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terça-feira, 21 de junho de 2016

A ALEGORIA DA CAVERNA DE PLATÃO


O mito ou “Alegoria” da caverna é uma das passagens mais clássicas da história da Filosofia, sendo parte constituinte do livro VI de “A República” onde Platão discute sobre teoria do conhecimento, linguagem e educação na formação do Estado ideal.


A narrativa expressa dramaticamente a imagem de prisioneiros que desde o nascimento são acorrentados no interior de uma caverna de modo que olhem somente para uma parede iluminada por uma fogueira. Essa, ilumina um palco onde estátuas dos seres como homem, planta, animais etc. são manipuladas, como que representando o cotidiano desses seres. No entanto, as sombras das estátuas são projetadas na parede, sendo a única imagem que aqueles prisioneiros conseguem enxergar. Com o correr do tempo, os homens dão nomes a essas sombras (tal como nós damos às coisas) e também à regularidade de aparições destas. Os prisioneiros fazem, inclusive, torneios para se gabarem, se vangloriarem a quem acertar as corretas denominações e regularidades.

Imaginemos agora que um destes prisioneiros é forçado a sair das amarras e vasculhar o interior da caverna. Ele veria que o que permitia a visão era a fogueira e que na verdade, os seres reais eram as estátuas e não as sombras. Perceberia que passou a vida inteira julgando apenas sombras e ilusões, desconhecendo a verdade, isto é, estando afastado da verdadeira realidade. Mas imaginemos ainda que esse mesmo prisioneiro fosse arrastado para fora da caverna. Ao sair, a luz do sol ofuscaria sua visão imediatamente e só depois de muito habituar-se com a nova realidade, poderia voltar a enxergar as maravilhas dos seres fora da caverna. Não demoraria a perceber que aqueles seres tinham mais qualidades do que as sombras e as estátuas, sendo, portanto, mais reais. Significa dizer que ele poderia contemplar a verdadeira realidade, os seres como são em si mesmos. Não teria dificuldades em perceber que o Sol é a fonte da luz que o faz ver o real, bem como é desta fonte que provém toda existência (os ciclos de nascimento, do tempo, o calor que aquece etc.).

Maravilhado com esse novo mundo e com o conhecimento que então passara a ter da realidade, esse ex-prisioneiro lembrar-se-ia de seus antigos amigos no interior da caverna e da vida que lá levavam. Imediatamente, sentiria pena deles, da escuridão em que estavam envoltos e desceria à caverna para lhes contar o novo mundo que descobriu. No entanto, como os ainda prisioneiros não conseguem vislumbrar senão a realidade que presenciam, vão debochar do seu colega liberto, dizendo-lhe que está louco e que se não parasse com suas maluquices acabariam por matá-lo.

Este modo de contar as coisas tem o seu significado: os prisioneiros somos nós que, segundo nossas tradições diferentes, hábitos diferentes, culturas diferentes, estamos acostumados com as noções sem que delas reflitamos para fazer juízos corretos, mas apenas acreditamos e usamos como nos foi transmitido. A caverna é o mundo ao nosso redor, físico, sensível em que as imagens prevalecem sobre os conceitos, formando em nós opiniões por vezes errôneas e equivocadas, (pré-conceitos, pré-juízos). Quando começamos a descobrir a verdade, temos dificuldade para entender e apanhar o real (ofuscamento da visão ao sair da caverna) e para isso, precisamos nos esforçar, estudar, aprender, querer saber. O mundo fora da caverna representa o mundo real, que para Platão é o mundo inteligível por possuir Formas ou Ideias que guardam consigo uma identidade indestrutível e imóvel, garantindo o conhecimento dos seres sensíveis. O inteligível é o reino das matemáticas que são o modo como apreendemos o mundo e construímos o saber humano. A descida é a vontade ou a obrigação moral que o homem esclarecido tem de ajudar os seus semelhantes a saírem do mundo da ignorância e do mal para construírem um mundo (Estado) mais justo, com sabedoria. O Sol representa a Ideia suprema de Bem, ente supremo que governa o inteligível, permite ao homem conhecer e de onde deriva toda a realidade (o cristianismo o confundiu com Deus).

Portanto, a alegoria da caverna é um modo de contar imageticamente o que conceitualmente os homens teriam dificuldade para entenderem, já que, pela própria narrativa, o sábio nem sempre se faz ouvir pela maioria ignorante.

Por João Francisco P. Cabral
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia - UFU
Mestrando em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP

Fonte: http://brasilescola.uol.com.br/filosofia/mito-caverna-platao.htm

sexta-feira, 17 de junho de 2016

ENCONTRADO RESTOS DE ROUPAS DA ÉPOCA DO REINADO EM ISRAEL

Descoberta do Reino de Israel de aproximadamente 3.000 anos atrás: 

Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv descobriram restos da pradaria de vestuário do início do reino de Israel, 10º século aC. 

Uma equipe de arqueólogos da Universidade de Tel Aviv, dirigida pelo Dr. Erez Ben-Yosef, encontraram dezenas de restos têxtil do reinado de David. Tecelagens encontradas a primeira luz datam do reino unido de Israel. "A secura de Timna é mais extrema do que qualquer outro lugar e conservou os artefatos orgânicos. Este é o nosso quarto ano de escavações em Timna e para nossa surpresa, fomos capazes de encontrar pedaços de matéria têxtil do século 10 aC", foram encontrados sacos e roupas de luxo que para nós foi uma bela e gentil surpresa. 

Escavações da Tel Aviv University, minas de cobre em Timna (Foto: Clara Amit IAA) 

Segundo a tradição, as minas de cobre de Timna eram operadas por responsáveis ​​dos governantes de Jerusalém após as conquistas do rei Davi. "É notável a importância do cobre no Levante do século 10 aC", diz o Dr. Ben-Yosef. Junto com as armas e ferramentas agrícolas de cobre produzida. Isto é semelhante ao óleo de hoje. As evidências arqueológicas são suficientes para estabelecer que as pessoas que viviam e trabalhavam nas minas não eram apenas simples escravos, como assumido anteriormente, mas uma elite que incluía peritos de metalurgia, funcionários do governo e comandantes militares.
Anteriormente pensava-se que aquele momento era uma simples sociedade nômade. Hoje, vemos mais e mais a sociedade hierárquica e estratificadas provas de acordo com os textos bíblicos e extra-bíblicos ". 

Lã de alta qualidade pintada, exposta Timna (Foto: Clara Amit IAA) 

Os tecido encontrados no local são de três tipos de fios: lã de ovelha, pelos de cabra e de linho. 

Linho, provavelmente trazidos de longe, e dos ovinos e caprinos que não eram do lugar, de modo que todos os materiais eram de grandes distâncias, como outros achados orgânicos encontrados no passado, tais como ossos de peixes. Além de peças de roupa, no sitio foram encontrados outros tecidos como sacos e selas. "Nós encontramos duas qualidades de tecidos", diz a estudante de mestrado Vanessa Workman. "O tecido tingido e o tecido de lã tingida, incluindo listras decorativas finas". 

Corda feita a partir de fibras de palmeira, Timna (Foto: Clara Amit IAA) 


Corda de pelo de Cabra Timna (Foto: Clara Amit IAA) 

Dr. Naama Sukenik, realizou testes e descobriu que este é o primeiro exemplo de tingimento com plantas em Israel.

As peças raras de tecidos adicionaram uma coleção única de artefatos orgânicos bem preservados descobertos recentemente em Timna por ben Yosef e sua delegação. Esta coleção inclui peças de couro processado, corda, tecidos e sementes de cereais e frutas de sete espécies, e de outras espécies. "A preservação de matéria orgânica em Timna é uma janela em um todo, que até agora foi completamente desprovido de lugares bíblicos. A descoberta permite direções de pesquisas tais como o estudo de DNA antigo."

Fonte:http://www.ynet.co.il/articles/0,7340,L-4770307,00.html

quarta-feira, 15 de junho de 2016

ESTUDANTE ISRAELENSE LOCALIZA ESTATUETA ANTIGA


Um menino de sete anos de idade, de Beit She'an no norte de Israel, descobriu uma pequena estatueta antiga durante uma viagem de família, nas proximidades das escavações arqueológicas de Tel Rehov.

A estatueta feminina de argila foi datado do período cananeu, aproximadamente entre o século 15 a 13 aC.

O Prof. Amichai Mazar, da Universidade Hebraica sugeriu que a estatueta está ligada à deusa cananéia da fertilidade Astarte, que é mencionada na Bíblia.

Astarte ou Astarote (em grego: Ἀστάρτη , Astarte ) é a forma 
helenizada da deusa Ishtar no Oriente Médio.

A família do menino imediatamente relatou sua descoberta para a Autoridade de Antiguidades, que por sua vez enviou um funcionário para a escola do menino para explicar aos alunos a importância de tais achados, a fim de compreender a história do país.

Na verdade, o professor do menino tinha recentemente ensinado sobre a antiga idolatria na terra, então o momento da descoberta e da visita da Autoridade de Antiguidades não poderia ter sido melhor.

Fonte:http://www.israeltoday.co.il/NewsItem/tabid/178/nid/28436/Default.aspx?topic=article_title

sexta-feira, 10 de junho de 2016

JOGOS OLÍMPICOS NA ANTIGÜIDADE


Por Anna Adami

Na época da Grécia Antiga os Jogos Olímpicos eram grandes festividades, de cunho religioso e esportivo, que aconteciam de quatro em quatro anos, no famoso Santuário de Olímpia, cidade conhecida pela estátua de Zeus, erguida em sua homenagem entre 456 e 468 a.C. A primeira edição do festival se deu em 776 a.C.


Santuário de Olímpia

Os Jogos Olímpicos da Antiguidade eram organizados por Élide e realizados na região de Peloponeso, para participar do festival, se fazia necessário pertencer a classes favorecidas da sociedade, além de ter praticado esporte desde criança. Poderiam participar pessoas de colônias das costas do Mar Negro e Mediterrâneo. Não poderiam participar os bárbaros, mulheres e escravos. Os vencedores eram homenageados em suas respectivas cidades, com a construção de estátuas e benefícios como alimentos gratuitos.


As provas praticadas eram as Corridas Pedestres, divididas em quatro modalidades: 

Hoplitódromo (corrida com armas)


 Estádio


Diaulós (denominado duplos estádio)



Dolichos 

A de maior destaque e prestígio era a Estádio, pois quando vencida, o nome do atleta seria dado aos jogos. A prova se dava com uma corrida de 192 metros. O Dolichos, com uma distância maior, entre 7 a 24 estádios. A modalidade Diaulós se referia a corrida de 384 metros e os atletas carregavam seus capacetes e escudos. Para evitar que alguém saísse prejudicado, os escudos se mantinham guardados no Templo de Zeus, desta maneira não poderiam ser trocados por escudos de menor peso.

Templo de Zeus

Outra prova realizada era a Corrida Eqüestre, que incluía cavalo de sela e carroças. A prova de carroça consistia em completar doze voltas no hipódromo, já a de cavalo, apenas uma volta no hipódromo. Algo curioso na premiação desta modalidade é que, os atletas que guiavam os cavalos não eram os premiados, mas sim os proprietários dos cavalos os quais recebiam as coroas.


Além destas, haviam também, Luta, Pugilato e Pancrácio. A modalidade Luta é oriunda do Próximo Oriente e foi adaptada pelos Gregos, com o nome de Luta Grega. Nesta o atleta deveria fazer o adversário cair três vezes, para vencer a luta. Antes do início, havia o ritual de untar o corpo com azeite e passa-lo na terra, para que a pele não ficasse escorregadia. 

A modalidade do Pugilato somente podia utilizar os punhos, por isso os atletas colocavam tiras de couro entre os dedos. O vencedor se consagrava quando o concorrente ficava inconsciente ou desistia. O Pancrácio combinava pugilato e luta. Prova com um nível de violência maior que as demais, os atletas poderiam até morrer. Esta modalidade permitia todos os golpes, com exceção de mordidas, dedos na região dos olhos e órgãos genitais. Para ser vencedor o atleta deveria deixar o oponente exaurido e sem condições de continuar a lutar.


A modalidade de Pentatlo também era competida pelos atletas, composto por cinco categorias: Lançamento de Disco, Salto em Altura, Lançamento de Dardo, Corrida de Estádio e Luta. A primeira categoria, o atleta lançava pesos de 2,5 quilos de pedra ou ferro; quem lançasse mais longe, ganhava. O dardo era de madeira e deveria ser lançado em uma circunferência que o aderia, quanto mais próximo ao centro, maior a pontuação. No Salto em Altura o atleta utilizava dois halteres os quais impulsionavam o corpo até certa altura. Para vencer o Pentatlo, o atleta que vencesse as três primeiras provas, se sagrava campeão.


Fontes:
http://www.infoescola.com/esportes/jogos-olimpicos-da-antiguidade/
http://esportes.terra.com.br/atenas2004/interna/0,,OI353091-EI4066,00.html
http://www.saudeesportiva.com.br/jogos-olimpicos.php