãos de hoje encararem o número 666 de forma supersticiosa. Se o nosso endereço, número de telefone ou código postal incluem esse número, não precisamos ter medo de que algum poder satânico ou místico nos atingirá. Por outro lado, temos que reconhecer que muitos ocultistas e satanistas são atraídos por esse número por sua conexão com a futura manifestação do mal. Porém, o número em si não tem poderes sobrenaturais. Quando um crente acredita nisso, já caiu na armadilha da superstição. A Bíblia ensina que não há nenhum motivo para atribuir poderes místicos ao número 666.

A Carroça na Frente dos Bois

Muitos têm tentado descobrir a identidade do Anticristo através de cálculos numéricos. Isso é pura perda de tempo. A lista telefônica está cheia de nomes que poderiam ser a solução do enigma, mas a sabedoria para "calcular" o nome não é para ser aplicada agora, pois isso seria colocar a carroça adiante dos bois. Esse conhecimento é para ser usado pelos crentes durante a Tribulação.
Em 2 Tessalonicenses 2, Paulo ensina que, durante a presente era da Igreja, o Anticristo está sendo detido. Ele será "revelado somente em ocasião própria" (v.6). Ao escolher a palavra "revelado", o Espírito Santo quis indicar que a identidade do Anticristo estará oculta até a hora de sua revelação, que ocorrerá em algum momento após o Arrebatamento da Igreja. Portanto, não é possível saber quem é o Anticristo antes da "ocasião própria". O Apocalipse deixa bem claro que os crentes saberão na hora certa quem é o Anticristo.
Como apontamos acima, o Apocalipse não deixa dúvida de que durante a Tribulação todos os crentes saberão que receber a marca da besta será o mesmo que rejeitar a Cristo. Durante a Tribulação, todos os cristãos terão plena consciência disso onde quer que estejam. Nenhuma das hipóteses levantadas no passado, ou que venham a ser propostas antes da Tribulação, merece crédito.
Apocalipse 13.17-18 diz claramente que o número 666 será a marca que as pessoas terão que usar na fronte ou na mão direita. Em toda a história, ninguém jamais propôs a utilização desse número em condições semelhantes às da Tribulação, de modo que todas as hipóteses já levantadas a respeito da identidade do Anticristo podem ser descartadas.
O mais importante nessa passagem é que podemos nos alegrar em saber que a identificação do futuro falso Cristo ainda não é possível, mas o será quando ele ascender ao trono. Com certeza, aquele a quem o número 666 se aplica é alguém que pertence a uma época posterior ao período em que João viveu, pois ele deixa claro que alguém iria reconhecer esse número. Se nem a geração de João nem a seguinte foi capaz de discerni-lo, isso significa que a geração que poderá identificar o Anticristo forçosamente estava (e ainda está) no futuro. No passado, houve várias figuras políticas que tipificaram características e ações desse futuro personagem, mas nenhum dos anticristos anteriores se encaixa perfeitamente no retrato e no contexto do Anticristo do final dos tempos.[6]

A Relação entre Tecnologia e a Marca da Besta

Muitos têm feito as mais variadas hipóteses sobre a marca da besta. Alguns dizem que ela será como o código de barras utilizado para identificação universal de produtos. Outros imaginam que seja um chip implantado sob a pele, ou uma marca invisível que possa ser lida por um scanner. Contudo, essas conjeturas não estão de acordo com o que a Bíblia diz.
A marca da besta – 666 – não é a tecnologia do dinheiro virtual nem um dispositivo de biometria. A Bíblia afirma de forma precisa que ela será:
  • a marca do Anticristo, identificada com sua pessoa
  • o número 666, não uma representação
  • uma marca, como uma tatuagem
  • visível a olho nu
  • sobre a pele, e não dentro da pele
  • facilmente reconhecível, e não duvidosa
  • recebida de forma voluntária; portanto, as pessoas não serão ludibriadas para recebê-la involuntariamente
  • usada após o Arrebatamento, e não antes
  • usada na segunda metade da Tribulação
  • necessária para comprar e vender
  • recebida universalmente por todos os não-cristãos, mas rejeitada pelos cristãos
  • uma demonstração de adoração e lealdade ao Anticristo
  • promovida pelo falso profeta
  • uma opção que selará o destino de todos os que a receberem, levando-os ao castigo eterno no lago de fogo.
Talvez na história ou na Bíblia nenhum outro número tenha atraído tanto a atenção de cristãos e não-cristãos quanto o "666". Até mesmo os que ignoram totalmente os planos de Deus para o futuro, conforme a revelação bíblica, sabem que esse número tem um significado importante. Escritores religiosos ou seculares, cineastas, artistas e críticos de arte fazem menção, exibem ou discorrem a respeito dele. Ele tem sido usado e abusado por evangélicos e por membros de todos os credos, tendo sido objeto de muita especulação inútil. Freqüentemente, pessoas que se dedicam com sinceridade ao estudo da profecia bíblica associam esse número à tecnologia disponível em sua época, com o intuito de demonstrar a relevância de sua interpretação. Mas, fazer isso é colocar "a carroça na frente dos bois", pois a profecia e a Bíblia não ganham credibilidade ou legitimidade em função da cultura ou da tecnologia.

Conclusão

O fato da sociedade do futuro não utilizar mais o dinheiro vivo será usado pelo Anticristo. Entretanto, seja qual for o meio de troca substituto, ele não será a marca do 666. A tecnologia disponível na época da ascensão do Anticristo será aplicada com propósitos malignos. Ela será empregada, juntamente com a marca, para controlar o comércio (como afirma Apocalipse 13.17). Sendo assim, é possível que se usem implantes de chips, tecnologias de escaneamento de imagens e biometria para implementar a sociedade amonetária do Anticristo, como um meio de implantar a política que impedirá qualquer pessoa de comprar ou vender se não tiver a marca da besta. O avanço da tecnologia é mais um dos aspectos que mostram que o cenário para a ascensão do Anticristo está sendo preparado. Maranata!
Fonte:http://www.chamada.com.br/mensagens/marca_da_besta.html