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terça-feira, 27 de outubro de 2015

A HISTÓRIA DO "DIA DE FINADOS"


No dia 02 de novembro, na maior parte dos países ocidentais, ocorre um dos mais importantes rituais religiosos da tradição cristã católica, isto é, o Dia de Finados. Essa data tem por objetivo principal relembrar a memória dos mortos, dos entes queridos que já se foram, bem como (para os católicos) rezar pela alma deles, haja vista que, de acordo com a doutrina da Igreja Católica, a alma da maioria dos mortos está no Purgatório passando por um processo de purificação. Por essa razão, a alma necessita de orações dos vivos para que intercedam a Deus pelo sofrimento que as aflige. Nesse contexto, o Dia de Finados era conhecido na Idade Média como “Dia de todas as Almas”, dia esse que sucedia o “Dia de todos os Santos” (comemorado no dia 1º de novembro).

Desde a época do cristianismo primitivo, que se desenvolveu sob as ruínas do Império Romano, que os cristãos rezavam por seus mortos, em especial pelos mártires, onde estes eram frequentemente enterrados: nas catacumbas subterrâneas da cidade de Roma. O costume de rezar pelos mortos foi sendo introduzido paulatinamente na liturgia (conjunto de rituais que são executados ao longo do ano) da Igreja Católica. O principal responsável pela instituição de uma data específica dedicada à alma dos mortos foi o monge beneditino Odilo (ou Odilon) de Cluny.
Odilo (962-1049) tornou-se abade de Cluny, em Borgonha, na França, uma das principais abadias construídas no mundo medieval e responsável por importantes reformas no clero no período da Baixa Idade Média. Em 02 de novembro de 998, Odilo instituiu aos membros de sua abadia e a todos aqueles que seguiam a Ordem Beneditina a obrigatoriedade de se rezar pelos mortos. A partir do século XII, essa data popularizou-se em todo o mundo cristão medieval como o Dia de Finados, e não apenas no meio clerical.

Apesar do processo de secularização e laicização que o mundo ocidental tem passado desde a entrada da Modernidade, o dia 02 de novembro ainda é identificado como sendo um dia específico para se meditar e rezar pelos mortos. Milhões de pessoas cumprem o ritual de ir até os cemitérios levar flores para depositar nas lápides em memória dos que se foram; outras levam também velas e cumprem os rituais mais tradicionais, como orações, cânticos etc.

Fonte: http://www.brasilescola.com/datas-comemorativas/dia-de-finados.htm

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

JESUS LITERALMENTE SUOU SANGUE?


Muitas pessoas perguntam se realmente Jesus chegou ao ponto de suar sangue?

Então vamos avaliar bem o que aconteceu! Em Lucas 22: 42; 44, fala que Jesus passou por momentos muito angustiantes em sua vida, passava por aflições e começou a Orar ao Pai, pedindo que tirasse o seu cálice, logo depois ele começou a suar gotas de sangue.

Agora vamos ver se é possível alguém realmente Suar Sangue!

Segundo a medicina esse Evento é chamado de Hematidrose ou Suar Sangue!

A Hematidrose é um fenômeno raríssimo apenas uma fraqueza física excepcional onde o corpo inteiro dói, acompanhada de um abatimento moral violento causada por uma profunda emoção, por um grande medo. Apenas um ato destes pode causar o rompimento das finíssimas veias capilares que estão sob as glândulas sudoríparas onde o suor anexa-se ao sangue formando a hematidrose.

A hematidrose pode ser, mas entendida com uma transpiração de sangue acompanhada de suor.

Hematidrose (hêmato+hidrose)

Delfina Cedeno causou sensação na República Dominicana, país onde mora, após a imprensa local noticiar que a jovem de 19 anos chora sangue. A condição, que já dura cinco anos, deixou a dominicana, moradora da pequena cidade de Verón, deprimida. Delfina chegou a tentar o suicídio.
Os médicos que cuidam da jovem acreditam ter descoberto o que faz Delfina chorar. Segundo eles, a dominicana tem o nível de adrenalina no sangue 20 vezes maior que as pessoas consideradas normais. Os ataques de ansiedade que ela sofre fazem a sua pressão arterial subir de uma maneira tal que faz o corpo "suar" sangue para manter o nível da pressão.
A condição incomum é conhecida como hematidrose. Fotos: Barcroft Media/Other Images

O “suar sangue”, ´é chamado de “hematidrose“. Essa reação é produzida diante de condições excepcionais: para provocá-lo é necessário uma fraqueza física, acompanhada de um abatimento moral violento causado por uma profunda emoção, por um grande medo (sabemos que Jesus Cristo realmente passou por um forte abatimento, não é?). A tensão extrema, com contrações musculares localizadas, produz um rompimento das finíssimas veias capilares que estão sob as glândulas sudoríparas; o sangue se mistura ao suor e se concentra sobre a pele, e então escorre por todo o corpo.

O fenômeno Hematidrose consiste em intenso vaso dilatação dos capilares subcutâneos que distendidos ao extremo rompem-se. O sangue se mistura com o suor e esta mistura acaba surgindo pela superfície do corpo.

Esta disfunção ocasiona uma extrema sensibilidade em todo o seu corpo, uma fragilidade que deixa toda a extensão do corpo com dores intensas.

Então como vemos Realmente aconteceu esse Fato na Vida de Cristo!

Fonte: http://estudos.gospelmais.com.br/jesus-suou-sangue.html
http://tabocasnoticias.blogspot.com.br/2013/12/medicos-descobrem-por-que-dominicana.html

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

GREGO DO NOVO TESTAMENTO "KOINÉ": HISTÓRIA E ALFABETO


O grego helenístico ou koiné (no grego moderno Ελληνιστική Κοινή, literalmente "koiné helenístico", ou Κοινή Ελληνική, "koiné grego", também conhecido como ἡ κοινὴ διάλεκτος, "o dialeto comum") é a forma popular do grego que emergiu na pós-Antiguidade clássica (longo período da História da Europa que se estende aproximadamente do século VIII a.C). Outros nomes associados são: alexandrino, patrístico, comum, bíblico ou grego do Novo Testamento.
Os nomes originais foram: koiné, helênico e macedônio (macedônico). Desenvolveu-se a partir do dialeto ático, falado na região da Ática (onde se encontra Atenas), embora tenha grande influência de elementos do jônico (um dialeto do grego antigo).

O koiné foi o primeiro dialeto comum supra-regional na Grécia, e chegou a servir como uma língua franca (é a língua que um grupo multilíngüe de pessoas intencionalmente adota ou desenvolve para que todos consigam sistematicamente comunicar-se uns com os outros) no Mediterrâneo Oriental e no Antigo Oriente próximo ao longo do período romano. Foi também a língua original do Novo Testamento da Bíblia e da Septuaginta (tradução grega das escrituras judaicas). O koiné é o principal ancestral do grego moderno.

O grego koiné surgiu como um dialeto comum nos exércitos de Alexandre o Grande. Foi sob a liderança da Macedônia que colonizaram o mundo conhecido, seu dialeto comum recém formado foi falado do Egito até as margens da Índia. Embora os elementos do grego koiné tenham tomado forma durante o período Clássico posterior, o período pós-clássico do grego da morte de Alexandre o Grande em 323 a.C., quando as culturas oscilaram sob o helenismo, começou a influenciar a língua. A passagem para o próximo período, conhecido como grego medieval, data da fundação de Constantinopla por Constantino I em 330 d.C.. O período pós-clássico do grego, portanto, refere-se à criação e evolução de todo o grego koiné e toda era helenística e romana da história até o início da Idade Média.

Alfabeto do Grego koiné

Ao aprender a escrever as consoantes e as vogais, desenhá-las dentro de um quadradinho dá uma idéia do tanto de espaço que ocupam. As instruções a seguir ajudarão os alunos principiantes a formar as letras de modo que se aproxima do tipo empregado nos textos do Novo Testamento. Os alunos, no entanto, devem seguir a orientação do professor, visto que diversas letras podem ser escritas de várias maneiras.
O alfabeto grego compõe-se de 24 letras maiúsculas e 24 letras minúsculas:

Maiúsculas
Minúsculas
Nome
Latina
Α
α
Alfa
A
Β
β
Beta
B
Γ
γ
Gama
G
Δ
δ
Delta
D
Ε
ε
Épsilon
É
Ζ
ζ
Dzeta
Z
Η
η
Eta
Ê
Θ
θ
Thêta
Th
Ι
ι
Iôta
I
Κ
κ
Kapa
K
Λ
λ
Lambda
L
Μ
μ
1
M
Ν
ν
1
N
Ξ
ξ
Csi
X, CS
Ο
ο
Ômicron
Ó
Π
π
Pi
P
Ρ
ρ
R
Σ
σ
Sigma
S

ς
Sigma “final”
S
Τ
τ
Tau
T
Υ
υ
Húpsilon1
Y,U
Φ
φ
Phi ou Fi
PH,F
Χ
χ
Chi ou Khi2
CH,KH
Ψ
ψ
Psi
OS
Ω
ω
Ômega
Ô



(1)  Pronuncia-se como u francês.
(2)  Pronuncia-se como CH alemão em BACH ou J espanhol da palavra HIJO, filho.
  

Referência Bibliográfica:


ALVES, Roberto. Gramática Grega do Novo Testamento – Artes Gráficas Kirios Ltda. 1999, Rio de Janeiro - RJ
https://pt.wikipedia.org/wiki/Koin%C3%A9

terça-feira, 20 de outubro de 2015

TEOLOGIA E FILOSOFIA: FÉ OU RAZÃO?


Embora não fique claro à primeira vista por que é necessário fazer essa distinção, esclarecer o papel apropriado da Filosofia e da Teologia – e quais suas diferenças – é algo que eu gostaria de comentar nesse post.

Basicamente, podemos dizer que a diferença principal entre fazer filosofia e fazer teologia são os seus “pontos de partida”. A Filosofia parte “apenas” do instrumentos da razão e das informações obtidas pelas nossas faculdades cognitivas (em um sentido mais restrito). Já a Teologia parte – sem excluir o uso dos instrumentos da filosofia, é claro – adicionando a Bíblia ou a revelação de alguns princípios cristãos (ou analogamente para as outras religiões).

Se, ao fazer um argumento, uma das premissas estiver derivada de uma revelação, então o argumento será teológico; se não estiver, então caímos no campo da filosofia.

Essa é uma das maneiras de demarcar as disciplinas. Como explica o professor Alvin Plantinga (embora eu não esteja certo que essa seja exatamente sua posição) em um artigo:

Filosofia é um assunto puramente racional. Isso não é meramente negar que ela seja irracional (uma negação que os familiarizados principalmente com a Filosofia Francesa contemporânea podem ser perdoados por ouvir com certo ceticismo); é, ao invés, é dizer que na filosofia uma pessoa permanece apenas na razão, não empregando nenhuma informação de fé. Na filosofia, você abstrai aquilo que conhece pela fé; se você utilizar alguma coisa que você conhece pela fé (por exemplo, algumas doutrinas específicas do Cristianismo) para responder um problema, o resultado não será filosofia, mas teologia.



Ou seja:

· (a) Argumentação baseada apenas do que é acessível diretamente pela razão (Filosofia);

· (b) Argumentação baseada nas premissas da Bíblia ou do Cristianismo (Teologia Bíblica/Cristã);

Observe que isso não quer dizer que a Teologia não seja racional ou ainda dizer que uma pessoa não possa racionalmente chegar a aceitar o Cristianismo. Essa distinção se refere apenas ao fato de que nenhuma pessoa que pensar duramente numa ilha vai conseguir concluir que “Aha! Deus foi crucificado em uma região árida do mundo para salvar dos nossos pecados! Agora tudo faz sentido!”.

Esse tipo de coisa, claramente, não é deduzível só por nosso conhecimento direto do mundo, ao contrário dos assuntos discutidos na filosofia (a princípio).

Mas qual é o importância, nem que seja aparente, de se fazer essa distinção?

Devemos lembrar que as percepções estão influenciadas, pelo menos de alguma forma, pelo ambiente cultural. E nesse contexto, dois pontos devem ser lembrados:

Primeiro, um caminho possível para alguém para chegar ao Cristianismo é a Filosofia. Discussões sobre a existência de Deus ou a justificativa para se aceitar o Cristianismo são assuntos debatidos filosoficamente. Essas discussões ajudam as pessoas a mudar de posição ou, ao menos, a deixar o neo-ateísmo e passar a respeitar os religiosos.


Se você usar argumentes teológicos nesse debate, estará errando o escopo e perdendo a chance de fazer a coisa certa (a não ser, é claro, que alguém esteja fazendo uma pergunta sobre a coerência interna da religião, onde o uso da Teologia está justificado). O risco do efeito contrário (descrédito) ser gerado é ainda maior.

Segundo, a Teologia é rejeitada a priori por alguns debatedores. E um dos motivos pelo qual as pessoas compram tal idéia é a IGNORÂNCIA quanto ao âmbito justificado da Teologia.

Sabendo o papel apropriado da Teologia, não há como criticá-la. Mas aquele que não sabe, corre o risco de ver a Teologia ridicularizada (pois obviamente discussões sobre “transubstanciação” ou coisa do tipo para um ateu ou um agnóstico podem soar ridículas, à primeira vista; [1]) e passar a dispensá-la. Depois, atribui-se todos os esforços de respostas de religiosos aos “teólogos” que: 

(a) serão visto como parte “interessada”, ao contrário do outro, que é objetivo (ou “cientista”); 

(b) malucos que passam o dia falando apenas de besteiras e invenções.

Para ilustrar meu ponto, observe, por exemplo, o tratamento de Dawkins dado aos teólogos:

“Suspeito que os dois astrônomos estavam, mais uma vez, recuando para ser polidos: os teólogos não têm nada de útil a dizer sobre mais nada; vamos jogar um bolinho para eles e deixá-los preocupados com uma ou duas perguntas a que ninguém consegue responder, e talvez jamais conseguirá. Ao contrário de meus amigos astrônomos, não acho nem que devamos jogar um bolinho para eles.”

Richard Dawkins depois chama Richard Swinburne de “teólogo”, sempre que os principais trabalho de Richard Swinburne são de filosofia.

Motivo para isso? Dado o comportamento geral de Dawkins, então podemos suspeitar que o termo “teólogo” foi usado como ARMA de ridicularização. O leitor já iria ler e pensar: “Ah, esses teólogos…”.

Dessa forma, o trabalho filosófico sofisticado de alguém como Richard Swinburne é tomado como nem digno de nota. O objetivo neo-ateísta é alcançado plenamente.

Injusto? É claro.

Previsível? Não podemos dizer que não.

Se a demarcação do campo dessas disciplinas estiver bem realizada, então os efeitos podem ser mitigados. A compreensão correta ajuda na apologética – seja na positiva (argumentação a favor), seja na negativa (demonstração de que as críticas são infundadas). Então tenha isso em mente para evitarmos confusões.

Notas:
1. Deixo claro que eu não estou dizendo que são, de fato, ridículas; só estou tentando imaginar o que passa na cabeça de uma pessoa com um "framework" diferente (Um framework provê uma solução para uma família de problemas semelhantes).

Fonte: http://logosapologetica.com/a-diferenca-entre-filosofia-e-teologia/