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sexta-feira, 7 de outubro de 2016

ARQUEÓLOGOS ENCONTRAM CEMITÉRIO FILISTEU EM ISRAEL


A descoberta de um cemitério filisteu por uma equipe de arqueólogos liderada por pesquisadores israelenses é mais um capítulo da história da arqueologia moderna a referendar as narrativas bíblicas.

No último domingo, 10 de julho, os pesquisadores anunciaram que encontraram, em 2013, um cemitério filisteu. Essa descoberta seria a primeira da história relacionada aos sepulcros do povo inimigo de Israel, e poderá trazer luz sobre dúvidas a respeito de sua origem.

De acordo com informações da BBC, o anúncio da descoberta marcou o fim da escavação feita pela Expedição Leon Levy, que durou 30 anos na região do Parque Nacional de Ashkelon, no sul de Israel.

Os pesquisadores alegam ter encontrado 145 conjuntos de restos mortais em várias câmaras fúnebres, algumas delas cercadas por perfume, comida, joias e armas. Até onde se sabe, as ossadas são datadas dos séculos 11 a.C. e 8 a.C.

SEGREDO

A decisão de manter a descoberta em segredo por três anos foi tomada para permitir que as escavações fossem concluídas, pois o anúncio poderia atrair ativistas judeus ultraortodoxos, que se opunham ao projeto, acusando os arqueólogos de perturbar locais de sepultamento.

“Nós tivemos que segurar as nossas línguas por um longo tempo”, afirmou Daniel M. Master, um dos responsáveis pela pesquisa.

De acordo com especialistas que estudaram o período, não há consenso sobre a origem geográfica dos filisteus, um povo considerado migrante. Grécia, sua ilha Creta, Chipre e Anatólia, na Turquia, são apontados como possíveis locais de surgimento dessa estirpe.

“A equipe da expedição está agora fazendo exames de DNA, de datação por radiocarbono e outros testes nos restos mortais em uma tentativa de apontar sua ascendência. A maioria dos corpos não foi enterrada com itens pessoais, afirmam os pesquisadores, mas perto de alguns havia utensílios onde eram guardados perfumes, jarras e pequenas tigelas. Poucos indivíduos foram sepultados com pulseiras e brincos. Outros, com armas”, diz o texto da matéria da emissora britânica.

O arqueólogo Adam Aja, um dos integrantes da equipe de escavação, resumiu a descoberta: “É assim que filisteus tratavam seus mortos, e esse é o ‘livro de códigos’ para decifrar tudo”.

O filisteu mais famoso de que se tem notícia é Golias, o gigante guerreiro que tombou com um tiro de funda disparado pelo jovem pastor de ovelhas Davi, que o decapitou.

Fonte e Crédito: 
http://www.arqueologiadabiblia.com/2016/08/arqueologos-encontram-cemiterio.html

domingo, 25 de setembro de 2016

PASTORA PREVÊ O FIM DO MUNDO PARA 2017



Fazia tempo que ninguém falava em fim do mundo, não é mesmo? Mas quando o fim do ano vai se aproximando, os caóticos de plantão parecem começar a se animar. E tudo vira motivo para a chegada do apocalipse.

Bem, novamente o centro das atenções do eventual fim do mundo é a religião. Uma pastora dos Estados Unidos usou um texto bem conhecido para falar sobre o apocalipse. Ela diz que, segundo a Bíblia, o mundo acabará em 2017.

Pois é, segundo Donna Larson nós temos mais alguns meses para aproveitar a Terra antes que “a fúria divina” nos destrua de vez. Ela diz que, mesmo que ninguém tenha percebido, o livro sagrado dá a data certinha do fim e, infelizmente para nós, ela está chegando — detector de sarcasmo ativado.

Donna Larson
Donna Larson | Reprodução/GoFundMe

A teoria de Donna é bem simples: a Bíblia diz que o homem vai governar a Terra por 6 mil anos. 

"A pastora fez as contas e viu que Adão, o primeiro homem criado, teria nascido 3983 anos antes de Cristo. Se fizermos uma subtração rápida, 6000 menos 3983 é igual a… 2017, isso mesmo."

Se você não está acreditando na história de Donna, parabéns então ela tem mais um argumento para tentar te convencer. A pastora cita os 70 anos da fundação de Israel e 50 anos da unificação de Jerusalém para corroborar a sua teoria apocalíptica.

“Todos esses números têm um significado forte na Bíblia: 50 é o número da unificação entre a Páscoa Judaica e o Pentecostes, 70 é o número da execução, segundo o livro de Daniel, no capítulo 9”, explica a pastora.

Mas pode ficar tranquilo por aí; mesmo que venha a acontecer no ano que vem, o fim do mundo teria 365 dias para dar as caras. Os crentes nessa teoria dizem que poderá vir no eclipse solar de 21 de agosto. Outros, mais otimistas, falam em 23 de setembro do ano que vem. Ou seja, teríamos mais uma entrada de primavera para comemorar.

Até que surjam novas teorias…

Fontes e créditos:
https://br.noticias.yahoo.com/prepare-se-para-o-pior-o-mundo-acaba-em-2017-diz-183804838.html
http://blogs.oglobo.globo.com/pagenotfound/post/pastora-biblia-aponta-que-o-fim-do-mundo-vai-acontecer-em-2017.html

sábado, 30 de julho de 2016

OLIMPÍADAS 2016 RIO DE JANEIRO


Sobre as Olimpíadas 2016 do Rio de Janeiro com explicações de interesse geral acerca da organização, dos locais e sobre datas onde serão realizadas as espetaculares competições.
Olimpiadas 2016 no Rio de Janeiro | Cidade e logotiposO Rio de Janeiro será cidade sede dos Jogos Olimpicos de 2016 ou 36ª Olímpiada. A decisão foi anúnciada em 2 de outubro de 2009, em Copenhague, na Dinamarca. A cidade sediará também os Jogos de 2016.
Estes Jogos também são chamados de Jogos Olímpicos de Verão, já que existe também os Jogos de Inverno, também realizados de quatro em quatro anos.
Como os Jogos estão sendo organizados?
Para a realização de um grande evento como as Olímpiadas é necessário muito preparação, propiciando uma infraestrutura para a realização dos Jogos. Portanto é um projeto de extrema grandeza.
Para tal foi criado o Comitê Rio 2016, cujo intuito é organizar os primeiro Jogos Olímpicos do Brasil e da América do Sul. A organização não tem fins lucrativos.
Mais de 140 mil pessoas estarão tomando parte diretamente na organização deste evento, sendo 7 mil integrantes do Comitê Organizador, 65 mil pessoas contratadas e mais 70 mil voluntários.
Qual a data de abertura e encerramento?
Os Jogos Olímpicos serão abertas no 5 de Agosto de 2016 e encerrados no dia 21 de Agosto do mesmo ano. As Paralimpíadas serão abertas em 7 de Setembro e finalizadas em 18 de Setembro do mesmo ano.
Onde será a cerimônia de abertura e encerramento?
A grande cerimônia de abertura ocorrerá no Estádio do Maracanã assim como a cerimônia de encerramento.
Quantos países e quanto atletas participarão dos Jogos de 2016 no Rio?
Cerca de 200 nações de todas as partes e continentes do mundo enviarão atletas para a competição em suas diversas modalidades.
Estima-se que mais de 10.500 atletas tomarão parte e milhares de profissionais de imprensa, das áreas de apoio, fãns de esportes e turistas de todos as partes da terra virão ao Rio para o grande evento.
Quantas serão as modalidades esportivas? Haverá novidades?
Segundo dados do comitê organizador, serão 28 esportes olímpicos, todos os tradicionais e duas a mais com relação aos últimos Jogos Olímpicos de 2012 realizada em Londres. As novidades são o Rugby Sevens e o Golfe que farão sua estreia olímpica no Rio.
Onde serão realizadas as competições | Locais dos Jogos
As competições serão realizados em 4 áreas da cidade estratégicamente estudadas para receber as diversas modalidades esportivas. Nestas regiões ou zonas olímpicas serão utilizadas instalações desportivas já existentes ou contruídas para o evento. Algumas das novas instalações podem ser de caracter temporário ou de vida efêmera, montadas somente para o evento e depois desmontadas, ou para serem usadas após o evento e formentando a prática desportiva e surgimento de novos atletas.
A maior concentração de jogos e competições ocorrerá na Barra da Tijuca onde será construído o Parque Olímpico. Veja abaixo a divisão dos jogos por zonas.
As 4 regiões ou zonas olimpicas
  • Região Jogos da BARRA (Zona Oeste abrangendo Barra da Tijuca, área do Rio Centro e novo Parque Olímpico do Rio)
  • Região Jogos de DEODORO (Zona Norte)
  • Região Jogos do MARACANà(Zona Norte e Centro inclui Estádio Maracanã, Maracanãzinho, Parque Aquático e Sambódromo)
  • Região Jogos de COPACABANA (Zona Sul inclui Copacabana, Marina da Glória e Parque do Flamengo)
Mapa dos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de JaneiroAlgumas destas áreas ou zonas de jogos olímpicos abragem mais de um bairro, como exemplo a área Copacabana e Maracanã. Para mais detalhes de cada área, clique sobre as mesmas para ver uma descrição mais detalhada.
A maioria dos eventos será realizada na zona oeste da cidade, na região da Barra da Tijuca. Os locais marcados com PO estão na área do Parque Olímpico do Rio, uma ampliação do Complexo Esportivo Cidade dos Esportes.
O que é e como é o Mapa Olímpico
O Mapa Olímpico é uma representação gráfica e visual dos locais onde haverá competições na cidade, dividida em zonas ou regiões olímpicas. Através deste mapa podemos ver onde cada tipo de esporte e modalidade de competição vai acontecer em seus devidos locais e instalações.
O que é o Parque Olímpico?
Parque Olímpico do Rio de Janeiro para 2016O Parque Olímpico do Rio de Janeiro é será um dos maiores destaques e foco das atenções das Olimpiadas 2016 no setor ou região olímpica Barra. Se trata de um enorme complexo desportivo constituído por inúmeras edificações erguidas no terreno do antigo autódromo de Jacarepaguá, cujo nome oficial era Autódromo Nelson Piquet.
No local já existem construções da "Cidade dos Esportes" que foi construída para os jogos Pan-Americanos de 2007.
Vão ocorrer jogos fora do Rio de Janeiro?
Sim, as competições de futebol vão também tomar lugar em Salvador (Estádio Fonte Nova), Brasília (Estádio Mané Garrincha), Belo Horizonte (Estádio Mineirão) e São Paulo, inicialmente previsto para o Estádio do Morumbi, mas é provável que seja utilizado o novíssimo Arena Corinthians, que foi construído em tempo para ser palco de abertura da Copa do Mundo de 2014.
Referencias e fontes de consulta:
Informações gerais sobre as Olimpiadas 2016 e visita a alguns locais da cidade onde serão realizados os jogos.
Informações e materiais divulgados pelo Comitê Organizador Rio 2016
Comitê Olímpico Internacional | Comitê Olímpico Brasileiro

Fonte e direitos :
http://www.riodejaneiroaqui.com/olimpiadas2016/olimpiadas2016.html

terça-feira, 21 de junho de 2016

A ALEGORIA DA CAVERNA DE PLATÃO


O mito ou “Alegoria” da caverna é uma das passagens mais clássicas da história da Filosofia, sendo parte constituinte do livro VI de “A República” onde Platão discute sobre teoria do conhecimento, linguagem e educação na formação do Estado ideal.


A narrativa expressa dramaticamente a imagem de prisioneiros que desde o nascimento são acorrentados no interior de uma caverna de modo que olhem somente para uma parede iluminada por uma fogueira. Essa, ilumina um palco onde estátuas dos seres como homem, planta, animais etc. são manipuladas, como que representando o cotidiano desses seres. No entanto, as sombras das estátuas são projetadas na parede, sendo a única imagem que aqueles prisioneiros conseguem enxergar. Com o correr do tempo, os homens dão nomes a essas sombras (tal como nós damos às coisas) e também à regularidade de aparições destas. Os prisioneiros fazem, inclusive, torneios para se gabarem, se vangloriarem a quem acertar as corretas denominações e regularidades.

Imaginemos agora que um destes prisioneiros é forçado a sair das amarras e vasculhar o interior da caverna. Ele veria que o que permitia a visão era a fogueira e que na verdade, os seres reais eram as estátuas e não as sombras. Perceberia que passou a vida inteira julgando apenas sombras e ilusões, desconhecendo a verdade, isto é, estando afastado da verdadeira realidade. Mas imaginemos ainda que esse mesmo prisioneiro fosse arrastado para fora da caverna. Ao sair, a luz do sol ofuscaria sua visão imediatamente e só depois de muito habituar-se com a nova realidade, poderia voltar a enxergar as maravilhas dos seres fora da caverna. Não demoraria a perceber que aqueles seres tinham mais qualidades do que as sombras e as estátuas, sendo, portanto, mais reais. Significa dizer que ele poderia contemplar a verdadeira realidade, os seres como são em si mesmos. Não teria dificuldades em perceber que o Sol é a fonte da luz que o faz ver o real, bem como é desta fonte que provém toda existência (os ciclos de nascimento, do tempo, o calor que aquece etc.).

Maravilhado com esse novo mundo e com o conhecimento que então passara a ter da realidade, esse ex-prisioneiro lembrar-se-ia de seus antigos amigos no interior da caverna e da vida que lá levavam. Imediatamente, sentiria pena deles, da escuridão em que estavam envoltos e desceria à caverna para lhes contar o novo mundo que descobriu. No entanto, como os ainda prisioneiros não conseguem vislumbrar senão a realidade que presenciam, vão debochar do seu colega liberto, dizendo-lhe que está louco e que se não parasse com suas maluquices acabariam por matá-lo.

Este modo de contar as coisas tem o seu significado: os prisioneiros somos nós que, segundo nossas tradições diferentes, hábitos diferentes, culturas diferentes, estamos acostumados com as noções sem que delas reflitamos para fazer juízos corretos, mas apenas acreditamos e usamos como nos foi transmitido. A caverna é o mundo ao nosso redor, físico, sensível em que as imagens prevalecem sobre os conceitos, formando em nós opiniões por vezes errôneas e equivocadas, (pré-conceitos, pré-juízos). Quando começamos a descobrir a verdade, temos dificuldade para entender e apanhar o real (ofuscamento da visão ao sair da caverna) e para isso, precisamos nos esforçar, estudar, aprender, querer saber. O mundo fora da caverna representa o mundo real, que para Platão é o mundo inteligível por possuir Formas ou Ideias que guardam consigo uma identidade indestrutível e imóvel, garantindo o conhecimento dos seres sensíveis. O inteligível é o reino das matemáticas que são o modo como apreendemos o mundo e construímos o saber humano. A descida é a vontade ou a obrigação moral que o homem esclarecido tem de ajudar os seus semelhantes a saírem do mundo da ignorância e do mal para construírem um mundo (Estado) mais justo, com sabedoria. O Sol representa a Ideia suprema de Bem, ente supremo que governa o inteligível, permite ao homem conhecer e de onde deriva toda a realidade (o cristianismo o confundiu com Deus).

Portanto, a alegoria da caverna é um modo de contar imageticamente o que conceitualmente os homens teriam dificuldade para entenderem, já que, pela própria narrativa, o sábio nem sempre se faz ouvir pela maioria ignorante.

Por João Francisco P. Cabral
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia - UFU
Mestrando em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP

Fonte: http://brasilescola.uol.com.br/filosofia/mito-caverna-platao.htm

sexta-feira, 17 de junho de 2016

ENCONTRADO RESTOS DE ROUPAS DA ÉPOCA DO REINADO EM ISRAEL

Descoberta do Reino de Israel de aproximadamente 3.000 anos atrás: 

Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv descobriram restos da pradaria de vestuário do início do reino de Israel, 10º século aC. 

Uma equipe de arqueólogos da Universidade de Tel Aviv, dirigida pelo Dr. Erez Ben-Yosef, encontraram dezenas de restos têxtil do reinado de David. Tecelagens encontradas a primeira luz datam do reino unido de Israel. "A secura de Timna é mais extrema do que qualquer outro lugar e conservou os artefatos orgânicos. Este é o nosso quarto ano de escavações em Timna e para nossa surpresa, fomos capazes de encontrar pedaços de matéria têxtil do século 10 aC", foram encontrados sacos e roupas de luxo que para nós foi uma bela e gentil surpresa. 

Escavações da Tel Aviv University, minas de cobre em Timna (Foto: Clara Amit IAA) 

Segundo a tradição, as minas de cobre de Timna eram operadas por responsáveis ​​dos governantes de Jerusalém após as conquistas do rei Davi. "É notável a importância do cobre no Levante do século 10 aC", diz o Dr. Ben-Yosef. Junto com as armas e ferramentas agrícolas de cobre produzida. Isto é semelhante ao óleo de hoje. As evidências arqueológicas são suficientes para estabelecer que as pessoas que viviam e trabalhavam nas minas não eram apenas simples escravos, como assumido anteriormente, mas uma elite que incluía peritos de metalurgia, funcionários do governo e comandantes militares.
Anteriormente pensava-se que aquele momento era uma simples sociedade nômade. Hoje, vemos mais e mais a sociedade hierárquica e estratificadas provas de acordo com os textos bíblicos e extra-bíblicos ". 

Lã de alta qualidade pintada, exposta Timna (Foto: Clara Amit IAA) 

Os tecido encontrados no local são de três tipos de fios: lã de ovelha, pelos de cabra e de linho. 

Linho, provavelmente trazidos de longe, e dos ovinos e caprinos que não eram do lugar, de modo que todos os materiais eram de grandes distâncias, como outros achados orgânicos encontrados no passado, tais como ossos de peixes. Além de peças de roupa, no sitio foram encontrados outros tecidos como sacos e selas. "Nós encontramos duas qualidades de tecidos", diz a estudante de mestrado Vanessa Workman. "O tecido tingido e o tecido de lã tingida, incluindo listras decorativas finas". 

Corda feita a partir de fibras de palmeira, Timna (Foto: Clara Amit IAA) 


Corda de pelo de Cabra Timna (Foto: Clara Amit IAA) 

Dr. Naama Sukenik, realizou testes e descobriu que este é o primeiro exemplo de tingimento com plantas em Israel.

As peças raras de tecidos adicionaram uma coleção única de artefatos orgânicos bem preservados descobertos recentemente em Timna por ben Yosef e sua delegação. Esta coleção inclui peças de couro processado, corda, tecidos e sementes de cereais e frutas de sete espécies, e de outras espécies. "A preservação de matéria orgânica em Timna é uma janela em um todo, que até agora foi completamente desprovido de lugares bíblicos. A descoberta permite direções de pesquisas tais como o estudo de DNA antigo."

Fonte:http://www.ynet.co.il/articles/0,7340,L-4770307,00.html

quarta-feira, 15 de junho de 2016

ESTUDANTE ISRAELENSE LOCALIZA ESTATUETA ANTIGA


Um menino de sete anos de idade, de Beit She'an no norte de Israel, descobriu uma pequena estatueta antiga durante uma viagem de família, nas proximidades das escavações arqueológicas de Tel Rehov.

A estatueta feminina de argila foi datado do período cananeu, aproximadamente entre o século 15 a 13 aC.

O Prof. Amichai Mazar, da Universidade Hebraica sugeriu que a estatueta está ligada à deusa cananéia da fertilidade Astarte, que é mencionada na Bíblia.

Astarte ou Astarote (em grego: Ἀστάρτη , Astarte ) é a forma 
helenizada da deusa Ishtar no Oriente Médio.

A família do menino imediatamente relatou sua descoberta para a Autoridade de Antiguidades, que por sua vez enviou um funcionário para a escola do menino para explicar aos alunos a importância de tais achados, a fim de compreender a história do país.

Na verdade, o professor do menino tinha recentemente ensinado sobre a antiga idolatria na terra, então o momento da descoberta e da visita da Autoridade de Antiguidades não poderia ter sido melhor.

Fonte:http://www.israeltoday.co.il/NewsItem/tabid/178/nid/28436/Default.aspx?topic=article_title

sexta-feira, 10 de junho de 2016

JOGOS OLÍMPICOS NA ANTIGÜIDADE


Por Anna Adami

Na época da Grécia Antiga os Jogos Olímpicos eram grandes festividades, de cunho religioso e esportivo, que aconteciam de quatro em quatro anos, no famoso Santuário de Olímpia, cidade conhecida pela estátua de Zeus, erguida em sua homenagem entre 456 e 468 a.C. A primeira edição do festival se deu em 776 a.C.


Santuário de Olímpia

Os Jogos Olímpicos da Antiguidade eram organizados por Élide e realizados na região de Peloponeso, para participar do festival, se fazia necessário pertencer a classes favorecidas da sociedade, além de ter praticado esporte desde criança. Poderiam participar pessoas de colônias das costas do Mar Negro e Mediterrâneo. Não poderiam participar os bárbaros, mulheres e escravos. Os vencedores eram homenageados em suas respectivas cidades, com a construção de estátuas e benefícios como alimentos gratuitos.


As provas praticadas eram as Corridas Pedestres, divididas em quatro modalidades: 

Hoplitódromo (corrida com armas)


 Estádio


Diaulós (denominado duplos estádio)



Dolichos 

A de maior destaque e prestígio era a Estádio, pois quando vencida, o nome do atleta seria dado aos jogos. A prova se dava com uma corrida de 192 metros. O Dolichos, com uma distância maior, entre 7 a 24 estádios. A modalidade Diaulós se referia a corrida de 384 metros e os atletas carregavam seus capacetes e escudos. Para evitar que alguém saísse prejudicado, os escudos se mantinham guardados no Templo de Zeus, desta maneira não poderiam ser trocados por escudos de menor peso.

Templo de Zeus

Outra prova realizada era a Corrida Eqüestre, que incluía cavalo de sela e carroças. A prova de carroça consistia em completar doze voltas no hipódromo, já a de cavalo, apenas uma volta no hipódromo. Algo curioso na premiação desta modalidade é que, os atletas que guiavam os cavalos não eram os premiados, mas sim os proprietários dos cavalos os quais recebiam as coroas.


Além destas, haviam também, Luta, Pugilato e Pancrácio. A modalidade Luta é oriunda do Próximo Oriente e foi adaptada pelos Gregos, com o nome de Luta Grega. Nesta o atleta deveria fazer o adversário cair três vezes, para vencer a luta. Antes do início, havia o ritual de untar o corpo com azeite e passa-lo na terra, para que a pele não ficasse escorregadia. 

A modalidade do Pugilato somente podia utilizar os punhos, por isso os atletas colocavam tiras de couro entre os dedos. O vencedor se consagrava quando o concorrente ficava inconsciente ou desistia. O Pancrácio combinava pugilato e luta. Prova com um nível de violência maior que as demais, os atletas poderiam até morrer. Esta modalidade permitia todos os golpes, com exceção de mordidas, dedos na região dos olhos e órgãos genitais. Para ser vencedor o atleta deveria deixar o oponente exaurido e sem condições de continuar a lutar.


A modalidade de Pentatlo também era competida pelos atletas, composto por cinco categorias: Lançamento de Disco, Salto em Altura, Lançamento de Dardo, Corrida de Estádio e Luta. A primeira categoria, o atleta lançava pesos de 2,5 quilos de pedra ou ferro; quem lançasse mais longe, ganhava. O dardo era de madeira e deveria ser lançado em uma circunferência que o aderia, quanto mais próximo ao centro, maior a pontuação. No Salto em Altura o atleta utilizava dois halteres os quais impulsionavam o corpo até certa altura. Para vencer o Pentatlo, o atleta que vencesse as três primeiras provas, se sagrava campeão.


Fontes:
http://www.infoescola.com/esportes/jogos-olimpicos-da-antiguidade/
http://esportes.terra.com.br/atenas2004/interna/0,,OI353091-EI4066,00.html
http://www.saudeesportiva.com.br/jogos-olimpicos.php

sexta-feira, 22 de abril de 2016

PORQUE ALGUMAS IGREJAS NÃO CONSAGRAM MAIS PRESBÍTEROS?


Certo pastor, ao assumir a presidência de um grande ministério da Assembleia de Deus do Estado do Rio de Janeiro, afirmou que não consagrará mais "presbíteros" como auxiliares do ministério principal da igreja. Segundo ele, esse título só pode ser atribuído aos supervisores que estão acima dos pastores, e não a obreiros locais.

É claro que títulos eclesiásticos variam de acordo com as denominações, pois não se deve confundir título com ministério. Não é o título que faz a pessoa. É a pessoa que faz o título. Este é recebido neste mundo; o ministério e o dom vêm do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação (Tg 1.17).

Entretanto, diante do mencionado rompimento de paradigmas, por parte do aludido pastor assembleiano, pergunto:

Quer dizer, então, que o que temos aprendido, ao longo dos anos, com homens de Deus, como Samuel Nyström, Nels Nelson, João de Oliveira, Eurico Bergstén, João Pereira de Andrade e Silva, Estevam Ângelo de Souza, Alcebíades Vasconcelos, José Pimentel de Carvalho, Antonio Gilberto, Cícero Canuto de Lima, Anselmo Silvestre, N. Lawrence Olson, Orlando Boyer, José Wellington Bezerra da Costa, Valdir Nunes Bícego e tantos outros pastores e mestres, está tudo errado?

Nas igrejas neotestamentárias, há pelo menos quatro escalões de trabalho: 

(1) o ministério principal, formado por apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e ensinadores; 

(2) o presbitério: ministério auxiliar local; 

(3) o diaconato: trabalho auxiliar material, que envolve os diáconos reconhecidos (consagrados) pela igreja e os que fazem o trabalho como cooperadores; e 

(4) os outros trabalhos auxiliares: professores, líderes de louvor, círculo de oração, comissões, etc.

De acordo com 1 Coríntios 12.28, há uma hierarquização dos dons e ministérios do Espírito, a qual é feita por Deus, que realiza todas as coisas com ordem (cf. 1 Co 14.26,40; 15.23; 1 Ts 4.16,17; 5.23; Cl 2.5). Essa hierarquização existe, não para que o portador de certo dom ou ministério se considere superior aos outros, e sim para que haja ordem na obra do Senhor.

Primeiro, Deus pôs na igreja apóstolos. Isso é uma alusão a um ministério, e não a título. Hoje, muitos se autoproclamam apóstolos. Mas os verdadeiros apóstolos são homens de Deus, enviados por Ele, com grande autoridade, e não com autoritarismo. Formam a liderança maior da igreja, independentemente dos títulos usados pelas igrejas locais (pastores-presidentes, bispos, pastores, presbíteros, etc.). Em segundo lugar, o Senhor pôs na igreja profetas, isto é, pregadores (pregadores, mesmo!) da Palavra de Deus, portadores de mensagens proféticas. Em terceiro, doutores (At 13.1), ensinadores chamados por Deus que atuam juntamente com os apóstolos e profetas.

Há casos, como o de Paulo, em que três ou dois dos ministérios mencionados (apóstolo, profeta e doutor) se intercambiam (1 Tm 2.7). Os ministérios de pastor e evangelista (Ef 4.11) certamente em alguns casos se combinam; e ambos fazem parte dos três primeiros itens mencionados na lista de 1 Coríntios 12.28, posto que são títulos relacionados com a liderança maior da igreja. Depois desses três ministérios, mencionam-se milagres, dons de curar,socorros, governos (líderes de grupos menores diversos), variedades de línguas, etc. Observe que o ministério da Palavra tem mais prioridade para Deus do que os dons ligados a milagres e curas!

Na hierarquização feita por Deus, os presbíteros estariam depois do ministério principal (apóstolos, pregadores [profetas e evangelistas] e mestres). 

Mas é bom lembrar que o termo “presbítero” é empregado no Novo Testamento com dois sentidos: o de supervisor geral (2 Jo v.1; 3 Jo v.1; 1 Pe 5.1, gr. sumpresbuteros); e o de obreiro auxiliar, local (1 Tm 3.2; Tt 1.5,7; At 14.23). E é aqui que muitos fazem confusão, como o pastor-presidente mencionado no início.

O sentido original de “presbítero” é “idoso”, “ancião” (At 2.17; Hb 11.2; 1 Tm 5.2). Mas o termo presbuteroi, associado a episkopoi, diz respeito ao obreiro maduro, preparado, não necessariamente idoso. Os termos originais citados são intercambiáveis e indicam a natureza do trabalho (At 20.17,28) e a maturidade espiritual para se exercer a obra do presbitério. Não confunda, pois, “anciãos” (gr. presbuteros) com “anciãos” (gr. gerousia). Este denota “conselho de anciãos, homens idosos”, e aquele se refere a obreiros auxiliares maduros, preparados, independentemente de suas idades.

Para a função de presbítero, como obreiro auxiliar, há três títulos sinônimos, no Novo Testamento, os quais não representam diferença, quer no cargo, quer na responsabilidade: “presbítero” (Tt 1.5), “ancião” (At 11.30; 15.2-6; 20.17) e “bispo” (At 20.28). Os presbíteros, bispos ou anciãos formam um corpo de auxiliares imediatos do líder maior da igreja, os quais cooperam com o ministério principal ativamente no apascentamento do rebanho (1 Tm 4.14; At 20.28; 1 Pe 5.2; Jo 21.15-17). Em Atos, eles são mencionados junto com os apóstolos (At 15.2-6,22), o que denota a subordinação deles ao ministério principal da igreja.

Apenas a título de ilustração, Pedro era um dos apóstolos; fazia parte do ministério principal da igreja e estava acima, hierarquicamente, dos anciãos (presbíteros) e dos irmãos, como lemos em Atos 15.23. Mas o mesmo apóstolo, em 1 Pedro 5.1,2, assevera: “Rogo, pois, aos presbíteros, que há entre vós, eu, presbítero como eles [...] Pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós”. Vemos, aqui, claramente as duas modalidades de presbítero: o supervisor (gr. sumpresbuteros, a exemplo de Pedro) e os auxiliares do ministério principal (gr. presbuteros).

Portanto, tomemos cuidado com os obreiros que querem “reinventar a roda”. Afirmar que a Assembleia de Deus não pode mais consagrar presbíteros como obreiros auxiliares dos pastores, alegando ser isso um erro que os patriarcas cometeram, é falta de respeito e de conhecimento bíblico. 

“Assim, pois, irmãos, permanecei firmes e guardai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa” (2 Ts 2.15).

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi


Fonte: http://cirozibordi.blogspot.com.br/2010/04/assembleia-de-deus-nao-deve-mais.html

sexta-feira, 1 de abril de 2016

PORQUE 1º DE ABRIL É O DIA DA MENTIRA? E O QUE A BÍBLIA DIZ?

O dia 1º de abril é considerado em vários países ocidentais como o Dia da mentira, uma data em que muitos se aproveitam para “pregar uma peça” em amigos ou mesmo em desconhecidos. Mas como essa data teve origem? E por que ela ocorre justamente em 1º de abril?

Mudança do calendário e as origens do Dia da Mentira, ou “Dia de todos os tolos”

As origens do Dia da Mentira não são plenamente exatas, mas é certo que remontam à França da segunda metade do século XVI. Em 1564, o rei francês Carlos IX tornou oficial nos domínios de seu reinado o novo calendário, definido durante o Concílio de Trento (1545 a 1563). Esse novo calendário ficou conhecido como calendário gregoriano por ter sido proposto pelo Papa Gregório XIII. O calendário gregoriano substituiu ocalendário juliano (proposto por Júlio César no século I a.C.), provocando alterações fundamentais, como a mudança de datas comemorativas.

O Ano Novo, por exemplo, era comemorado, no calendário juliano, sempre em 25 de março, quando se iniciava a Primavera no Hemisfério Norte. As comemorações duravam cerca de uma semana, finalizando-se no dia 1º de abril. O calendário gregoriano mudou a comemoração dessa data para o dia 1º de janeiro – vigente até hoje. Carlos IX, sendo o primeiro a adotar o calendário, provocou uma mudança nos hábitos de seus súditos. Grande parte dos franceses, após 1564, ainda comemorava o Ano Novo na passagem do mês de março para o mês de abril. Aqueles que sabiam que o calendário antigo havia sido revogado começaram a zombar dos desavisados, chamando-os de tolos e acusando-os de comemorarem de forma mentirosa a passagem do ano.

O último dia da antiga comemoração, o dia 1º de abril, ficou marcado então como o “Dia da mentira”, isto é, da “comemoração mentirosa da passagem do ano”. Em 1582, o Papa Gregório XIII publicou a bula Inter gravissimas, que instituiu oficialmente o novo calendário em todos os países católicos. Esse fato contribuiu para que o Dia da mentira se propagasse para outras regiões além da França, tornando-se popular em todo o mundo ocidental.


Exemplos de mentiras contadas no dia 1º de abril

Como dissemos no início do texto, o Dia da mentira é frequentemente utilizado para se “pregar uma peça”. Muitos casos de mentiras contadas no dia 1º de abril tornaram-se famosos. No Brasil, um dos casos mais notórios ocorreu em 1º de abril de 1848. O periódico pernambucano chamado sugestivamente de “A Mentira” noticiou o falecimento do então imperador do Brasil Dom Pedro II. Como sabemos, Dom Pedro II só morreu em 1891, na França. O jornal teve que desmentir o fato dois dias depois da publicação.

Outro exemplo que podemos dar, mais recente e de âmbito internacional, vem da empresa Google. O site de buscas Google é conhecido por ser um dos mais inovadores do mundo da internet, mas também um dos mais descontraídos. No dia 1º de abril do ano 2000, o Google disponibilizou ao público uma versão de sua página de buscas chamada MentalPlex. A MentalPlex seria capaz de ler a mente das pessoas, isto é, não era necessário que a pessoa digitasse o que estava a fim de saber na barra de busca. Bastava apenas olhar fixamente em uma bolinha de cristal colorida e com movimentos gráficos hipnóticos, disponível na página, para que o próprio sistema soubesse o que você estava querendo saber. Não é preciso dizer que muitos dos usuários do Google tentaram ter seus pensamentos adivinhados pela MentalPlex.


O que a Bíblia diz sobre a mentira?


Deus abomina a mentira e por isso não suporta a presença dos mentirosos. O inimigo de Deus, é descrito na Bíblia como o pai da mentira.

Sabemos também que Jesus se descreveu como sendo a verdade. Também sabemos que é possível ser verdadeiramente livre através do conhecimento da verdade.

O povo de Deus deve ser conhecido como um povo que vive na verdade e pela verdade. Portanto, devemos fugir da mentira e não compactuar com os mentirosos.


Versículos sobre a mentira:

Portanto, cada um de vocês deve abandonar a mentira e falar a verdade ao seu próximo, pois todos somos membros de um mesmo corpo.
 Efésios 4:25

"Não darás falso testemunho contra o teu próximo.
 Êxodo 20:16

Não mintam uns aos outros, visto que vocês já se despiram do velho homem com suas práticas e se revestiram do novo, o qual está sendo renovado em conhecimento, à imagem do seu Criador.
 Colossenses 3:9-10

O Senhor odeia os lábios mentirosos, mas se deleita com os que falam a verdade.
 Provérbios 12:22

Quem pratica a fraude não habitará no meu santuário; o mentiroso não permanecerá na minha presença.
 Salmos 101:7

Fora ficam os cães, os que praticam feitiçaria, os que cometem imoralidades sexuais, os assassinos, os idólatras e todos os que amam e praticam a mentira.
Apocalipse 22:15

Contudo, se vocês abrigam no coração inveja amarga e ambição egoísta, não se gloriem disso nem neguem a verdade.
Tiago 3:14

A testemunha sincera não engana, mas a falsa transborda em mentiras. 
Provérbios 14:5

Os lábios arrogantes não ficam bem ao insensato; muito menos os lábios mentirosos ao governante! 
Provérbios 17:7

O remanescente de Israel não cometerá injustiças; eles não mentirão, nem se achará engano em suas bocas. Eles se alimentarão e descansarão, sem que ninguém os amedronte." 
Sofonias 3:13

"Vocês pertencem ao pai de vocês, o Diabo, e querem realizar o desejo dele. Ele foi homicida desde o princípio e não se apegou à verdade, pois não há verdade nele. Quando mente, fala a sua própria língua, pois é mentiroso e pai da mentira. 
João 8:44

O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios. Tais ensinamentos vêm de homens hipócritas e mentirosos, que têm a consciência cauterizada e proíbem o casamento e o consumo de alimentos que Deus criou para serem recebidos com ação de graças pelos que creem e conhecem a verdade.
1 Timóteo 4:1-3

Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que ele detesta: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que traça planos perverso, pés que se apressam para fazer o mal, a testemunha falsa que espalha mentiras e aquele que provoca discórdia entre irmãos.
 Provérbios 6:16-19

Ó Deus, a quem louvo, não fiques indiferente, pois homens ímpios e falsos dizem calúnias contra mim, e falam mentiras a meu respeito.
Salmos 109:1-2

Deus não é homem para que minta, nem filho de homem para que se arrependa. Acaso ele fala e deixa de agir? Acaso promete e deixa de cumprir?
Números 23:19

Não furtem. Não mintam. Não enganem uns aos outros.
Levítico 19:11

A fortuna obtida com língua mentirosa é ilusão fugidia e armadilha mortal.
Provérbios 21:6

Fonte: Me. Cláudio Fernandes - http://brasilescola.uol.com.br/datas-comemorativas/dia-da-mentira.htm

http://www.bibliaon.com/mentira/

A IGREJA DENTRO DA LEI - SUA IGREJA TEM ESTATUTO?


Implicações e formalidades legais do estatuto como ato constitutivo da organização religiosa

A igreja começa a ter existência como pessoa jurídica de direito privado, na modalidade organização religiosa, a partir do momento em que o seu ato constitutivo é inscrito no respectivo registro, conforme previsto no artigo 45, do Código Civil. Assim, a inscrição desse ato, que é o Estatuto, atribui personalidade jurídica à igreja, que passa ter vida própria e autônoma em relação aos seus integrantes, adquirindo a capacidade de ser titular de direitos e sujeito de obrigações.

A inexistência dessa personalidade jurídica, distinta das pessoas físicas que integram o grupo religioso, pode acarretar, dentre outras consequências, uma comunhão patrimonial entre os membros e a própria igreja. Desse modo, os compromissos financeiros assumidos pela liderança de uma igreja que não possui Estatuto inscrito em cartório, poderão recair sobre todos os seus membros, ocorrendo assim uma espécie de solidariedade de obrigações entre a igreja e os seus filiados. Em última análise, o patrimônio pessoal dos membros poderá responder pelas dívidas contraídas pela igreja.

É comum o dirigente assumir em seu nome obrigações que beneficiam a igreja. O correto é colocar em nome da organização religiosa, para que o patrimônio dela responda por eventual descumprimento da obrigação. Caso contrário, ocorrendo qualquer problema financeiro com a igreja, o patrimônio pessoal do dirigente é que responderá pela satisfação das obrigações que contraiu perante terceiros.

Veja este vídeo:

A par dessas considerações, analisemos os passos necessários para a existência de fato e de direito de uma organização religiosa. Normalmente, a igreja possui um grupo de pessoas que participam das atividades programadas pela liderança. Isso já é o suficiente para reconhecer que ela tem existência de fato. A partir de então, o primeiro passo é elaborar o Estatuto, que deve refletir o melhor possível a organização e o funcionamento desse grupo de fiéis. Na elaboração do ato constitutivo, a igreja tem ampla liberdade para estabelecer os objetivos, a estrutura administrativa, as regras de funcionamento e outros aspectos inerentes ao modo de ser da igreja. 

Os estatutos das denominações evangélicas, de modo geral, seguem uma das seguintes tendências de administração eclesiástica, que são as mais conhecidas. O modelo episcopalcentraliza as decisões na pessoa do presidente ou dirigente da igreja. A forma congregacional,pelo contrário, descentraliza o poder de governo da igreja e atribui aos membros a incumbência de tomar as decisões em assembleia geral. Outro sistema eclesiástico é o presbiterial, uma forma representativa em que a administração é exercida por um conselho, composto pelo pastor ou pastores e pelos presbíteros que são eleitos pelos membros, para em conjunto governar a igreja. Podem ser assim resumidos: episcopal, um governa todos; congregacional, todos governam; e, presbiterial, alguns, eleitos por todos, para governar conjuntamente. 

Dentre outras que podem ser encontradas, essas tendências eclesiásticas se destacam. Certamente que todo modelo tem vantagens e desvantagens. Fica a critério de cada denominação decidir como deseja ser administrada e como pretende funcionar. Essas regras e princípios devem constar do Estatuto, tanto para evitar dúvidas por parte dos membros, quanto para impedir alterações posteriores indesejadas. O estatuto consagra assim a ampla liberdade de organização e de funcionamento das organizações religiosas insculpida na Constituição Federal.

Na redação do estatuto deverão ser observados alguns aspectos jurídicos relevantes. O Código Civil, no artigo 46, estabelece quais são as informações que devem constar do registro da pessoa jurídica de direito privado. Dessa forma, o Estatuto que será levado a registro, para que atenda as exigências de lei e obtenha a validade almejada, deverá conter os dados que se seguem, referentes a igreja:

Elaboração de Estatuto

I - a denominação, os fins, a sede, o tempo de duração e o fundo social, quando houver; II - o nome e a individualização dos fundadores ou instituidores, e dos diretores; III - o modo por que se administra e representa, ativa e passivamente, judicial e extrajudicialmente; IV - se o ato constitutivo é reformável no tocante à administração, e de que modo; V - se os membros respondem, ou não, subsidiariamente, pelas obrigações sociais; VI - as condições de extinção da pessoa jurídica e o destino do seu patrimônio, nesse caso.

O estatuto deve conter também o visto de Advogado. O Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil, amparado pelo artigo 54, Inciso V, da Lei nº 8.906, de 04/07/1994, disciplina no artigo 2º, que o visto de advogado nos atos constitutivos de pessoas jurídicas é indispensável ao registro e arquivamento nos órgãos competentes. Diante disso, o profissional das ciências jurídicas deve participar efetivamente dos trabalhos de elaboração, redação final e inscrição do Estatuto. Tudo para garantir que esse ato seja revestido de todos os requisitos e formalidades legais.

Essa inscrição em cartório está prevista na Lei nº 6.015, de 31/12/1973, denominada Lei dos Registros Públicos. O artigo 114, assim dispõe: “No Registro Civil de Pessoas Jurídicas serão inscritos: I - os contratos, os atos constitutivos, o estatuto ou compromissos das sociedades civis, religiosas, pias, morais, científicas ou literárias, bem como o das fundações e das associações de utilidade pública;”. Importante relembrar que as igrejas não são mais tratadas como sociedades religiosas, mas como organizações religiosas, segundo o atual Código Civil.

Deve ser apresentada ao Cartório, juntamente com o estatuto, a ata de criação da igreja. Nela devem constar as principais deliberações referentes a criação da igreja, tais como a denominação, sede provisória ou definitiva, discussão e aprovação do estatuto, eleição e posse do presidente ou da diretoria, dentre outras decisões relevantes, que podem ser tomadas na mesma ocasião.

A partir de então, outras atas poderão ser registradas no mesmo cartório onde o Estatuto foi inscrito. Essas atas posteriores deverão conter as decisões administrativas mais importantes, tais como eleição e posse do novo presidente ou diretoria, abertura de novas congregações, consagração de obreiros, aquisição ou alienação de bens pertencentes ao patrimônio da igreja, dentre outros. Para tanto, convém manter atualizado livro ou pasta com as atas das reuniões administrativas, promovendo o registro em cartório.

Enfim, adquirida a personalidade jurídica de direito privado, a igreja poderá praticar uma série de atos e contratos necessários ao seu funcionamento. Poderá obter junto a Receita Federal a inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica, abrir e movimentar conta bancária, celebrar contrato de locação ou de compra e venda de imóvel, requerer isenção do IPTU, além de vários outros afetos a boa administração eclesiástica. Tudo em nome do ente jurídico intitulado organização religiosa.

Modelo de Estatuto: 

Fonte: Adiel Teófilo - http://adielteofilo.blogspot.com.br/2012/11/a-igreja-dentro-da-lei-elaboracao-de.html